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S.C.S. 08 - 7 x A.F.C. GANDRA - 1: 2.ª Mão da Final
2.ª Mão da Final da II Divisão Distrital da Associação de Futebol do Porto
15:00h, 24 de Maio de 2009
Complexo Desportivo da Senhora da Hora

GR - 12 - Miguel
DD - 2 - Passos
DC - 3 - Figueiredo
DC - 4 - Eládio
DE - 5 - Rochinha
MC - 6 - Monteiro (capitão)
MC - 7 - Fernando Almeida
ME - 8 - Pedro Teixeira
AC - 9 - Heitor
MC - 10 - Rui Lima
MD - 11 - Carminé

Treinador: Pedro Reis

Golos:
41' Heitor
57' Fernando Almeida
62' Heitor
67' Carminé
69' Heitor
72' Passos
75' Fernando Almeida

Subs:
55' 14 - Telmo por 10 - Rui Lima
71' 16 - Alex por 9 - Heitor
78' 13 - Almeida por 3 - Figueiredo

Suplentes não utilizados: Igor, Rúben, Mário, Olavo

Tarde de festa que prometeu chuva mas trouxe Sol. O Sol da vitória, o Sol do renascimento, o Sol da festa, o Sol da subida de Divisão, o sol dos CAMPEÕES.
Nas bancadas muita festa e milhares de pessoas, mas com o campo um pouco menos lotado do que no jogo com o Cruz, o derradeiro do campeonato e que deu o acesso à Final.
Pedro Reis nada alterou estruturalmente na equipa, entrando apenas Figueiredo para o lugar do ausente Renato.
O jogo começou e rapidamente se percebia que a toada seria a mesma do jogo da 1.ª mão da final. Salgueiros activo e rápido a criar muitas vezes perigo com o Gandra com futebol mais directo, tentando aproveitar a valia dos seus dois avançados, sempre muito móveis.
A primeira sensação de golo surgiu logo aos 10' pelos pés de Carminé, que como tem sido habitual aproveitou o posicionamento do lado direito para flectir para o centro e rematar com força mas a rasar o poste.
Sucederam-se cantos e livres laterais com algum perigo, mas foi Fernando Almeida que aos 25' esteve próximo de marcar... mas em livre directo quase igual ao que deu o terceiro golo (de recarga) contra o Cruz, acertou de novo no mesmo poste (é preciso pontaria…), com a bola depois a saltar nas costas do guarda-redes e a sair para canto. Lance de muita felicidade para o Gandra.
Aos 33' foi Pedro Teixeira quem entrou na área pelo lado esquerdo, ganhou espaço, mas rematou por cima, logo seguido de grande cabeçada de Heitor a resposta a canto do lado direito, a que o guardião do Gandra respondeu com grande defesa.
O único lance de perigo na primeira parte para o Gandra surgiu de um livre lateral em que foi deixado um homem solto à entrada de área que rematou sem oposição, mas após dois desvios a bola saiu ao lado.
Os Salgueiristas reviviam momentos da semana anterior e já adivinhavam que teriam que sofrer até ver o primeiro golo. Eis quando Carminé, apenas um passo à frente do meio campo quase encostado à linha lateral, faz um passe magnífico de primeira a isolar Heitor, que com a classe que se lhe conhece picou à saída do guarda-redes para o seu 26.º da época, igualando nesse momento o rival Litos do Gandra.
Euforia nas bancadas, exacerbada logo a seguir por cabeçada de Heitor defendida para a barra após canto na direita.
Ao intervalo houve tempo para aplaudir a equipa de juniores recém subida à I Divisão Nacional. Sem fazer uma grande exibição, nomeadamente com dificuldades no meio campo com Monteiro e Rui Lima a denotarem algum desgaste físico, o Salgueiros merecia por completo a vantagem alcançada.
Na segunda parte o meio campo melhorou e foi Monteiro quem assistiu em jeito para a primeira oportunidade, mas Pedro Teixeira atirou à figura, já dentro da área.
Aos 57' chegou o 2x0 num livre lateral do lado esquerdo por Fernando Almeida, que cruzou para a área, Eládio saltou ao primeiro poste tentando desviar, mas acabou por não tocar na bola, sendo que esta entrou directa. Talvez Eládio possa reclamar o golo para ele por ter tocado de raspão, ou pelo menos com alguns cabelos na bola.
A partir daqui o Gandra desmoronou-se. Adoptando uma táctica quase suicida, adiantou a equipa e tirou defesas, ficando muitas vezes apenas com 2 ou 3 homens atrás, e por vezes mesmo só com 1. Nisto resultaram imensos espaços para o Salgueiros que conseguiu com facilidade avolumar o resultado.
Aos 62' após lançamento lateral, Pedro Teixeira assiste de calcanhar de forma acrobática Heitor, que divide o lance com o guarda-redes adversário e depois atira para baliza deserta. Muitos protestos neste lance, quer por possível jogo perigoso quer por mão de Heitor.
Aos 67' chegou o golo da tarde e um dos melhores da época, com pormenores de classe individuais numa grande jogada colectiva: Pedro Teixeira inicia o lance do lado direito e passa a Monteiro, que inicia a progressão passando por um adversário e tocando de imediato para Fernando Almeida que só dá dois toques na bola... um para receber e rodar sobre si próprio e outro para isolar Carminé nas costas do lateral direito... este à saída do guarda-redes do Gandra picou a bola num chapéu sensacional. Um golo lindo, lindo.
Aos 69' com a defesa do Gandra cada vez mais esfrangalhada é Figueiredo quem consegue isolar Heitor com um passe quase da área Salgueirista. Este avança e à saída do guarda-redes toca de pé esquerdo em jeito. Foi o 28.º golo e último golo da época sendo substituído pouco tempo depois.
Aos 72' após cruzamento de Carminé da esquerda, Alex saiu da frente para deixar Passos marcar.
Aos 75' Monteiro faz um grande passe para desmarcar Passos na direita que assiste Fernando Almeida, que marca o 7.º golo da tarde de cabeça.
Até ao final ainda Alex e Pedro Teixeira tiveram perto de marcar com remates a saírem por cima da barra, e numa outra ocasião uma jogada de superioridade foi cortada de forma caricata por um defesa do Gandra no chão, com as duas mãos, sem ter sido assinalada falta.
No finalzinho a defesa do Salgueiros facilitou numa jogada muito confusa, Litos marcou o seu 27.º da época.
A encerrar a festa e numa disputa ombro a ombro com Rochinha que se iniciou bem longe da área, o jogador do Gandra só caiu já dentro da mesma e foi assinalada grande penalidade. Litos tinha a oportunidade de igualar Heitor, mas Miguel provou que não foi por acaso que defendeu 2 penaltis nos dois últimos jogos treino e defendeu muito bem. Contribuiu assim para a coroação final de Heitor como melhor marcador da prova com 28 golos (nenhum de grande penalidade).
No final a festa no campo foi curta dada a brusca invasão de campo, havendo depois apenas tempo para um semi volta de honra de alguns jogadores, já em trajes menores.
A festa seguiu para Vidal Pinheiro e depois percorreu as ruas da cidade até à Avenida dos Aliados.
PARABÉNS CAMPEÕES!


A.F.C. GANDRA - 1 x S.C.S. 08 - 3: 1.ª Mão da Final
1.ª Mão da Final da II Divisão Distrital da Associação de Futebol do Porto
17:00h, 17 de Maio de 2009
Complexo Desportivo de Azevido - Rebordosa

GR - 12 - Miguel
DD - 2 - Passos
DC - 3 - Renato
DC - 4 - Eládio
DE - 5 - Rochinha
MC - 6 - Monteiro (capitão)
MC - 7 - Fernando Almeida
ME - 8 - Pedro Teixeira
AC - 9 - Heitor
MC - 10 - Rui Lima
MD - 11 - Carminé

Treinador: Pedro Reis

Golos:
55' Heitor
75' Heitor
88' Telmo

Subs:
65' 18 - Rúben por 11 - Carminé
82' 16 - Telmo por 10 - Rui Lima
90' 17 - Mário por 6 - Monteiro

Suplentes não utilizados: Igor, Almeida, Figueiredo, Fábio

Grande ambiente no início de jogo, com uma fanfarra barulhenta a concorrer com o já famoso sino ensurdecedor – Alma Salgueirista ao rubro e uns milhares na bancada que pareciam menos dada a grande dimensão do recinto.
Com a ausência de Alex o Salgueiros apresentava duas novidades no onze: Eládio na equipa titular com Figueiredo no banco; Pedro Teixeira na ala esquerda no lugar de Alex, iniciando o jogo com Carminé na direita. O meio campo repetiu o desenho estreado há quatro jornadas: F. Almeida lado a lado com Monteiro e Rui Lima à frente destes dois.
Se o desenho da equipa se manteve das últimas jornadas, a postura também – o Salgueiros entrou para ganhar e desde o início impôs um ritmo fortíssimo e uma pressão muito alta, novamente a tirar partido da posição muito adiantada de Rui Lima para iniciar o processo de recuperação de bola logo em cima da área do Gandra. Logo aos 2 minutos Heitor ficou em boa posição nas costas da defesa apesar da bola estar difícil de dominar, mas falhou o remate com o pé esquerdo e o lance perdeu-se.
Os primeiros 15 minutos foram de excelente futebol do Salgueiros, com boas lateralizações e sempre em ritmo elevado. Sucederam-se cantos e livres de zonas laterais com algum perigo mas sem oportunidades claras de golo. Nesta altura o Gandra só jogava directo para a frente, e o tempo de posse de bola que tinha era mínimo.
Aos 14’ Carminé ensaiou pela primeira vez o remate e os salgueiristas viram o que se ia repetir várias vezes: grande remate mas um palmo acima da baliza. Logo a seguir numa falha de pontapé de baliza de Miguel o Gandra podia ter criado perigo mas concluíram com um remate fácil para defesa segura de Miguel.
Seis minutos passados e Carminé tenta de novo de forma quase idêntica – descai do flanco direito para o interior do terreno e remata em força…. um palmo acima da barra.
Com muito caudal ofensivo e sem concretizar, os adeptos intranquilizavam-se um pouco com o tardar do golo, nem por isso baixando o apoio à equipa que foi do melhor que se viu esta época.
A partir dos 20’ a equipa perdeu um pouco a velocidade com que pressionava, que não era naturalmente possível manter durante longos períodos, mas nem por isso deixou de controlar o jogo e de atacar quase incessantemente. Aos 22’ uma excelente combinação entre Heitor e Rui Lima acabou em passe de ruptura para Carminé, que avançou só pelo flanco direito para rematar cruzado ao lado, prejudicado por ter que usar o pé menos forte para rematar. 5 minutos depois e repetindo o posicionamento dos remates anteriores, Carminé tenta de novo, mas desta vez mais em jeito, colocando em ‘banana’ para a base do poste, mas o guardião contrário responde com a defesa da tarde, para canto. Nesse mesmo canto apontado por Pedro Teixeira, Eládio desvia de cabeça ao primeiro poste para aparecer Heitor já na pequena área a emendar ao lado, quando parecia impossível falhar, e ainda aparecia Renato atrás dele em posição também de emendar.
Puxavam-se cabelos e não se entendia como o Salgueiros não conseguia marcar.
A partir da meia hora o Gandra solta-se um pouco e começa a tentar aproveitar a distância grande existente entre a defesa e o meio campo salgueirista, provocada pelo alongamento da equipa para tentar a pressão alta e agravada pelas grandes dimensões do relvado.
Assim, aos 31’ aproveitam um corte incompleto de Eládio para entrar na área com perigo, com Miguel a resolver com saída decidida, e aos 41’ aproveitam mau corte de Passos para fazer um remate com algum perigo.
Duas situações para o Gandra mas entre elas de novo o Salgueiros perto de marcar por duas vezes: primeiro é Heitor, aos 37’,que correspondeu com uma cabeçada picada a cruzamento de Carminé, que já com o guarda-redes batido saiu caprichosamente ao lado; depois aos 38’ foi Pedro Teixeira a rematar a rasar a barra.
Ia-se para o intervalo com a sensação que o Salgueiros, por algum azar e ineficácia na finalização, ficava a dever 2 ou 3 golos a si próprio.
A segunda parte começa com banho de água fria logo a abrir. Após perda de bola no meio campo, conseguem isolar o goleador Litos nas costas de Rochinha, que com enorme eficácia remata cruzado batendo Miguel. Jogador sem dúvida de uma eficácia tremenda e com pormenores muito bons sempre que a bola lhe chegou.
A Alma abanou durante uns momentos, mas não tardou a voltar a empurrar a equipa. Esta mostrou espírito de campeão e não se deixou abalar pela sorte ou falta dela. Arregaçou as mangas e de novo acelerou o jogo e virou-se para o ataque. Logo aos 51’, numa grande jogada colectiva, Carminé cruzou da esquerda para Pedro Teixeira no flanco oposto assistir Rui Lima de calcanhar na zona central, que rematou ao lado.
Finalmente aos 55’ quebrou-se o enguiço e numa situação até difícil de adivinhar: recebendo um passe algo bombeado da zona central de Rui Lima, Heitor cabeceia em balão, conseguindo fazer a bola passar por cima do guarda-redes que é batido por estar adiantado em demasia. Bancadas ao rubro e o jogo vira definitivamente a favor do Salgueiros 08, quando aos 55’ o Gandra fica reduzido a 10 jogadores, por acumulação de amarelos, após uma mão na bola absolutamente escusada feita no meio campo.
Já com Rúben em campo melhorou de novo a circulação de bola no meio campo e o Gandra ia progressivamente recuando no terreno, denotando algum desgaste físico. O golo da reviravolta chegou aos 75’ numa excelente jogada colectiva: Rúben serviu o Sr. Fernando Almeida, que além de ser médio defensivo teve entrega, discernimento e capacidade física para aparecer a solicitar o passe solto no flanco esquerdo… recebeu, ajeitou para o pé esquerdo e colocou na testa de Heitor que fulizou de cabeça… depois correu a agradecer a assistência só faltando beijar o colega nos agradecimentos.
A partir daqui o jogo foi de festa total das bancadas e alguma anarquia em campo. O Gandra estava despedaçado e alguns jogadores do Salgueiros também já nos limites físicos, com Rui Lima por exemplo, a sair já com cãimbras, após mais um jogo em que correu muito kms. Apesar de não ser relevante, com alguma maior frescura e concentração podiam ter-se marcado mais alguns golos: muitas vezes em superioridade no ataque com muitos jogadores livres, a decisão por jogadas individuais inviabilizou que se concretizassem.
Aos 83’ Heitor ia marcando o terceiro chapéu da época a muitos metros da baliza, mas a bola bateu caprichosamente no poste com o guarda-redes a fazer pouco mais que vê-la a sobrevoa-lo. Aos 88’ Telmo conduziu a bola muito bem e após tabelar com Heitor, ficou na cara do guarda-redes e picou a bola por cima deste com classe, para o 3x1.
Em mais uma jogada de tabelas sem fim em superioridade numérica, já dentro da área do Gandra, Heitor marcou a passe de Pedro Teixeira mas viu o golo anulado por fora de jogo.
Penúltimo capítulo cumprido… falta o derradeiro. Um empate ou uma vitória garantem o título de CAMPEÃO e a alegria de milhares de salgueiristas.


S.C.S. 08 - 3 x S.C. CRUZ - 1 - 30.ª Jornada
II Divisão Distrital da Associação de Futebol do Porto
16:00h, 26 de Abril de 2009
Complexo Desportivo da Senhora da Hora

GR - 1 - Miguel
DD - 2 - Passos
DC - 3 - Renato
DC - 4 - Figueiredo
DE - 5 - Rochinha
MC - 6 - Monteiro (capitão)
MC - 7 - Fernando Almeida
MD - 8 - Alex
AC - 9 - Heitor
MC - 10 - Rui Lima
ME - 11 - Carminé

Treinador: Pedro Reis

Golos:
31' Rui Lima
37' Rui Lima
71' Heitor

Subs:
82' 15 - Rúben por 8 - Alex
90' + 2 - 14 - Eládio por 4 - Figueiredo
90' + 2 - 16 - Mário por 6 - Monteiro

Suplentes não utilizados: Igor, Almeida, Olavo, Pedro Teixeira

Uma tarde que se esperava de festa acabou em arraial. Uma assistência recorde no Sra. da Hora talvez com mais de 4000 salgueiristas apinhados para festejar - e festejaram.
Em termos de equipa Pedro Reis optou por devolver o lugar a Renato depois do castigo e remeter Eládio ao banco de suplentes, mantendo tudo o resto inalterável incluindo a posição recuada de Fernando Almeida e a posição adiantada de Rui Lima.
O jogo todo ficou marcado tecnicamente pelo vento de orientação algo imprevisível que se fez sentir durante todo o jogo, o que tornou passes longos quase impossíveis de executar, bem como imensos erros no domínio de bola. À imagem da semana passada o Salgueiros entrou bem subido no terreno, a pressionar logo a equipa do Cruz no seu 1.º terço do terreno. Esta pressão aliada ao intenso vento tornou o jogo do Cruz muito pobre – sempre que cortavam a bola tentavam colocar na frente mas invariavelmente a mesma saia directa para fora, muitas vezes sem tão pouco passar o meio campo, e não poucas vezes inclusivamente a sair do Campo. Como em construção de bola corrida o Salgueiros não facilitava espaços ao Cruz, durante a primeira parte quase nenhumas vezes Miguel tocou na bola, com excepção de 2 ou 3 cantos. No entanto, em termos de duelos e disputas de bola, o Cruz mostrava uma agressividade muito positiva, entregando-se a cada disputa de bola com total entrega.
No ataque o Salgueiros também ia sentido dificuldades com o vento. Muitos cruzamentos e tentativas de mudança de flanco saíram mal dirigidas. O primeiro sinal de muito perigo chegou aos 7’, com Heitor a avançar para uma bola esquecida, parada ainda longe da área e de primeira rematou de forma portentosa à barra. No seguimento da jogada ainda teve nova hipótese de remate que saiu pouco por cima.
Aos 21’ foi a vez de Rui Lima efectuar um bom remate, mas à figura, seguindo-se uma jogada com uma bom cruzamento da direita de Carminé para Alex, que já dentro da área descaído pela esquerda, ganhou espaço a um defesa e tentou colocar ao poste mais distante, com o guarda-redes a fazer uma boa defesa.
Numa situação limite de fora de jogo, aos 24’, Heitor apareceu isolado e disputou a bola com o guarda-redes já fora da área. A bola ‘trilhada’ entre os dois sobrou para Rui Lima que de baliza aberta – como Heitor ainda teve tempo de sinalizar ao companheiro – atirou ao lado de forma difícil de acreditar. O crescendo do Salgueiros era notório e só faltava o golo. Aos 27’ Heitor marcou um livre directo quase em cima da linha de grande área, para a defesa da tarde do guarda-redes do Cruz – uma defesa muito difícil tendo em conta que só tinha possibilidade de ver a bola já depois desta passar a barreira.
No ataque do Salgueiros existia imensa mobilidade, com Carminé, Heitor, Rui Lima e Alex sempre a tentarem fugir das posições teóricas que ocupavam no desenho táctico da equipa, com Alex a flectir do flanco para o centro, Rui Lima a sair de traz e a aparecer em zonas de finalização e Heitor a tentar por vezes sair da posição de ponta de lança para receber nas alas. Essa mobilidade dificultava imenso o trabalho à defesa do Cruz. Atrás deste quarteto Monteiro e Fernando Almeida eram autênticos ‘sapadores’, tentando - e quase sempre conseguindo - ‘matar’ todo o jogo do Cruz ainda em fases incipientes de construção.
A superioridade do Salgueiros foi finalmente premiada aos 31’, com bom trabalho de Alex à entrada de área que passou a meia altura para Heitor que com técnica irrepreensível deixou a bola a saltar para Rui Lima ‘fuzilar’ de primeira, de pé esquerdo. O guarda-redes ainda tocou mas não conseguiu evitar o golo dada a força do remate.
A festa soltou-se ainda mais quando aos 37’ Rui Lima bisou, respondendo a um cruzamento de Carminé da esquerda, com um desvio ao primeiro poste com a parte exterior do pé em jeito de toque de calcanhar – ‘finesse’ técnica que deixou batido o guardião adversário que tentava fechar o ângulo da baliza como podia.
Como tinha acontecido anteriormente, Rui Lima teve ainda tempo a mais um falhanço que todos lhe desculparam depois de 2 golos e uma portentosa exibição: depois de um primeiro remate a bola sobrou para ele sem oposição e já na pequena área, mas bastante alta – precipitando-se um pouco tentou tocar a bola por baixo e não dominar, mandando a bola por cima da baliza. Rui Lima acumulava assim dois golos bem difíceis e dois falhanços de golos 'fáceis'.
Chegava o intervalo e parecia que o jogo estaria resolvido, apesar de se temer um pouco o vento contrário da segunda parte. Pior que o vento foi o momento de desconcentração logo aos 2’ da segunda parte, com muita permissividade a permitir uma tabela até ao interior da área do Salgueiros e um remate em jeito colocado junto ao poste a meia altura, sem hipótese de defesa.
A equipa intranquilizou-se nos minutos seguintes e o Cruz cresceu um pouco, naturalmente beneficiando do vento a favor, que já permitia a alguns dos seus lançamentos longos chegarem aos seus avançados.
Ate aos 70’, apesar desta melhor toada do Cruz, a realidade é que o Salgueiros controlou o jogo defensivamente, e Miguel não teve nem uma única hipótese de intervir.
Aos 71’, após livre directo de Fernando Almeida que bateu com estrondo no poste, Alex e Heitor chegaram sozinhos para confirmar o golo na recarga, tendo o n.º 9 apontado o seu 23.º da época. Depois disso já só se pensava da festa final e só houve de novo alguma emoção aos 81’ com uma hipótese flagrante para Heitor. Alex avançou na direita e cruzou para a área, Rui Lima desviou ao 1.º poste de cabeça para Heitor surgir ao segundo e tentou colocar em jeito, com o guarda-redes a defender com o pé, com alguma felicidade… na sequência do lance Heitor ainda marcou mas o golo foi anulado por fora de jogo.
Em geral um jogo de controlo e segurança do Salgueiros, a demonstrar uma maturidade e um crescimento táctico colectivo assinalável durante a época.
No final soltaram-se as emoções e festejou-se o 1.º lugar que demorou 29 jornadas a atingir e apenas 1 a manter.


F.C. PEDROSO - 0 x S.C.S. 08 - 1 - 29.ª Jornada
II Divisão Distrital da Associação de Futebol do Porto
16:00h, 19 de Abril de 2009
Complexo Desportivo de Pedroso

GR - 1 - Miguel
DD - 2 - Passos
DC - 3 - Eládio
DC - 4 - Figueiredo
DE - 5 - Rochinha
MC - 6 - Monteiro (capitão)
MC - 7 - Fernando Almeida
MD - 8 - Alex
AC - 9 - Heitor
MC - 10 - Rui Lima
ME - 11 - Carminé

Treinador: Pedro Reis

Golos:
78' Carminé (grande penalidade)

Subs:
65' 16 - Rúben por 8 - Alex
87' 15 - Mário por 11 - Carminé
90' + 2 - 18 - Pedro Teixeira por 10 - Rui Lima

Suplentes não utilizados: Igor, Almeida, Olavo, Telmo

Tarde a recordar… Começando pelo final, terminou tudo com adeptos dentro do campo a tirar fotos para recordar o momento em data futura.
Um Estádio composto por alguns milhares de adeptos, um ambiente fantástico e um óptimo relvado faziam adivinhar uma tarde de festa para quem gosta de futebol e para quem vibra com o Salgueiros.
A equipa apresentou-se com Eládio regressado meses depois, a substituir o castigado Renato. Os problemas físicos de Rúben obrigaram a alterações no meio campo: Monteiro a trinco, F. Almeida na posição intermédia e Rui Lima a fazer o papel de ‘10’. Nas alas jogaram Carminé na esquerda e Alex na direita.
O jogo iniciou dividido sem grande ascendente para nenhuma das equipas, e no primeiro quarto de hora não houve oportunidades de maior, com o Pedroso a acumular alguns cantos.
A partir dos 15’ iniciais, o Salgueiros tornou-se ‘mandão’ e impôs uma pressão como talvez ainda não se tinha visto nesta época. O Salgueiros aproveitava a posição avançada de Rui Lima e iniciava pressão na saída de bola do Pedroso logo no seu meio campo, chegando a estar a defender com 5 e 6 jogadores no campo adversário. Isto foi permitindo recuperações de bola em zonas avançadas o que ia colocando em dificuldades a defesa do Pedroso. Os laterais Rochinha e Passos apareciam muito ofensivos e criavam de facto algum sufoco que impedia o Pedroso de construir jogo. A troca de bola do Salgueiros também era feita com critério e velocidade e só faltava acutilância para criar mais perigo.
Aos 20’ o primeiro sinal de perigo real, com um atraso perigoso para o guarda-redes do Pedroso a que Heitor quase que chegava primeiro, ficando isolado. Seguiu-se um remate perigoso de Carminé, e um cruzamento deste para uma das raras finalizações de cabeça de Heitor durante o jogo, mas ainda longe da baliza. Merece palavra de reconhecimento o central n.º 4 do Pedroso, Teixeira, que tal como no jogo da primeira volta foi uma sombra permanente para Heitor, disputando e ganhando imenso duelos (poucos jogadores este ano se podem gabar disso), e como curiosidade fez a sua formação no Salgueiros, inclusivamente como colega de alguns jogadores actuais do Salgueiros 08.
Nesse momento tão positivo de jogo para o Salgueiros, uma nova oportunidade surgiu aos 28’, com um remate rasteiro de Heitor de fora de área, não muito forte mas muito colocado no canto inferior da baliza junto ao poste. Uma boa estirada impediu o golo.
Aos 34’ Heitor reclamou penalti na área por mão de um adversário que lhe tirou a bola depois de a ter dominado no peito já quase na pequena área. Logo no minuto seguinte Heitor ganha espaço e serve Rui Lima que dentro da área pela esquerda não consegue rematar com perigo apertado por dois defesas.
Assistia-se a um dos melhores momentos de futebol do Salgueiros de toda a época. A pressão tão subida no terreno não deixava de ter os seus riscos.  Um deles era que qualquer perda de bola com a equipa tão subida permitia muito espaço ao Pedroso e situações de igualdade numérica ou superioridade com a defesa salgueirista. Assim aconteceu aos 40’, num bom contra-ataque que conseguiu isolar um jogador na cara de Miguel, que cobre a baliza e defende em estilo sul-americano de perna esticada. Se é verdade que só fez uma defesa digna desse nome no jogo todo, Miguel evitou um golo feito… mais uma vez.
Chegou-se ao intervalo sem golos e seria de esperar que muito dificilmente o Salgueiros conseguiria manter a mesma pressão durante todo o jogo, dado o enorme desgaste físico a que esse sistema de jogo obriga.
O primeiro sinal de perigo foi para o Salgueiros, com Passos a combinar com Alex na direita com este, após enfrentar um defesa de frente, tentou colocar em jeito no poste mais distante, saindo a bola a rasar o poste.
O Pedroso entrou muito melhor na segunda parte e começou a furar o esquema de pressão do Salgueiros com melhor troca de bola. A equipa do Salgueiros foi esticando e criou-se muito espaço entre os jogadores de trás e os que tentavam pressionar. O Pedroso soube tirar partido disso e começou a conseguir ter situações de jogadas em igualdade numérica contra a defesa salgueirista, que só por enorme segurança da dupla Figueiredo (mais um tremendo jogo!) e Eládio (grande regresso!), não criou mais problemas.
Aos 53’ o Pedroso criou imenso perigo com um cruzamento rasteiro da esquerda para um jogador isolado na área, que falhou o remate de primeira.
Aos 55’ Fernando Almeida ‘penteou’ um cruzamento da esquerda que Heitor dividiu com o guarda-redes adversário, mas este levou a melhor.
Era o pior período do Salgueiros, com a equipa a necessitar de ter mais posse de bola e voltar a unir os sectores, tendo que prescindir da pressão que continuava a tentar fazer que claramente estava a expor a equipa a muito perigo nas perdas de bola. A acrescentar a isto os jogadores do Pedroso iam conseguindo ganhar quase todos as bolas divididas. Aos 65’ Pedro Reis tentou abanar o jogo com a entrada de Rúben para o lugar de Alex.
O momento decisivo da tarde chegou aos 76’, com Rui Lima a ser derrubado na área. Ficou a dúvida se foi uma carga de ombro ou um empurrão/abalroamento, sendo certo que o jogador do Pedroso nem tão pouco tentou jogar a bola, que seguia na frente dos dois jogadores. O tal defesa central que tinha estado em destaque acabou expulso pelos protestos. Carminé bateu com classe e a equipa mergulhou para o meio do público exuberante que festejou como se fosse o título. Logo a seguir Carminé serviu Heitor para um remate forte mas por cima. Aos 85’ após livre na direita Rúben falha in extremis por 2 vezes a emenda em cima do guarda-redes. Depois do golo não mais o Pedroso consegui assentar o seu jogo e só em duas bolas paradas teve perto da baliza de Miguel.
A partir daí a equipa mostrou maturidade e soube quebrar o ritmo de jogo com 3 substituições e devolver algum do próprio veneno que o Pedroso usou durante 45 minutos no jogo da primeira volta.
Agora sobra um resto de Domingo para festejar, uma Segunda-Feira para sorrir com o 1.º lugar e um resto de semana a acreditar que nada ainda está ganho. Falta uma jornada e uma vitória… e todos acreditamos faltarão depois os jogos de apuramento de campeão da 2.ª Divisão. Tem que ser uma semana de treino, trabalho e concentração, a preparar o que será mais um jogo histórico deste Salgueiros 08.
PARABÉNS EQUIPA!
S.C.S. 08 - 2 x ATL. VILAR F.C. - 0 - 27.ª Jornada
II Divisão Distrital da Associação de Futebol do Porto
15:00h, 28 de Março de 2009
Complexo Desportivo Senhora da Hora

GR - 1 - Miguel
DD - 2 - Passos
DC - 3 - Renato
DC - 4 - Figueiredo
DE - 5 - Rochinha
MC - 6 - Monteiro (capitão)
ME - 7 - Carvalho
MC - 8 -Rúben
AC - 9 - Heitor
MC - 10 - Rui Lima
ME - 11 - Fernando Almeida

Treinador: Pedro Reis

Golos:
2' Heitor
11' Heitor

Subs:
65' 14 - Telmo por 7 - Carvalho
77' 16 - Alex por 11 - F. Almeida

Suplentes não utilizados: Igor, Eládio, Miguel Pereira, Almeida, Pedro Teixeira

Uma tarde com Sol mas de vento cortante esperava os adeptos salgueiristas, para mais uma final onde só haveria espaço para vencer.
Nesta altura final da época Pedro Reis privilegiou a estabilidade e repetiu o onze da jornada anterior.
O jogo começou em ambiente de festa e com um gesto bonito do capitão do Atl. de Vilar, Nando n.º3, a saudar os adeptos da bancada salgueirista após a escolha de campo, como tinha prometido que faria sentado nessa mesma bancada no jogo com o CART.
O início de jogo foi eléctrico e logo no primeiro minuto com a defesa do Salgueiros ainda meia desorganizada, uma boa troca de bola conseguiu isolar um jogador do Atl. Vilar, que só não marca por mérito de Miguel, que pelo 4.º jogo consecutivo contribui directamente para o resultado com uma defesa óptima, numa situação em que o avançado tinha tudo para marcar.
O Salgueiros não tardou a responder. Aos 3’ Heitor cruzou rasteiro da esquerda, para Rui Lima chegar atrasado na emenda na pequena área, ficando a centímetros do golo. A bola sobrou para o flanco direito onde Passos recolheu e após 3 ‘reviengas’ ao adversário directo, cruzou milimetricamente para a cabeça mais letal do campeonato:  Heitor saltou ainda com oposição para chegou mais alto e disparou de cabeça sem hipótese de defesa. Foi o primeiro grande momento de Passos que está regressado à grande forma que demonstrou na primeira parte do campeonato, com um pulmão infindável que lhe permite preencher o flanco de costa a costa.
A confirmar o início de jogo eléctrico, na bola ao centro o jogador do Atlético remata de meio campo e quase surpreende Miguel, que após recuar desvia para a barra, para depois recolher à segunda.
O Atl. de Vilar longe de se deixar afectar pelo golo, manteve e começou a por em prática o plano de jogo que tinha preparado: defesa subida, equipa em bloco compacto com as 3 linhas muito próximas, e a linha de 3 avançados a pressionarem muito alto a construção inicial de jogo do Salgueiros. Esta estratégia desinibida deu resultados, criando nervosismo e provocando erros na defesa do Salgueiros, quer a defender, quer na saída de bola para o ataque, em que se sucediam passes laterais sem progressão, terminando muitas vezes em alívios para fora.
Aos 6’ após falta de Figueiredo numa dessas situações de desequilíbrio defensivo, Miguel faz uma boa defesa num livre em que a barreira não estaria posicionada da melhor forma.
O Salgueiros conseguiu criar perigo por Carvalho, após passe de Heitor da direita na sequência de um contra ataque, mas apesar de ter espaço o remate saiu sem força mas a rasar o poste, tendo o guarda-redes ficado imóvel.
A pressão do Atl. Vilar só começou a abrandar pelos 30’, sendo que se adivinharia que seria impossível manter aquele ritmo os 90 minutos, dado o enorme desgaste físico que exigia a pressão alta que estava a desenvolver.
O Salgueiros começa a partir daí a conseguir trocar melhor a bola e a tentar ‘furar’ a armadilha de fora de jogo que o Atl. Vilar tentava usar. Começaram a surgir alguns contra ataques perigosos: aos 31’ Carvalho conduzia com Heitor e Rúben com espaço para receberem, mas o n.º7 decidiu rematar de forma portentosa para grande defesa do guardião do Atl. Vilar para canto; aos 33’ novo contra-ataque em superioridade numérica, surgiu um cruzamento para a área com F. Almeida e Heitor a tentarem chegar à bola mas a atrapalharem-se mutuamente, sendo o remate de F. Almeida desviado para canto. Uma oportunidade soberana dado que qualquer um dos dois poderia ter recebido e tinha imenso espaço para fazer golo sem oposição.
Terminava a primeira parte, com destaque merecido para a atitude apresentada pelo Atl. Vilar, cuja atitude perante o jogo colocou problemas ao Salgueiros, conseguindo ter sempre mais jogadores perto da bola, e colocando os jogadores do Salgueiros ‘longe’ um dos outros, dificultando a troca de bola, essencial ao modelo de jogo da equipa.
A segunda parte iniciou bem distinta. O Salgueiros 08 iniciou logo mais subido no terreno e a conseguir melhorar imenso a troca de bola em progressão. Logo aos 51’ Monteiro furou o centro da defesa do Atl. de Vilar progredindo com classe, tabelou com Heitor que devolveu de primeira isolando o capitão salgueirista, que contornou o guarda-redes contrário e atirou para a baliza deserta fazendo o 2.º golo.
2’ depois após novo ataque rápido, Rúben marcou a cruzamento de Carvalho da direita, mas o árbitro anulou por fora de jogo.
À medida que o tempo passava o Atl. de Vilar perdia fulgor físico e ia ficando cada vez mais no 1.º terço do terreno, com o Salgueiros sempre a melhorar as trocas de bola em progressão.
Mais um grande momento surgiu aos 63’, quando após passe de Carvalho do flanco direito, Heitor entrou na área com a bola dominada mas com pouco ângulo para rematar e um defesa a vigiá-lo de muito perto… após avançar um pouco desferiu um ‘balázio’ que embateu com estrondo na barra.
Rochinha teve a oportunidade de se estrear a marcar nesta época aos 65’, tendo hipótese de fazer uma recarga já com o guarda-redes batido, mas rematou ao lado tendo a acção dificultada por a bola estar muito alta. Era um momento de jogo avassalador do Salgueiros 08.
Carvalho saiu aos 65’ ficando a ideia de despedida, após ser saudado efusivamente por quase todos os colegas.
Aos 72’ um corte com a mão na área do Atl. Vilar após um canto ficou por assinalar.
O último momento de interesse no jogo foi aos 74’, com uma jogada de insistência a terminar com uma cabeçada de Telmo ao segundo poste, que Rúben confirmou para golo em cima da linha, sendo o golo anulado por fora de jogo.
Os últimos 15 minutos decorreram sem grande interesse com o Salgueiros já sem grande vontade de acelerar o jogo e o Atl. de Vilar já claramente esgotado de forças físicas para tentar dar a volta. Aos 82’ numa situação algo estranha Renato acabou expulso: após uma falta assinalada a favor do Salgueiros, o árbitro inicia uma longa ‘conversa’ com Renato enquanto decorre uma substituição no Atl. Vilar. Após mostrar um primeiro amarelo e a ‘conversa’ continuar, sendo certo que Renato não parecia nada nervoso ou a falar de forma alterada, o árbitro mostrou o segundo amarelo e consequente vermelho, tendo Renato abandonado o relvado sem protestar.
Foi uma tarde em que o essencial, a vitória, foi atingido de forma merecida e meritória, com dois óptimos golos e ainda algumas boas oportunidades por marcar. Nos últimos 6 jogos a equipa sofreu apenas 1 golo, de grande penalidade em Vila Chã, o que diz bem das melhorias em termos de segurança defensiva.
A vitória do Salgueiros foi muito valorizada pela postura desinibida, pressionante e corajosa que o Atl. de Vilar apresentou, que obviamente não seria sustentável durante 90 minutos mas na primeira meia hora permitiu-lhe criar 2 ou 3 oportunidades que dando golo, poderiam ter tornado o jogo diferente. Deverá ser saudada a forma como valorizaram o espectáculo.
Ao Salgueiros resta passar os próximos dois Domingos a ouvir o relato dos jogos dos adversários e as próximas 2 semanas a treinar para ganhar as duas finais que restam.
A.D. VILA CHÃ - 1 x S.C.S. 08 - 6 - 26.ª Jornada
II Divisão Distrital da Associação de Futebol do Porto
15:00h, 22 de Março de 2009
Campo do Vila Chã

GR - 1 - Miguel
DD - 2 - Passos
DC - 3 - Renato
DC - 4 - Figueiredo
DE - 5 - Rochinha
MC - 6 - Monteiro (capitão)
ME - 7 - Carvalho
MC - 8 -Rúben
AC - 9 - Heitor
MC - 10 - Rui Lima
ME - 11 - Fernando Almeida

Treinador: Pedro Reis

Subs:
42' 15 - Telmo por 6 - Monteiro
46' 16 - Alex por 11 - F. Almeida
83' 18 - Miguel Pereira por 9 - Heitor

Golos:
2' Heitor
11' Heitor
16' Carvalho
23' Passos
28' Rúben
90'+2' Rui Lima

Suplentes não utilizados: Igor, Fábio, Eládio, Olavo

A tarde de Sol levou algumas centenas de Salgueiristas a Vila Chã, encontrando um pelado incrivelmente irregular e de escassas dimensões (um pouco mais largo que o campo do S. Romão). A incrível mensagem à entrada do campo “Bem-Vindos ao Inferno” e a Polícia de Intervenção a revistar adeptos, qual jogo da Liga dos Campeões, faziam adivinhar um ambiente tenso que não se verificou. O jogo foi calmo e pacato sem qualquer tipo de incidente, apesar dos adeptos não estarem separados.
Pedro Reis alterou de novo a equipa, para um onze composto pelos jogadores disponíveis mais utilizados na época: Rochinha voltou à lateral esquerda, meio campo com Monteiro, Rui Lima e Rúben, e nas alas Fernando Almeida e Carvalho.
O Salgueiros adaptou-se muitíssimo bem ao campo e fez dos melhores inícios de jogo da época. A equipa surgiu pressionante e muito rápida a atacar, com boas jogadas ao primeiro toque. Carvalho actuava a extremo esquerdo, e quase sempre era Passos que avançava na outra ala, com Fernando Almeida a descair para o centro para permitir combinações mais interiores. Com este modelo efectivamente o Salgueiros conseguia atacar com mais gente. Rúben a ‘10’ dava também outra fluidez ao futebol ofensivo do Salgueiros, a ser participante em muitas combinações ofensivas.
Alheado a esta disposição positiva para o jogo, o Salgueiros teve o mérito e felicidade de ser incrivelmente eficaz na frente, marcando na primeira parte todas as oportunidades de que dispôs.
Aos 2’ Carvalho marcou na esquerda livre para a área que Heitor desviou de cabeça para golo.
Com o Salgueiros a impor muito ritmo na frente, Noé (N.º 3) era o único defesa a merecer destaque como acabaria por merecer durante todo o jogo. Com um aspecto físico a fazer adivinhar muitos anos de experiência, esteve incansável todo o jogo a cortar bolas no centro e a dobrar os laterais. Mais uma demonstração que nem sempre a idade é factor decisivo.
Aos 11’ Rúben desmarcou Heitor na direita ficando este com o último defesa pela frente. Com a bola a saltar dá um pequeno toque em jeito que ‘quebra os rins’ ao adversário e fica com a bola a saltar à sua frente, a jeito de fuzilar…. Assim fez sem hipóteses de defesa para o 0-2. Um golo absolutamente magnífico.
O 0-3 surge com culpas para o guarda-redes do Vila Chã, num livre de Carvalho em posição semelhante à do 1.º golo. Heitor e depois Monteiro saltam à bola em duelo com os defesas, mas não conseguem tocar e a bola acaba por entrar directa, sem reacção do guarda-redes.
Pouco depois parecia que o Vila Chã teria alguma esperança no jogo, marcando um golo de grande penalidade por mão de Monteiro. Puro engano - o 1-3 só durou 2 minutos… O Salgueiros continuou a atacar e um cruzamento de Passos perto da linha de fundo acabou por entrar directo, traindo o guarda-redes contrário. A um cruzamento do mesmo sítio pelo mesmo Passos, Rúben correspondeu aos 28’ com uma cabeçada portentosa ao ângulo, sem hipótese de defesa.
Terminava uma meia hora trituradora do Salgueiros que resolvia o jogo de forma categórica, num campo muito difícil.
Aos 39’ o Vila Chã ficou reduzido a 10. Com o guarda-redes a sair a uma bola comprida que Carvalho perseguia, o último defesa acaba por desviar a bola do guarda-redes e isolar Carvalho que só tinha que atirar para a baliza deserta, obrigando o defesa a cometer falta, ainda fora da área. Uma situação de clara falta de comunicação entre os dois jogadores do Vila Chã.
Vieram as alterações no Salgueiros com Monteiro a sair tocado e já amarelado para entrar Telmo, e no início da segunda parte Alex a entrar para o lugar de Fernando Almeida, jogando descaído na ala direita.
A segunda parte foi sem dúvida mais calma e a espaços algo arrastada. O Salgueiros tirou o pé e apesar de reduzido a 10 jogadores o Vila Chã conseguiu chegar à área do Salgueiros com alguma frequência, o que não tinha acontecido na primeira parte. No entanto, estes lances no início da segunda parte acabavam sempre sem finalização, com os avançados do Vila Chã a perderam as forças nas acções decisivas.
O Salgueiros por seu lado ficou a dever bastantes golos a si próprio.
Aos 52’ Rúben rematou em boa posição mas à figura.
Aos 53’ Heitor isolou Carvalho que adiantou um pouquinho demais e depois não conseguiu evitar a saída do guardião adversário, que iniciou com esta intervenção uma excepcional segunda parte, após ter tido culpas directas em pelo menos 3 golos na primeira parte.
Aos 65’ é Heitor que acaba por rematar algo displicentemente em boa posição, tentado colocar em jeito mas acabando por rematar a bola à figura e sem força, numa altura em que o seu desgaste físico já era visível. Foi mais um jogo incrível de Heitor, com alguns momentos em que os defesas do Vila Chã ficaram com a cabeça em água com a sua capacidade de proteger a bola.
A melhor jogada do Salgueiros na segunda parte teve por interpretes Rúben e Alex, que com sucessivas tabelas conseguem colocar este último em situação de remate, mas adiantou a bola em demasia… O gesto acaba por trair o guarda-redes que estava a sair da baliza e que teve que correr em direcção à mesma para agarrar a bola em cima da linha.
O Vila Chá protestou muito uma situação aos 68’, quando um seu jogador ganhou espaço nas costas da defesa e avançou perseguido por dois defesas do Salgueiros… Miguel entretanto saiu da baliza e acabou por ter que ir fora de área chegando tarde à bola e derrubando o adversário. Pediram vermelho mas apenas viu o amarelo, dado o jogador estar a correr em direcção a linha lateral e já fora do enquadramento da baliza… uma decisão que pareceu acertada de um árbitro que fez uma arbitragem que deu a ideia não ter tido qualquer tipo de erro! Senão a melhor sem dúvidas das melhores que se viu esta época, incluindo nos amarelos a Rui Lima por atirar a bola para longe com o jogo já parado e a um jogador do Vila Chã por protestos.
O Vila Chã só conseguiu estar perto do golo aos 72’, após um seu jogador ganhar a linha de fundo pelo flanco direito e cruzar rasteiro e tenso para um remate de um seu companheiro já dentro da pequena área, mas com pouco espaço para desviar de Miguel, que tapou muito bem o escasso espaço disponível e evitou o golo.
Mais uma jogada muito bonita aos 74’, com simulação de classe de Carvalho a deixar Alex com espaço para correr pelo flanco direito. Depois deste colocar à entrada da área, Heitor rematou com muita força e de primeira mas por cima.
Rochinha regressado à titularidade tentou a sua sorte aos 82’ batendo um livre directo ao ângulo, ao que o guarda-redes contrário correspondeu com grande defesa.
Em cima dos 90’ é Carvalho quem cruza da esquerda para Alex rematar de primeira na passada para nova grande defesa. Uma segunda parte que não limpou as falhas da primeira mas deu uma ideia bem diferente das potencialidades do guarda-redes do Vila Chã.
Já em descontos e após insistência Rui Lima remata sem hipóteses de defesa e fecha o marcador em 1-6.
Ficam a faltar três finais e tudo ainda é possível.
É necessário acreditar, jogar e ganhar!
S.C.S. 08 - 0 x C.A. RIO TINTO - 0 - 25.ª Jornada
II Divisão Distrital da Associação de Futebol do Porto
15:00h, 14 de Março de 2009
Complexo Desportivo Senhora da Hora

GR - 1 - Miguel
DD - 2 - Passos
DC - 3 - Figueiredo
DC - 4 - Rentato
DE - 5 - Passos
MC - 6 - Monteiro (capitão)
MD - 7 - Carvalho
MC - 8 - Fernando Almeida
AC - 9 - Heitor
MC - 10 - Rui Lima
ME - 11 - Miguel Teixeira

Treinador: Pedro Reis

Subs:
41' 18 - Carminé por 7 - Carvalho
56' 16 - Rúben por 10 - Rui Lima
69' 17 - Alex por 9 - Heitor

Golos:

Suplentes não utilizados: Igor, Telmo, Rochinha, Fábio

O cenário para o jogo era magnífico. O Estádio da Senhora da Hora a transbordar pelas costuras, muito Sol, e falanges de apoio bastante ruidosas para ambas as equipas.
Apesar do clima de festa nem todos vinham por bem… Uma "tocha" (salvo erro pirotécnico), um petardo (salvo erro pirotécnico) e um polícia ferido, resultaram numa posição de força da polícia de intervenção e no final dos problemas a partir dai.
Em campo, Pedro Reis novamente surpreendeu com mais um onze inédito: Olávo iniciava o jogo titular a lateral esquerdo, remetendo Rochinha para o banco de suplentes; meio campo com Monteiro, Rui Lima e F. Almeida; ala direita para Carvalho, ala esquerda para Pedro Teixeira e no centro Heitor.
Os primeiros 15 minutos de jogo foram totalmente divididos, sem oportunidades ou jogadas dignas de nota. As equipas pareciam querer arriscar pouco e dava-se mais atenção a anular as iniciativas adversárias do que a construir.
O Salgueiros conseguiu ir ganhando algum ascendente na posse de bola e até aos 35 minutos de jogo, foi assumindo mais a iniciativa de jogo, encostando mais o CART atrás. O CART muito organizado atrás da linha da bola, impedia que a maior posse de bola resulta-se em situações de perigo.
Aos 38’ sucedeu a única oportunidade de golo para o CART, com uma boa iniciativa pelo flanco esquerdo, protagonizada por 3 jogadores, que conseguiram colocar um deles em situação de remate sem oposição. No entanto, o remate deste, quando já tinha pouco ângulo para fazer melhor, saiu sem muita força e ao lado.
Pedro Reis não deveria estar satisfeito com a falta de acutilância da equipa no ataque e ainda na primeira parte, trocou Carvalho por Carminé.
Destaque na primeira parte ainda para um elevado número de cantos, que ao contrário do que foi sucedendo na I volta, (mas tem acontecido com frequência ultimamente), foram quase todos inofensivos, alguns de forma difícil de entender.
A segunda parte trouxe um Salgueiros mais enérgico. Heitor começou a receber mais jogo aéreo e como habitualmente, a conseguir segurar bem na frente para permitir posteriores combinações. E foi logo aos 51’ que o mesmo Heitor respondeu a um cruzamento largo da esquerdo com uma cabeçada já em dificuldade, que enviou a bola a bater no poste e depois no guarda-redes do CART, que estaria totalmente batido. Foi o grande momento de infelicidade da partida para o Salgueiros.
Pouco depois, mais uma alteração com Rui Lima a dar o seu lugar a Rúben. A equipa ainda encostou mais o CART, que por esta altura praticamente não tentava atacar. Aos 60’ Carminé teve uma hipótese de remate na área, mas com a bola no seu pé direito o remate saiu ao lado… Até ao fim sucederam-se alguns remates de Carminé, invariavelmente muito ao lado ou por cima.
A chegar aos 70', deu-se um rude golpe nas ambições do Salgueiros, com Heitor a sair lesionado.
A partir dai o jogo endureceu um pouco e os duelos no meio campo tornaram-se ríspidos e no limite. Todos os jogadores entregavam-se à disputa da bola com entrega total. Por esta altura os jogadores do CART sentiam o seu objectivo mais próximo e foram tentando perder algum tempo, com ‘lesões’, substituições lentas e pontapés de baliza demorados. Neste período o árbitro, que protagonizou seguramente das melhores prestações da época em jogos do Salgueiros, vacilou um pouco, sendo algo condescendente com entradas que mereciam amarelo (como uma entrada sem bola sobre Rúben) e tardando em punir as perdas de bola nos pontapés de baliza (deu amarelo ao guarda-redes já aos 94'). Apesar disso, esteve definitivamente à altura do desafio e em geral muito bem.
A única grande defesa da tarde pertenceu ao guarda-redes do CART, após uma cabeçada de Renato que saiu bombeada e parecia à primeira vista inofensiva. A mesma no entanto sobrevoou o guarda-redes e ia entrar bem junto à barra, mas este respondeu com um excelente golpe de rins que enviou a bola para canto.
Os últimos 15 minutos, após a saída de Heitor, foram período para os centrais do CART brilharem – deixaram de ter quem lhes fizesse frente no jogo aéreo e a partir dai, todo o jogo bombeado para a frente pelo Salgueiros, era invariavelmente cortado com calma e segurança, o que foi colocando o Salgueiros mais longe das áreas de possível finalização. Neste período o CART esteve mesmo exemplar a defender.
Já em descontos, num livre à maneira de canto curto, Carminé bateu tenso e rasteiro, com Rúben na pequena área a antecipar-se muito bem no meio de dois defesas mas a ficar sem tempo para rematar – a bola bateu-lhe nos pés e saiu miraculosamente ao lado.
Chegava-se ao fim do encontro com equipa e adeptos do CART a festejarem efusivamente o 0x0.
A equipa do Salgueiros saiu sobre fortes aplausos dos muitos adeptos salgueiristas e isso diz tudo sobre a entrega dos jogadores e o seu reconhecimento pelos adeptos. Porque não ganharam o jogo? Falta de sorte na finalização, algumas exibições individuais muito abaixo da média e falta de acutilância – mais uma vez num encontro com imensos cantos a favor por poucas vezes a equipa conseguiu criou perigo nessas situações. Não esquecendo o valor da equipa adversária, que demonstrou ser muito segura a defender – com este aumentou para 7 os jogos consecutivos sem sofrer golos.
Necessário tambmém deixar uma palavra de repúdio aos 3 atletas do CART (N.º 3, 6 e um outro jovem) que após festejarem, e muito bem, com os adeptos que acompanharam a sua equipa, fizeram questão de fazer gestos provocatórios para a bancada onde se encontravam os adeptos salgueiristas… fica também uma palavra de louvor para alguns dos outros jogadores e um treinador (seria adjunto talvez) que repudiaram a atitude dos colegas, terminaram com as provocações e ainda fizeram gestos a pedir desculpa pelo sucedido (como o guarda-redes do CART por exemplo). Fica o aplauso para os que souberam ‘ganhar’, porque serão os verdadeiros desportistas naquela equipa.
Para o Salgueiros o primeiro lugar fica agora a 5 pontos, que na realidade são 6. Ou seja, fica à distância de 2 derrotas do CART em 5 jogos. Sem dúvida um cenário que se complica.
Resta ganhar as restantes 4 finais e manter a entrega que a equipa demonstra semanalmente. Enquanto assim for, e independentemente dos resultados, estarão a dignificar o nome do Salgueiros e não deixarão de ser apoiados fervorosamente.
F.C. FOZ - 0 x S.C.S. 08 - 1 - 24.ª Jornada
II Divisão Distrital da Associação de Futebol do Porto
15:00h, 7 de Março de 2009
Campo do Pasteleira

GR - 12 - Miguel
DD - 2 - Passos
DC - 3 - Renato
DC - 4 - Figueiredo
DE - 5 - Rochinha
MC - 6 - Monteiro (capitão)
ME - 7 - Carvalho
MD - 8 - Fernando Almeida
AC - 9 - Heitor
MC - 10 - Rui Lima
MC - 11 - Fábio

Treinador: Pedro Reis

Subs:
46' 17 - Pedro Teixeira por 11 - Fábio
74' 16 - Rúben por 7 - Carvalho
87' 18 - Alex por 9 - Heitor

Golos:
19' Heitor

Suplentes não utilizados: Igor, Almeida, Telmo, Miguel Pereira

Tarde quente para um jogo importante, com muita gente a encher o campo do Pasteleira.
O onze do Salgueiros tinha que se ajustar às disponibilidades. Passos regressou à lateral direita e Renato ao eixo da defesa. Monteiro capitaneou a equipa a trinco, com Fábio a entrar para jogar na posição intermédia do meio campo, com Rui Lima a subir para a posição ‘10’. Carvalho iniciava o jogo na ala esquerda, F. Almeida na direita e Heitor regressava ao centro. A Rúben ‘saia a fava’ e iniciava o jogo no banco, bem com Alex, titular na última jornada.
O Foz teve duas grandes oportunidades durante todo o jogo e a primeira foi logo a abrir o jogo. Num lançamento lateral uma falha de concentração permitiu ao avançado brasileiro do Foz avançar sozinho nas costas da defesa salgueirista, bastante descaído pelo lado esquerdo. Miguel optou por não sair da baliza e defendeu o remate muito bem para canto.
O Salgueiros deu o primeiro sinal de vida aos 13’, com F. Almeida a responder a um cruzamento de Carvalho com um bom remate junto à base do poste, que o guarda-redes do Foz defendeu bem para canto.
Sem estar a jogar muito bem o Salgueiros chegou à vantagem aos 19’. Após um primeiro remate o guardião faz uma defesa incompleta sobrando a bola para Heitor. Após dominar dentro da área e de recuar um pouco remata com a bola a sofrer um pequeno desvio que a enviou por cima do guarda-redes a entrar junto ao poste mais distante.
O resto da primeira parte seguia sem grande motivo de interesse. O Salgueiros falhava quase sempre no último terço, com os passes que criariam situações de golo a saírem sistematicamente longos demais, ora para fora, ora a permitirem a saída do guarda-redes.
Aos 36’ um pequeno susto com Renato a cortar de cabeça um cruzamento para canto, quando Miguel estava a sair da baliza. Um pouco ao lado e Miguel seria traído sem hipótese de defesa.
A dois minutos do final da primeira parte chegou o momento de Miguel brilhar de novo. Após uma disputa aérea entre Figueiredo e um jogador do Foz, a bola sobra a saltar para um outro jogador, perto da marca de penalti. Este tinha tudo para fuzilar e assim fez, com Miguel a ter uma estirada fabulosa e a defender a bola junto ao canto da baliza, cedendo canto.
A segunda parte trazia Pedro Teixeira de início na ala direita para o lugar de Fábio. Rui Lima recuou no meio campo e Fernando Almeida deixou a ala e passou à posição ‘10’.
O Salgueiros na segunda parte foi um pouco mais mandão e evitou que o Foz chegasse sequer perto da sua baliza.
Carvalho conseguiu um bom remate aos 55’, a que correspondeu uma boa defesa.
Aos 64’ o Salgueiros teve tudo para dilatar o marcador. Num contra ataque de 3 para 2, F. Almeida num primeiro momento transpirando inteligência, nao caiu na tentação do passe imediato evitando assim o possível fora de jogo de Heitor e conduziu ele pela direita. Depois já algo apertado, optou por um cruzamento por alto mais aberto para a entrada de Carvalho, que rematou bem para um primeira boa defesa, e recarregou para nova boa defesa. Oportunidade soberana.
Heitor esteve perto de visar aos 71’ quando Passos conseguiu arrancar um cruzamento do flanco direito em cima da linha, que saiu teleguiado para a cabeça de Heitor. Este saltou sem oposição mas a bola saiu a rasar a barra. 11 minutos depois os mesmos intervenientes e o mesmo resultado: livre na direita de Passos para cabeçada de Heitor, desta vez com a bola ainda a bater na barra.
O Foz na segunda parte só uma vez rondou a baliza de Miguel, numa jogada que não chegou a ter finalização por ter sido anulada por fora de jogo.
Em cima da hora foi Pedro Teixeira que teve a baliza à sua mercê, com o guarda-redes contrário já no chão, mas a cabeçada que tentou colocar saiu em balão e por cima da baliza.
Já em descontos um jogador do Foz salta com o braço no ar e corta a bola com a mão. Punido com o segundo amarelo, foi expulso. Fernando Almeida assumiu a marcação apesar da falha na jornada passada. Atirou bem e colocado no canto inferior direito da baliza, mas o guarda-redes defendeu exemplarmente.
Destaque ainda no jogo para a capacidade de sofrimento de Figueiredo, que cedo na segunda parte se lesionou no joelho, mas ainda assim conseguiu completar os 90 minutos, mesmo mostrando algumas dificuldades. Com mais dois defesas centrais afastados, esperamos que consiga uma rápida recuperação.
Sem ter tido grandes goleadas nem exibições exuberantes, o Salgueiros 08 consegue a 5.ª vitória consecutiva e, bem relevante também, 3 jogos sem sofrer golos (o que acontece apenas pela segunda vez na época e a 1.ª vez em três jogos com vitórias).
Um sintoma muito positivo e que se espera que represente que o tempo dos golos oferecidos aos adversários já só faz parte da história deste campeonato. Este segurança defensiva poderá ser decisiva nas 5 finais que se seguem… Sem ela as hipóteses de sucesso serão bastante menores.
O importante para esta semana está feito e segue-se um jogo decisivo, para o qual todo o apoio será pouco.
S.C.S. 08 - 1 x A.D.R. PASTELEIRA - 0 - 23.ª Jornada
II Divisão Distrital da Associação de Futebol do Porto
15:00h, 28 de Fevereiro de 2009
Complexo Desportivo Senhora da Hora

GR - 12 - Miguel
DD - 2 - Olavo
DC - 3 - Monteiro
DC - 4 - Figueiredo
DE - 5 - Rochinha
MC - 6 - Fernando Almeida
MD - 7 - Passos
MC - 8 - Rúben (Capitão)
AC - 9 - Alex
MC - 10 - Rui Lima
ME - 11 - Carminé

Treinador: Pedro Reis

Subs:
50' 18 - Carvalho por 9 - Alex
66' 16 - Pedro Teixeira por 7 - Passos
90'+1 14 - Fábio por 2 - Olavo

Golos:
42' Alex

Suplentes não utilizados: Igor, Almeida, Telmo, Miguel Pereira

Voltou o frio e o Salgueiros conseguiu uma vitória sofrida frente ao último classificado, num jogo pouco conseguido, provavelmente pela falta de um 2.º golo que trouxesse tranquilidade à equipa.
Pedros Reis inovou um pouco na equipa inicial: Monteiro jogou a central em parelha com Figueiredo; Olavo manteve a lateral direita jogando Passos a extremo direito na sua frente (posição que tinha ocupado por poucos minutos contra o Ramaldense no Bessa); no meio campo kpgaram Rui Lima, Fernando Almeida e Rúben, com a diferença face à deslocação a Águas Santas que Rui Lima jogou marcadamente atrás de Fernando Almeida, na posição de trinco; na ala esquerda alinhou Carminé e Alex preencheu a zona central do ataque.
Os primeiros 15 minutos de jogo foram fracos e algo apáticos, com o início de uma tendência que se ia manter durante todo o jogo: imensas faltas assinaladas quebrando o ritmo ao jogo. Foi no final desse período que Fernando Almeida fez vários dribles na área até ser derrubado, tendo o árbitro assinalado grande penalidade. O mesmo F. Almeida enganou o guarda-redes no lado para que atirou, mas a bola bateu na parte inferior da barra e ressaltou para o meio da área.
O Salgueiros reagiu bem a esta falha, acelerando o jogo e começando a pressionar mais o Pasteleira. Aos 19’ após boa tabela, quando Carminé se tentava isolar, um corte do defesa quase que traia o seu guarda-redes que respondeu com grande defesa. Aos 26’ Figueiredo cruzou bem para a área e Passou desviou em esforço à saída do guarda-redes, mas desviado da baliza. Aos 32’ foi Rui Lima quem iniciou com brilhantismo uma grande jogada, ao solicitar Rochinha das costas da defesa com um passe rasgado de grande nível, Rochinha cruzou rasteiro para Alex que chegou ligeiramente atrasado. A bola acabou por sobrar para Rúben que rematou, mas tinha um defesa em cima que cortou o lance.
À medida que o Salgueiros pressionava mais, acentuaram-se as tentativas de perda de tempo do Pasteleira, quer nos pontapés de baliza, quer em assistências a jogadores.
A 3 minutos do final da primeira parte surge o único golo do jogo. Após alguns ressaltos Rui Lima cabeceou por cima de toda a defesa, com Alex a enganar a armadilha do fora de jogo e a receber bem dentro de área. Depois fintou o adversário que lhe saiu ao caminho e atirou em jeito para um bom golo a demonstrar muita tranquilidade na área.
Depois do golo uma oportunidade para cada lado antes do intervalo: Alex a conduzir um contra ataque de 3 para 1 mas a adiantar muito o passe para corte do guarda-redes que saiu bem da baliza (acabou por ser quase um libero durante todo o jogo com muitos cortes fora da área); um contra ataque do Pasteleira com perigo que apenas resultou em canto.
A primeira parte acabou bem com o Salgueiros em vantagem, mas eram notórias algumas dificuldades da equipa – sentiu-se nomeadamente a falta de Heitor, a referência do jogo ofensivo que normalmente recebe e dá tempo para a equipa subir no terreno. Por seu lado o Pasteleira mostrou-se praticamente inofensivo.
Quase no início da segunda parte saiu Alex, com um problema na virilha já desde o último lance da primeira parte, para a entrada de Carvalho. Rúben adiantou-se para ponta de lança e Carvalho ficou nas suas costas, com Carminé e Passos nas alas.
Aos 53’ uma boa oportunidade para o Pasteleira, com um óptimo passe em profundidade de Barata para o avançado Fábio que se isolava, com Miguel a sair da baliza mas prestes a ser apanhado a meio do caminho, valendo o grande corte de Monteiro, que diga-se, teve uma exibição de classe a defesa central.
Rúben a ponta de lança teve uma oportunidade de remate aos 62’, recebendo dentro na área e rodando bem sobre o defesa mas depois atirou fraco para defesa fácil. No minuto seguinte de novo uma oportunidade soberana para dilatar a vantagem, com um enorme remate de Carvalho de fora de área a bater com estrondo no poste.
Logo a seguir o jogo piorou de vez. Primeiro uma mão de um jogador do Pasteleira foi punida com o segundo cartão amarelo e consequente vermelho. A seguir foi Carminé a ser expulso de forma algo estranha: num despique após a bola sair o árbitro mostrou amarelo a Carminé e ao jogador do Pasteleira, sendo o jogador do Salgueiros retirado daquela zona por um companheiro. Quando já estava a alguma distância do árbitro e de costas para este, o árbitro corre para ele, gesticula que ele terá ditoalgo que não devia e mostrou o vermelho.
O jogo piorou e acumularam-se as picardias, que claramente tiraram tranquilidade à equipa e qualidade ao jogo. Sucederam-se faltas e um autêntico festival de apito, tendo o jogo certamente acabado com mais de 50 faltas assinaladas (umas bem, outras claramente sem necessidade).
Pedro Teixeira que tinha entrado para o lugar de Passos, teve uma boa oportunidade aos 73’, sendo bem servido pelo lado esquerdo, ficando na cara do guardião adversário, mas rematou sem grande força permitindo a defesa, quando dado a falta de ângulo que já tinha poderia ter servido Carvalho, totalmente isolado no centro da área.
Depois das oportunidades falhadas e o nervosismo das picardias, o Salgueiros acabou por começar a recuar sem necessidade e a oferecer espaço para o Pasteleira jogar. Miguel teve a defesa da tarde e talvez a melhor da época, ao defender um remate em volley que iria levar a bola a entrar juntinho à barra por cima dele – respondeu com um golpe de rins impressionante, desviando por cima da barra para canto.
No minuto seguinte Rui Lima, incansável em todo o jogo, recupera uma bola a meio campo e quando a defesa adversária subiu no terreno a tentar deixar os avançados em fora de jogo, avança ele com a bola por entre eles e inicia uma correria louca em direcção à baliza. Os metros percorridos certamente pesaram e tentou o remate em força que saiu à figura. Faltou o fôlego para ter a tranquilidade para desviar em jeito do guarda-redes, mas foi sem dúvida a melhor iniciativa individual do jogo.
Como estava visto que o jogo estava para sofrer, chegou aos 89’ o último susto. Num contra ataque do Pasteleira, Figueiredo tenta o corte mas o avançado ganha com felicidade o ressalto e segue isolado para a baliza do Salgueiros – Miguel, novamente decisivo, saiu bem reduzindo o ângulo de remate e depois a fez uma grande defesa garantindo finalmente os 3 pontos desta tarde.
Não sendo dos jogos mais conseguidos, foi sem dúvida essencial e crucial a vitória. As dificuldades sentidas entendem-se em parte pelas constantes alterações necessárias ao onze, com as consecutivas lesões e castigos. Espera-se a recuperação rápida dos ausentes, incluindo Alex que com dois golos em jogos consecutivos em casa não merecia o azar de jogar apenas 50 minutos. A equipa vai dormir a noite de Sábado em primeiro lugar, deixando o CART pressionado para a deslocação a Vila Chã.
G.D. ÁGUAS SANTAS - 0 x S.C.S. 08 - 3 - 22.ª Jornada
II Divisão Distrital da Associação de Futebol do Porto
15:00h, 22 de Fevereiro de 2009
Campo G.D. Águas Santas

GR - 12 - Miguel
DD - 2 - Olavo
DC - 3 - Renato
DC - 4 - Figueiredo
DE - 5 - Rochinha
MC - 6 - Fernando Almeida
MD - 7 - Carvalho
MC - 8 - Rúben  (Capitão)
AC - 9 - Heitor
MC - 10 - Rui Lima
ME - 11 - Carminé

Treinador: Pedro Reis

Subs:
63' 15 - Passos por 5 - Rochinha 
81' 16 - Miguel Pereira por 11 - Carminé
85' 18 - Alex por 9 - Heitor

Golos:
42' F. Almeida (grande penalidade)
47' Heitor
90'+1 Rúben

Suplentes não utilizados: Igor, Almeida, Pedro Teixeira, Fábio

Jogo em tarde linda de Sol, com óptimo ambiente na bancada cheia do campo do Águas Santas. Os anfitriões permitiram a convivência dos adeptos de ambas equipas no mesmo espaço, o que permitiu aos salgueiristas assistirem ao jogo com óptimo conforto, o que naturalmente se saúda. Os adeptos responderam bem a essa atitude e todo o jogo decorreu sem qualquer tipo de picardia, com um convívio saudável entre adeptos.
O campo como já se sabia será um dos melhores pelados da divisão, com bom piso e óptimas dimensões, pelo que se adivinhava um jogo agradável.
As ausências obrigaram a alguma criatividade de Pedro Reis, que aproveitou as boas indicações dadas por Fernando Almeida nos últimos dois jogos, acabando por utilizá-lo na posição mais recuada no meio campo, para suprir as faltas de Monteiro, Cao e Mário. Rúben iniciava a médio centro mais ofensivo e alinharam também de início Carminé e Carvalho, o que no papel seria um dos onzes mais ofensivos da época.
Para tirar o assunto do caminho, a arbitragem do jogo foi má. Muitos foras de jogo duvidosos sempre assinalados, lei da vantagem a despropósito a maior parte das vezes, muitos pequenos toques que dispensavam apito, uma expulsão sem sentido e um golo mal anulado… Pouco critério e muita confusão.
O jogo iniciou no mesmo ritmo que o jogo da primeira volta. Um Águas Santas desinibido, com jogadores tecnicistas e boa organização a meio campo. Logo aos 3’  um canto do lado direito deu a Jonhy uma oportunidade de remate sem oposição dentro da área, que este desperdiçou com um remate por cima.
Os primeiros 15 minutos mostravam um Salgueiros com dificuldades no meio campo. Rui Lima e F. Almeida acabavam quase sempre lado a lado e muito distantes dos 4 da frente. Não só falhava a ligação com a frente como a equipa sentia muita dificuldade em sair com a bola. O Águas Santas conseguia defender bastante subido e o Salgueiros falhava muitos passes na construção inicial de jogo. Destaque para os alas do A. Santas especialmente o ala-direito ‘23’, muito mexido durante todo o jogo.
Aos 19’ a primeira situação de dúvida, com Rúben a entrar na área, tabelando com Carvalho que ao tentar devolver, envia a bola à mão do defesa... ficou a sensação de ser um lance casual de bola na mão, apesar de cortar uma jogada de muito perigo. A única outra oportunidade do Salgueiros na primeira parte surgiu aos 24’, após cruzamento na esquerda de Rúben e alguma confusão entre F. Almeida e Carvalho, com este último a rematar a rasar o poste.
Durante toda a primeira parte o A. Santas rondou a baliza de Miguel, mas ironicamente este terminou o jogo sem fazer uma defesa. Aos 28’ tiveram uma óptima oportunidade com 2 jogadores contra Figueiredo, mas o avançado centro ‘19’ perdeu imenso tempo a ‘ajeitar’ e terminou sem conseguir finalizar.
A três minutos do intervalo o Salgueiros passava para a frente no marcador, com grande penalidade de F. Almeida, na sequência de um derrube de Rúben na área, que conseguiu afastar a bola do defesa no último instante, levando este a um toque desnecessário. Diga-se que antes de Rúben receber a bola, ficou na bancada toda a ideia da existência de uma falta de Figueiredo sobre um jogador do Águas Santas. O árbitro mesmo em cima do lance considerou simulação e mandou seguir a jogada.
No minuto 45’, a oportunidade mais flagrante do Águas Santas, de novo com o avançado centro a desperdiçar num remate acrobático após canto na direita, quando estava totalmente sem oposição.
Chegava o intervalo com o Salgueiros com felicidade na frente do marcador, tendo o Águas Santas um jogo bastante mais conseguido, organizado e perigoso.
A segunda parte começou numa toada totalmente diferente. O Salgueiros veio muito menos amorfo e mais mexido, conseguindo logo aos 46’ um bom remate por Carminé, a que Gomes respondeu com óptima defesa. Sucederam-se dois cantos sendo que no segundo, após desvio de um defesa ao primeiro poste, Heitor de cabeça marcou o 2.º golo.
O Salgueiros motivou-se e o seu jogo soltou-se, tendo a sua melhor jogada aos 53’, com Carvalho a ganhar a linha pela esquerda, cruzar rasteiro, Rúben simulou e deixou passar para Heitor que na cara de Gomes, atirou à figura para uma boa defesa do ‘keeper’ do Águas Santas.
O jogo terminou efectivamente aos 57’, após um segundo amarelo a um defesa, após pretensa falta sobre Carvalho que deixou toda a sensação de não existir, sendo Carvalho a provocar o contacto atravessando-se na frente do defesa.
Depois foi tempo de rodar jogadores, sendo que o Águas Santas deixou de conseguir chegar ao último terço do Salgueiros, que por sua vezes mostrou desinspiração para criar futebol agradável, mesmo jogando em superioridade numérica.
Houve tempo para Passos regressar à competição após lesão e para a estreia de Miguel Pereira que se saúda.
Aos 72’ outra situação inexplicável na arbitragem: após um passe comprido Heitor divide o lance com um defesa e com o guarda-redes contrário que saiu fora da área. Depois de ganhar o ressalto atirou para a baliza deserta. Como é impossível ter sido assinalado fora de jogo (presume-se), imagina-se que tenha assinalado mão de Heitor, o que definitivamente não aconteceu (Heitor até estava de costas quando a bola lhe tocou no corpo).
Aos 82’ novo golo anulado a Heitor que confirmou em cima da linha de golo uma cabeçada de Rúben que Gomes defendeu em primeira instância. Dada a proximidade de Heitor da baliza é provável que tenha sido uma boa decisão do árbitro.
Já nos descontos e com Heitor já substituído, Rúben teve oportunidade de tentar um livre directo em zona frontal. Conseguiu o 0-3, após desvio na barreira que enganou Gomes. Seguiu-se o habitual acariciar do emblema e desta vez uma respeitosa vénia à Alma Salgueirista.
O Salgueiros 08 esteve longe das tardes mais inspiradas e salva-se acima de tudo o resultado, pesado para a primeira parte que o Águas Santas jogou. A equipa da casa tem que se queixar só de si própria pela ineficácia atacante, que facilmente se comprova pela tarde sem trabalho do guarda-redes Miguel, apesar do volume de jogo que a equipa da casa produziu com bastante qualidade.
Dos outros campos chegaram notícias que só podem motivar a equipa, que receberá o Pasteleira já com Monteiro disponível, o que possibilitará retomar a organização mais habitual e dar mais consistência ao meio campo. São 7 finais que se seguem, partindo de um 2.º lugar na tabela classificativa, agora de novo na frente do Pedroso com o mesmo número de jogos.
S.C.S. 08 - 3 x F.C.S. ROMÃO - 1 - 21.ª Jornada
II Divisão Distrital da Associação de Futebol do Porto
15:00h, 14 de Fevereiro de 2009
Complexo Desportivo Senhora da Hora

GR - 1 - Igor
DD - 2 - Olavo
DC - 3 - Renato
DC - 4 - Figueiredo
DE - 5 - Rochinha
MC - 6 - Mário
ME - 7 - Carvalho
MD - 8 - Rúben  (Capitão)
AC - 9 - Heitor
MC - 10 - Rui Lima
MC - 11 - Fernando Almeida

Treinador: Pedro Reis

Subs:
22' 14 - Fábio por 6 - Mário 
77' 18 - Alex por 2 - Olavo
77' 16 - Carminé por 7 - Carvalho

Golos:
26' F. Almeida
56' Heitor
77' Alex

Suplentes não utilizados: Miguel, Almeida, Pedro Teixeira, Telmo

A tarde solarenga de Sábado prenunciava uma boa assistência, mas na realidade a ‘casa’ esteve aquém dos jogos com maiores assistências.
Ao fim de 21 jornadas, com os castigos e lesões o Salgueiros 08 continua a conseguir apresentar equipas ‘originais’ – já são 20 onze diferentes em 21 jornadas. Igor voltou a ser titular, no que parece ser uma opção de Pedro Reis por maior rotatividade na baliza. Na defesa Renato regressou, enquanto no meio campo Mário teve a 5.ª utilização da época, desta vez na posição mais recuada do meio campo, com Rui Lima à sua frente e Fernando Almeida no apoio ao ataque.  Carvalho iniciou o jogo na esquerda do ataque, com Rúben descaído na direita.
Desde o início do jogo o Salgueiros foi superior e logo nos primeiros 10 minutos conseguiu uma sucessão de 4 cantos (no total do jogo foram seguramente mais de 2 dezenas). Ao 5.º canto apontado por Rochinha da direita F. Almeida cabeceou em boa posição mas por cima, no primeiro sinal de perigo iminente.
Logo a seguir, aos 13’, como infelizmente tem acontecido nalgumas ocasiões durante a época, o Salgueiros ofereceu a vantagem ao adversário, com Igor a facilitar após um atraso de um defesa. Ficou o Salgueiros pressionado por um resultado desfavorável e com menos tempo disponível para ganhar o jogo.
A equipa não se deixou abater e rapidamente acelerou o jogo pressionando bastante o S. Romão. Aos 21’ Rui Lima insistiu no flanco esquerdo, recuperou uma bola e colocou bem em Heitor, que em óptima posição rematou cruzado ao lado.
O momento azarento da tarde tocou a Mário, que numa jogada embrulhada mas que não aparentava perigo, acabou com uma lesão no braço, que a avaliar pelos seus gritos de dor, seria grave. Viveram-se momentos de apreensão no Estádio… Azar totalmente imerecido, quando finalmente Mário começava a ter oportunidades na equipa vê-se afastado com apenas 22’ minutos de jogo, quando estava a fazer um jogo de bom nível. As primeiras notícias indicam que se tratou de uma luxação e não de fractura. Ficam os votos de uma rápida recuperação e de que ainda consiga participar em mais jogos nesta época.
Já com Fábio em campo, aos 24’ foi a vez de Rui Lima rematar na cara do guarda-redes para uma defesa instintiva, que parecia impossível dada a proximidade do remate. Mas a equipa estava muito forte e pressionante, não tardando 2 minutos a empatar o jogo. Rúben na direita desfez-se de um adversário e cruzou com conta, peso e medida para a entrada de cabeça de F. Almeida.
Foi o mesmo F. Almeida que no minuto seguinte quase colocava o Salgueiros em vantagem, com uma boa cabeçada a responder a cruzamento de Olavo, mas foi impedido por uma magnífica defesa do guardião do S. Romão.
Antes do intervalo, ainda mais algumas situações de perigo, e uma queda de Rochinha na área adversária, em que o árbitro nada assinalou.
A segunda parte iniciou-se na mesma toada com o Salgueiros seguro de si, e confiante que daria a volta ao resultado. Aos 50’, após enorme jogada individual, Rúben caiu ou foi derrubado na área, na dúvida sendo premiado com um cartão amarelo por simulação. Cinco minutos passados e o Salgueiros colocava-se na frente do marcador, finalmente com a felicidade que já faltou noutros momentos: grande remate cruzado de Carvalho, indefensável para o guarda-redes adversário mas que bateu na barra, mas com a bola a ir direitinha à cabeça de Heitor que marcou o 2-1.
Rúben teve o momento da tarde, ao receber no peito um cruzamento da esquerda de Carvalho, desferindo de seguida um pontapé de bicicleta que daria um golaço, não fora a grande defesa junto ao chão do guarda-redes do S. Romão, o melhor elemento da sua equipa nesta tarde.
O S. Romão teve uma única oportunidade durante todo o jogo, aos 68’, num momento em que o Salgueiros arrefeceu um pouco a pressão. Uma falha defensiva permitiu uma boa tabela à entrada da área que deu espaço ao avançado para rematar, mas este precipitou-se e atirou bastante ao lado. 
Chegaram as substituições com Olavo e Carvalho a saírem, dando lugar a Alex e Carminé. A saída de Olavo levou Fábio para lateral direito, com Fernando Almeida a recuar no meio campo, Alex a ficar na frente um pouco descaído para a esquerda e Carminé a encostar-se ao flanco direito.
Destas alterações destaque positivo para Fábio que se mostrou esforçado na lateral direita e a combinar muito bem com Carminé. Também inevitável o destaque para F. Almeida, que semana após semana demonstra que não sabe jogar mal, e mesmo a trinco consegue aportar à equipa uma tranquilidade extra na posse de bola e organização de jogo. Terá que ser um exemplo e inspiração para os colegas mais novos.
Aos 77’ chegou o 3.º golo a coroar a jogada da tarde. Após uma boa recuperação de bola, Rúben recebe no miolo do terreno e faz um passe rasgado a 30/40 metros para Carminé na direita, que após muito boa desmarcação coloca na área de primeira para a entrada de Alex, que também de primeira remata para golo. Uma jogada fulminante e tecnicamente perfeita.
Antes do final ainda tempo para nova dúvida na área, após queda de Heitor, que como nas restantes ocasiões não foi assinalada, tendo Heitor o mesmo prémio que Rúben tinha tido antes: cartão amarelo.
O Salgueiros conquistou 3 pontos e só pecou na desconcentração inicial que ofereceu a vantagem a uma equipa que se mostrou totalmente inofensiva durante os 90 minutos de jogo. Um passo em frente face ao objectivo e uma demonstração de confiança e auto-controlo, com o Salgueiros a conseguir dar a volta a um marcador desfavorável, sempre de forma intensa mas tacticamente correcta e sem perder a racionalidade no seu jogo.
LUSITANOS F.C. S.C. - 0 x S.C.S. 08 - 4 - 20.ª Jornada
II Divisão Distrital da Associação de Futebol do Porto
15:00h, 8 de Fevereiro de 2009
Campo Domingos Soares Lopes

GR - 1 - Miguel
DD - 2 - Olavo
DC - 3 - Figueiredo
DC - 4 - Monteiro (Capitão)
DE - 5 - Rochinha
MC - 6 - Mário
MD - 7 - Pedro Teixeira
MC - 8 - Fernando Almeida
AC - 17 - Heitor
MC - 10 - Rui Lima
ME - 11 -Carminé

Treinador: Pedro Reis

Subs:
45' 16 - Carvalho por 7 - Pedro Teixeira
45' 14 - Fábio por 6 - Mário
77' 9 - Alex por 17 - Heitor

Golos:
37' Heitor, 40' Heitor, 42' Fernando Almeida (grande penalidade), 68' Carminé

Suplentes não utilizados: Igor, Almeida, Rúben, Miguel Pereira

Mais uma tarde de Inverno dura de suportar para as centenas de adeptos salgueiristas que não desistem de apoiar a sua equipa. Chuva durante todo o jogo, vento e frio, e meio campo disponível para ver a bola à chuva e em pé.
As ausências na defesa obrigaram a mais um onze ‘a estrear’. Olavo manteve-se na lateral direita com Passos ainda ausente por lesão, e Monteiro teve que recuar para central. No meio campo Mário regressou a equipa, para a 4.º utilização da época. À frente dele Rui Lima e na posição ‘10’ jogou Fernando Almeida, com Rúben como tem sido hábito nos jogos em pelado a ficar no banco. Na frente Carminé, Heitor e Pedro Teixeira, este último a jogar na ala direita.
O jogo como se imaginava não foi um deleite para os olhos dos adeptos. Muita luta, muito contacto e muita disputa de bola. A troca de bola de forma curta era de todo impossível.
A primeira meia hora teve pouca história. O Salgueiros não conseguiu grande ascendente, principalmente porque Heitor não estava a conseguir conquistar a maioria dos lançamentos longos que lhe eram endereçados, como tem sido habitual. Aos 6’ rematou a primeira vez a passe de Rui Lima da esquerda, mas muito por cima.
Aos 20’ o Lusitanos teve a sua primeira e única semi-oportunidade na 1.ª parte, com uma falha de marcação colectiva num livre frontal, a permitir uma entrada isolado de um avançado do Lusitanos, que por muito pouco não chegou à bola.
Com o decorrer da partida o Salgueiros ia conseguindo empurrar o Lusitanos um pouco mais, e aos 32’ conseguiu uma enorme oportunidade: Rui Lima marca um canto curto para Fernando Almeida que colocou na pequena área para Heitor cabecear sem oposição, mas a enviar a bola a rasar o poste de tanto que tentou colocá-la. Oportunidade absolutamente soberana.
Logo a seguir é Rui Lima que após insistência, recupera a bola na área adversária, passa por um defesa e remata de pé esquerdo com pouco ângulo, para boa defesa do guardião contrário.
Aos 37’ após cruzamento primoroso de Carminé da esquerda, a bola sai teleguiada para a cabeça de Heitor, que coloca com classe fora do alcance do guarda-redes adversário, para o 1.º golo da partida e o seu 14.º da época. 2 minutos depois num canto, após dois defesas se terem atrapalhado mutuamente, a bola sobrou para Heitor que rematou à figura, numa posição muito boa para marcar.
Não tardou um minuto para Heitor marcar de novo, após receber dentro da área e atirar cruzado ao poste mais distante. Na sequência de alguns cantos a favor do Salgueiros foi marcada grande penalidade aos 42’, que Fernando Almeida converteu sem dificuldade, para o 3-0.
Na primeira meia hora da segunda parte o Salgueiros começou a ser bem superior, com a equipa a ganhar quase todos os duelos físicos e a notar-se bem a quebra física do adversário. Carvalho entrou bem e causou muitos problemas à defesa contrária. Carminé teve uma boa oportunidade isolando-se mas não conseguiu picar a bola à saída do guarda-redes contrário.
Progressivamente a equipa foi tirando o pé e parou um pouco de atacar, começando a defender em posições mais recuadas. Fernando Almeida foi recuando e teve mais uma prestação excelente, chegando a estar a jogar praticamente a trinco e mesmo assim, num nível elevado.
O 4-0 surgiu num canto que Fernando Almeida marcou rasteiro para Carminé, que rematou cruzado rasteiro, sendo a defesa dificultada pela quantidade de jogadores na frente do guarda-redes.
Aos 85’ na grande oportunidade falhada da segunda parte, Carvalho fintou na direita, levou a bola à linha e entregou para Rui Lima que rematou de primeira. A bola ultrapassou o guarda-redes, mas prendeu-se no terreno em cima da linha de golo, permitindo um corte em última instância.
Na segunda parte os Lusitanos foram bastante inofensivos (Miguel não fez uma defesa o jogo inteiro…) e só por duas ou três vezes entraram na área do Salgueiros, sendo que 1 ou 2 delas reclamaram grandes penalidades, aparentemente sem motivos para isso.
Em cima do apito final ainda houve tempo para uma confusão junto à bandeirola de campo, que acabou com a expulsão de Monteiro.
Jornada de luta para uma equipa que apesar das ausências conseguiu superar as dificuldades do terreno e vencer um adversário notoriamente mais fraco. Foram três pontos que não garantem subida de lugares na classificação, mas garantem a redução da distância para o 1.º classificado, que agora se cifra em 5 pontos.
S.C.S. 08 - 0 x INTER MILHEIRÓS F.C. - 0 - 19.ª Jornada
II Divisão Distrital da Associação de Futebol do Porto
15:00h, 1 de Fevereiro de 2009
Complexo Desportivo Senhora da Hora

GR - 1 - Miguel
DD - 2 - Olavo
DC - 3 - Renato
DC - 4 - Figueiredo
DE - 5 - Rochinha
MC - 6 - Monteiro
MD - 7 - Carvalho (Capitão)
MC - 8 - Rúben
AC - 9 - Heitor
MC - 10 - Rui Lima
ME - 11 - Carminé

Treinador: Pedro Reis

Subs:
63' 16 - Alex por 11 - Carminé
63' 19 - Fernando Almeida por 8 - Rúben

Golos:

Suplentes não utilizados: Igor, Almeida, Pedro Teixeira, Passos, Fábio

Dia de céu e resultados cinzentos na Senhora da Hora. O muito mau tempo dos últimos dias deixou o relvado ensopado, o que tornou a condução de bola impossível e os passes rasteiros lances de resultado incerto.
Miguel regressou à titularidade na baliza e Olavo estreou-se este ano após prolongada lesão, tendo alinhado no lugar do lesionado Passos. Na frente voltaram a ser titulares os dois alas Carminé e Carvalho.
A primeira parte do Salgueiros não foi má. Apesar de faltar alguma intensidade a equipa foi conseguindo criar algumas jogadas de perigo.
Logo aos 8’ numa jogada de contra ataque, Carvalho isolou Carminé pela zona central, que à saída do guarda-redes adversário tentou picar por cima deste mas a abola acabou por sair ao lado.
Aos 26’ foi Rúben quem recebeu dentro da área junto à linha de fundo e cruzou bem, com Heitor a disputar o lance com o guarda-redes sem sucesso.
A melhor oportunidade de todo o jogo pertenceu a Heitor aos 29’. Depois de cruzamento largo de Rochinha há um corte de cabeça imperfeito de um defesa que coloca a bola em Heitor, no centro da área sem oposição. Este optou por rematar de primeira mas não acertou bem na bola que saiu sem grande força facilitando a defesa.
O Inter de Milheirós ainda teve uma oportunidade de golo na primeira parte, após Miguel falhar um alívio com os pés colocando a bola dentro da área à mercê do adversário, remendando a situação com a defesa que conseguiu a seguir.
Chegava a segunda parte e os 15 minutos iniciais mostravam o jogo a mudar um pouco de perfil. O Inter de Milheirós começava a melhorar a eficácia defensiva e o Salgueiros foi tendo dificuldades crescentes em chegar à baliza contrária. A eficácia era ainda maior porque o Milheirós conseguia defender bem subido no terreno, o que com o decorrer do tempo ia permitindo recuperar bolas mais à frente e começar a dar alguns sinais no ataque, não estando no entanto nunca perto de marcar ou tão pouco de criar oportunidades para isso. O n.º 5 Marmelo destacou-se empurrando os colegas para a frente e saindo sempre a jogar com muita calma, mesmo sendo um jogador defensivo. No Salgueiros merece destaque o jogão de Figueiredo, que cortou tudo o que apareceu para cortar, conseguindo estar em todo lado, inclusive em compensações no meio campo e principalmente nas faixas laterais da defesa. Pelo chão, pelo ar, em força ou em antecipação, Figueiredo cortou tudo.
Aos 63’ Pedro Reis tirou Rúben e Carminé para entrar F. Almeida e Alex. Nos minutos seguintes o Salgueiros conseguiu recuperar a iniciativa de jogo e obrigar o adversário a defender mais recuado. No entanto, o futebol atacante começou a centrar-se em lançamentos longos para a frente o que ia esticando a equipa em demasia. O meio campo ficou com frequência em inferioridade numérica com Rui Lima e Monteiro por vezes a encontrar 3 e 4 adversários na sua zona de intervenção. Alguma desorganização posicional obrigava os jogadores do Salgueiros a correr imenso, com o coração a falar mais alto na tentativa de recuperar a bola, mas com a tarefa dificultada pelo bom posicionamento da equipa adversária e a tranquilidade na saída com bola dos seus médios.
As oportunidades surgiram quase exclusivamente de bola parada e futebol aéreo. Aos 79’ Heitor cruzou para Alex que cabeceou por cima. Aos 81’ foi Figueiredo de cabeça a ficar muito perto de marcar, após livre na direita. Finalmente aos 86’ foi Fernando Almeida a cabecear por cima com muito perigo, após canto de Carvalho na esquerda.
Chegava o final do jogo com o Rei dos Empates a fazer justiça ao título, empatando de novo e festejando como se tivesse sido campeão. O Salgueiros 08 saiu de uma semana de euforia para uma semana de tristeza, ficando a 7 pontos do 1.º classificado.
  • PRóXIMO JOGO

    SCS08 x NOGUEIRENSE
    SAB., 15 FEV. 15:00
    EST. PADROENSE



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