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GR - 24 - Freitas
DD - 2 - PassosDC - 3 - Neto
DE - 4 - Moreira
MC - 5 - Fábio
MC - 6 - Gonçalo
MC - 7 - Pedrinho
AC - 8 - Diogo
AC - 9 - Quim Simões
MD - 10 - Rúben (Capitão)
ME - 11 - Carminé
Treinador: Pedro Reis
Golos:
Subs:
69' 18 - Artur por 11 - Caminé
69' 17 - Bessa por 10 - Rúben
87' 15 - Monteiro por 6 - Gonçalo
Suplentes não utilizados: Rui Alves, César, Figueiredo, Barbosa
A tarde iniciou-se com boa nota para os espectadores que apesar da distancia compareceram em bom número para o último jogo de uma época que perdeu fulgor, com o quase mês inteiro de interregno a aguardar pela fase final. A Alma deu colorido fumarento à festa e estava tudo pronto para terminar bem a época.
Pedro Reis, surpreendentemente ou talvez não, apostou no onze com que jogou (e bem) a última meia hora do jogo anterior, com a saída de Barbosa e a entrada de Diogo para fazer dupla com Quim Simões, ficando apenas com 3 defesas, num modelo muito ofensivo de 3-2-3-2.
O jogo não podia começar de melhor forma para o Salgueiros: futebol ao primeiro toque e com progressões rápidas a toda a largura do terreno. Logo aos 2', Pedrinho colocou bem em Diogo que assistiu de forma perfeita Carminé, isolado no limite do fora de jogo. Este num gesto que já é sua imagem de marca picou por cima do guarda-redes e viu a bola bater na barra.
Aos 8' chegou a segunda grande oportunidade para o Salgueiros na primeira parte, com um grande passe a encontrar Diogo na área que depois de receber bem rematou em volley na cara do guarda-redes, mas por cima.
Seguiu-se um dos poucos lances de ataque do Felgueiras nos primeiros 45', com um jogador a entrar com perigo na área mas com Gonçalo a conseguir alcançá-lo e a fazer um excelente corte pelas costas, de risco, evitando a finalização.
Aos 20' numa boa jogada de contra ataque, Carminé cruzou da esquerda para Rúben que não conseguiu dominar no centro da área, estorvado por um adversário. O jogador do Salgueiros reclamou grande penalidade.
O resto da primeira parte foi de iniciativa de jogo para o Salgueiros, com muita posse de bola, muitos cruzamentos sem encontrar finalizador, alguns remates fracos e sem ocasiões de perigo. Na defesa mesmo só com os 3 defesas, quase sempre conseguiram anular os lances de ataque do Felgueiras ainda antes de entrarem na área.
Já em cima do intervalo o Felgueiras marcou, após um cruzamento da esquerda com um corte para o ar de Neto, que deixou o defesa salgueirista no chão e Freitas hesitante na saída. Aproveitou o avançado do Felgueiras que tentou um remate de bicicleta acabando por colocar a bola direitinha num companheiro que finalizou sem dificuldade o segundo poste.
O Felgueiras via a sua eficácia ofensiva premiada e saia a ganhar para o intervalo.
Na segunda parte o Salgueiros veio ainda mais incisivo no ataque.
Logo aos 47' após passe de Quim de cabeça junto à linha de fundo Diogo em grande posição cabeceou ao lado.
Foi também perto dos 50' que o Felgueiras conseguiu criar duas situações de ruptura da defesa de risco do Salgueiros, e numa delas o jogador rematou ao lado em cima da linha de área quando tinha excelentes hipóteses de marcar.
Segui-se uma enxurrada de ataques do Salgueiros a criar inúmeros cantos e livres perto da área, mas quase sempre sem finalização.
Apesar do domínio do jogo só aos 81' após grande passe de Pedrinho, Diogo rodou de forma perfeita para se isolar e rematar de primeira, para a defesa da tarde do guardião contrário.
Logo a seguir os jogadores do Salgueiros reclamaram penalti por mão na bola dentro da área do Felgueiras.
Apesar de atacar até ao final, o Salgueiros não mais conseguiu marcar ou sequer falhou qualquer oportunidade clara de golo, tendo no entanto passado o resto do tempo de jogo próximo da baliza adversária.
O Felgueiras nesta altura nunca soube aproveitar o grande balanceamento ofensivo do Salgueiros, nem a sua defesa só com três elementos, jogando sempre de forma pouco vertical e com muitos toques, ao invés de colocar a bola com rapidez nas costas da desprotegida defesa salgueirista.
O resultado sabe um pouco a injustiça pelo volume de jogo criado pelo Salgueiros, premiando a eficácia do Felgueiras, que em uma oportunidade e meia acaba por marcar um golo. O Salgueiros dispôs de 4 oportunidades claríssimas e não marcou, sendo que essas 4 oportunidades são também escassas para a quantidade de ataques, remates, cantos e livres de que a equipa dispôs.


GR - 24 - Freitas
DD - 2 - PassosDC - 3 - Neto
DC - 4 - Barbosa
DE - 5 - Moreira
MC - 6 - Fábio
MC - 7 - Gonçalo
MC - 8 - Pedrinho
AC - 9 - Quim Simões
MD - 10 - Rúben (Capitão)
ME - 11 - Carminé
Treinador: Pedro Reis
Golos:
90'+4 Gonçalo
Subs:
57' 18 - Diogo por 4 - Barbosa
81' 17 - Artur por 11 - Caminé
81' 16 - Bessa por 10 - Rúben
Suplentes não utilizados: Rui Alves, César, Figueiredo, Monteiro
Mais uma deslocação em clima já de final época, com muitos salgueiristas a optarem pelo apoio ao pólo aquático a jogar uma final à mesma hora. Nem por isso a equipa deixou de ter apoio, e o campo teve uma bancada lateral bem composta, cada metade por adeptos de um os clubes em contenda.
O Salgueiros apresentava-se outra vez bastante desfalcando, de novo com um jogador lesionado no banco – Monteiro. O onze sofreu duas alterações face à 1.ª mão, com as entradas de Babosa e Quim Simões para as saídas de Monteiro e Diogo.
Em termos de modelo no entanto houve uma ligeira novidade, com a equipa a apresentar praticamente uma defesa a 3, com Barbosa a jogar sempre uns passos à frente de Neto e não ao lado deste, quase como trinco atrás da dupla de médios centro Fábio e Gonçalo.
As condicionantes físicas do jogo para o Salgueiros eram evidentes, com muitos factores que não fariam adivinhar nada de muito positivo: um campo de enormes dimensões, piso duro em terra e um calor algo sufocante. Quando já se nota na equipa algum desgaste físico acumulado, natural em final de época, este não era o cenário ideal para jogar e colocava a vantagem do lado do adversário, perfeitamente adaptado ao campo.
O Salgueiros nem começou mal a partida e por 2 ou 3 vezes Quim Simões ganhou espaço protegento a bola no flanco esquerdo e tentou cruzar após iniciativas individuais. Aos 13', conseguiu mesmo um excelente cruzamento com a bola rasteira para a entrada da área, ao qual Carminé tentou responder com um remate de primeira em jeito, que saiu sem força.
Aos 15' o Felgueiras aproveitou pela primeira vez o modelo defensivo de risco do Salgueiros, conseguindo num contra ataque coloca a bola nas costas de Moreira, com Neto a ter que fazer a dobra deixando um avançado solto na área, que totalmente sozinho rematou por cima.
Logo a seguir num lance meio campo sem bola, Fábio é agredido com um patada de um jogador que estava no chão, lance em que o árbitro nada assinalou
Os minutos seguintes do jogo forem de extrema virilidade, com as disputadas de bola a ganhar alguma dureza excessiva.
Aos 26' numa movimentação muito próxima da que deu o golo ao Felgueiras, este criou de novo perigo mas desta feita Passos dobrou Neto no centro e evitou a finalização do avançado que estava de novo em grande posição paa marcar.
O Salgueiros viu um golo anulado após livre na direita por falta sobre o guarda-redes, que pareceu bem assinalada.
Após um terceiro lance quase igual pelo flanco direito do ataque do Felgueiras, que de novo colocava a defesa do Salgueiros em igualdade numérica com os defesas e a ter que fazer sucessivas dobras, chegou o golo do Felgueiras perto do minuto 40, após uma perda de bola e Barbosa em zona proibida, que o avançado aproveitou bem, rematando cruzado.
Antes de terminar primeira parte chegou a melhor oportunidade para o Salgueiros, com Quim Simões a fazer um grande remate de costas para a baliza a que o guardião adversário respondeu com uma grande defesa.
Chegava-se ao intervalo e percebia-se que de facto o Salgueiros corria muito mas sentia dificuldades com o terrenos para controlar e circular a bola, e por outro lado mantinha os jogadores muito distantes entre si, com dificuldade em ocupar toda a extensão do terreno de jogo de forma eficaz. O Felgueiras correndo e desgastando-se menos , conseguia pelo posicionamento quase sempre superioridade na zona da bola, bem como fazer 4 laces muito semelhantes em que criou enormes desequilíbrios defensivos na equipa do Salgueiros, quase sempre da mesma forma.
Para a segunda parte o Salgueiros veio mais instalado no meio campo adversário e começou a tentar pressionar mais alto.
Aos 52' de ângulo muito fechado no flanco direito, Carminé rematou com força para boa defesa com os pés.
Aos 55' foi o Felgueiras quem criou perigo num canto, com Moreira a salvar o lance perto da linha de golo.
Seguiu-se a saída de Barbosa para entrada de Diogo, que foi fazer dupla na frente com Quim Simões.
A partir desse momento duas coisas distintas sucederam. Por um lado Diogo tornou-se um óptimo apoio a Quim e conseguiu muitas vezes receber passes longos, segurar a bola e distribuir jogo, dando tempo para os médios se aproximarem. A pressão da equipa intensificou-se conquistando imensos cantos e livres perto da área, mas sem conseguir com eles criar grande perigo, tirando uma ou outra excepção..
Atrás os 3 defesas ficaram ainda mais isolados e numa situaçao de risco, mas curiosamente a solidez defensiva do Salgueiros melhorou muito, com uma entre-ajuda entre os três perfeita, com enorme agressividade no corte de lances que poderiam criar imenso perigo. A formula que resultou sempre para o Felgueiras na 1.ª parte era anulada, com os 3 defesas a bascularem na perfeição para a zona da bola. Merece destaque a exibição de Neto, cuja estreia no Salgueiros não tinha decorrido na melhor forma. Se já tinha feito um jogo muito positivo na primeira mão, neste jogo estará estado certamente ao seu melhor nível desde que chegou ao Salgueiros.
Aos 72' Diogo reclamou falta para grande penalidade, aparentemente sem razão.
Após uma óptima iniciativa de Gonçalo pelo centro, aos 75', Pedrinho após ultrapassar um adversário rematou por cima quando estava em grande posição à entrada da área.
Seguiram-se aos 81' duas substituições para refrescar o ataque, com as entradas de Artur e Bessa, e de novo a pressão do Salgueiros intensificou-se, apesar de logo a seguir ser o Felgueiras a criar perigo em jogada de insistência com um jogador a falhar o remate acrobático. Foi o último sinal de ataque do Felgueiras.
A partir daí só deu Salgueiros, com assédio constante à área adversária. Aos 87' um grande passe de Fábio quase isola Quim Simões, que chega à bola 1 segundo mais tarde que o guarda-redes, que saiu bem e com velocidade da baliza.
Aos 89', após recuperação de bola de Artur, Gonçalo avançou pelo centro sem oposição, com os alas do Salgueiros a arrastarem consigo os defesas e a abrir espaço no centro. Ainda uns metros fora da área rematou colocado para grande defesa com o pé.
Já em descontos após canto na direita e um primeiro remate à meia volta de Artur, a bola chegou à pequena área onde estavam sozinhos Diogo e Neto, com este a esticar o pé e a desviar o remate por cima da baliza, deixando os adeptos incrédulos... parecia que já seria impossível tirar alguma coisa do jogo.
Já no último dos 4 minutos dados de desconto (todos os protestos do Felgueiras só se justificam vindos de quem não cronometrou o jogo... dado que o intervalo deve ter tido perto de 20 minutos...) fez-se luz. Um canto de Pedrinho que foi retardado para Freitas se juntar ao ataque, sofreu um primeiro desvio ao primeiro poste e foi direitinho a Gonçalo, que em cima da linha de área rematou de primeira ao ângulo, festejando a seguir como se tivesse ganho a final do Campeonato do Mundo. Um golo merecidíssimo para um lutador incansável durante todo o jogo, correndo kilometros e metendo em todas as disputas de bola uma energia incontida.
Meio minuto depois do golo o jogo terminou e o Salgueiros festejou o empate, até tudo descambar num burburinho imenso junto ao túnel, iniciado por uma tentativa de agressão a Moreira.
Com todas as dificuldades para este jogo, quer em termos de jogadores disponíveis, quer em termos das condições do campo, o resultado é bom.
É também um exemplo do que aconteceu em bastantes jogos deste ano: primeiras partes pouco conseguidas, seguidas de segundas partes demolidoras, nem sempre jogadas com enorme qualidade, mas com entrega sem limites e crer até ao final. Ao fim de uma época inteira já não será só por sorte que o Salgueiros marca tantas vezes perto do final.
O que de facto se dispensava do jogo foi o que sucedeu após o apito final, não beneficiando em nada a imagem dos intervenientes.


DD - 2 - Passos
DC - 3 - Neto
DC - 4 - Monteiro
DE - 5 - Moreira
MC - 6 - Fábio
MC - 7 - Gonçalo
MC - 8 - Pedrinho
AC - 9 - Diogo
MD - 10 -Rúben (Capitão)
ME - 11 - Carminé
Treinador: Pedro Reis
Golos:
58' Pedrinho
Subs:
71' 17 -Artur por 7 - Gonçalo
Suplentes não utilizados: Rui Alves, César, Bessa, Barbosa, Figueredo, Quim Simões
Bola do jogo patrocinada por:

Foi numa tarde de pouco entusiasmo e pouco entusiasmante que o Salgueiros 08 se despediu esta época dos jogos em casa. A subida de divisão ficou decidida e a disputa do 3.º lugar não pode ter a emoção da luta pela subida ou pelo título.
A convocatória para o jogo tinha imensas limitações com a indisponibilidade de Fernando Almeida e as lesões de Nicola, Samuel, Eládio, Heitor, Rochinha e Quim Simões, que mesmo lesionado esteve no banco de suplentes.
A primeira parte resume-se em poucas linhas: iniciativa de jogo sempre da parte do Salgueiros, com muita posse de bola e sistematicamente a jogar no meio campo do adversário, mas nem sempre bem.
Logo de início um cruzamento de Carminé por pouco não foi emendado por Diogo, o avançado centro neste jogo, no centro da área.
Aos 7’ a primeira grande oportunidade para o Felgueiras na primeira parte, com um ataque rápido e um cruzamento largo a permitir um remate em grande posição mas que saiu por cima.
Carminé rematou de novo com perigo aos 12’. Aos 16’ após grande passe de Rúben, Diogo quase isolado tentou o chapéu mas acabou por rematar para as mãos do guarda-redes. 1 minuto depois foi Passos quem cruzou após grande jogada colectiva, com Diogo a chegar um tudo nada atrasado à emenda na pequena área. Aos 24’ de novo Diogo em destaque, com remate com perigo à entrada da área, após um livre na esquerda de Rúben. Passos, que de novo fez um jogo quase a ala direito, tantas as vezes que subiu no corredor, teve um grande remate na passada aos 29’ que saiu a rasar a barra, tentando aproveitar o adiantamento do guarda-redes.
Aos 32’ o segundo lance de perigo para o Felgueiras, com um remate cruzado com muito perigo.
Aos 38’ Gonçalo talvez tentando cruzar, enviou a bola ao poste da baliza adversária.
No final da primeira parte o Salgueiros acumulava algumas boas oportunidades, muitos remates disparatados e algum jogo demasiado centralizado. Quando conseguiu levar a bola às alas, faltou alguma presença adicional na área para finalizar. O Felgueiras muito recuado quando a defender, acabava com pouca posse de bola mas duas oportunidades flagrantes de golo.
A segunda parte começou logo com um sinal de muito perigo para o Felgueiras, com um avançado a ganhar espaço na esquerda e a rematar cruzado com muito perigo.
O Salgueiros responde aos 57’ com um remate perigoso de Pedrinho, mas sofre o golo de seguida num grande remate de fora de área.
A equipa reage de imediato e marca logo de seguida, com um bom remate de Pedrinho de fora de área, a passe de Moreira.
Aos 69’ após cruzamento de trivela de Passos, a bola acaba por se dirigir à baliza e bater no poste. Logo a seguir saiu Gonçalo e entrou Artur para a ala, com Rúben a colocar-se mais no centro do campo.
A partir daqui o futebol do Salgueiros foi descaindo e a equipa partiu-se, quase num 4-1-5, com Fábio a ficar muito isolado nas tarefas defensivas no meio campo. Isto permitiu que o Felgueiras aproveitasse para visar a baliza de Freitas com maior frequência, chegando com 3 ou 4 toques à área do Salgueiros, aproveitando o espaço dado pelo Salgueiros.
Aos 72’ Freitas faz uma grande defesa a uma bola traiçoeira, com Moreira a evitar a recarga. Aos 83’ de novo o Felgueiras perto de marcar e para terminar aos 85’, após 3 toques dentro da área, o jogador do Felgueiras rematou por cima em grande posição.
Neste período o Salgueiros só criou algum perigo em 2 remates de Pedrinho, em bom plano em todo o jogo, um deles defendido com os pés com imensa sorte pelo guarda-redes contrário.
Um jogo que no final deixou um gosto de final de festa, com o cansaço a sentir-se nalguns jogadores e o entusiasmo e a pressão de um jogo quase de pré-época. O Salgueiros terá que vencer o jogo da segunda mão para assegurar o 3.º lugar.


DD - 2 - Passos
DC - 3 - Neto
DC - 4 - Monteiro
DE - 5 - Moreira
MC - 6 - Fábio
MC - 7 - Gonçalo
MD - 8 - Nicola
AC - 9 - Quim Simões
MC - 10 - Pedrinho
ME - 11 - Rúben (Capitão)
Treinador: Pedro Reis
Golos:
68' Rúben
Subs:
53' 15 - F. Almeida por 6 - Fábio
63' 16 - Diogo por 8 - Nicola
88' 17 - Artur por 10 - Pedrinho
Suplentes não utilizados: Rui Alves, Rui Lima, Paulo Barbosa, Bessa
O Estádio de Rio Tinto ficou perto de lotado com adeptos salgueiristas para assistir à última jornada do campeonato, adeptos que se mostraram muito entusiasmados na primeira parte.
O Salgueiros apresentava-se com duas importantes baixas por lesão: Heitor e Figueiredo. Tendo em conta isso, a opção recaiu em Neto para o centro da defesa, e em Pedrinho na posição 10, voltando Pedro Reis a dispor a equipa num 4-2-3-1, sistema que utilizou maioritariamente nos períodos de ausência de Heitor.
O jogo merece um resumo curto porque em termos técnicos foi de facto pobre. É necessário enquadrar o cenário para esse mau jogo: um campo impraticável repleto de buracos e com relva a levantar, vento forte no sentido de uma das balizas e uma bolas de jogo que claramente pareciam inadequadas por demasiado leves para o campo em questão. Nestas condições ambas as equipas, mas mais o Salgueiros porque mais tentou construir, debateu-se com imensas dificuldades na troca de bola. Gerou-se muita dificuldade nas recepções de bola e muita imprecisão nos passes. Tudo isto resultou num jogo com muita disputa mas pouca qualidade.
Apesar de contra o vento na 1.ª parte toda a iniciativa de jogo pertenceu ao Salgueiros, com o Desportivo a limitar-se a bombear para a frente e lutar muito pela recuperação de bola no meio campo.
O Salgueiros até podia ter marcado logo na abertura da partida aos 2’, após combinação prolongada entre Moreira, Rúben e Pedrinho, com o capitão a isolar Pedrinho com um passe de ruptura. Este apesar de perfeito na movimentação de desmarcação rematou por cima em posição muito favorável. Logo aos 2’ o Salgueiros perdia a melhor oportunidade de golo do jogo.
Pouco depois, aos 4’, Quim Simões entrou pelo flanco esquerdo na área e já em posição de perigo, sofreu um corte arriscadíssimo que evitou males maiores à equipa da casa.
Se o Salgueiros conseguiu pressionar no início, as dificuldades com o terreno acentuaram-se cedo, e a dificuldade na circulação de bola empurrou os jogadores para jogadas individuais que tornaram o futebol da equipa sofrível.
Já só perto do intervalo aos 41’ voltaram as situações de perigo. Novamente Rúben num passe de ruptura isolou Quim Simões que contornou o guarda-redes e marcou, vendo o golo mal anulado por fora de jogo. Os protestos valeram a Quim um cartão amarelo e ao adjunto Rui Machado a expulsão do banco.
Os ânimos exaltaram-se na bancada mas o Salgueiros não se perturbou e logo a seguir fez a melhor jogada da tarde. Moreira em dificuldade consegue sair a jogar, tabelar com Pedrinho e desmarcar-se no flanco, recebendo passe de Rúben já dentro da área e cruzando de primeira. No centro da área apareceram Gonçalo e Nicola vindos de direcções diferentes acabando por se atrapalharem mutuamente, sendo que nenhum deles conseguiu finalizar.
Com o Lavrense a perder desde os 2’ do seu jogo ainda se vivia alguma tranquilidade face ao resultado necessário.
Tudo se complicou no início da segunda parte, com a notícia do empate do Lavrense.
O Salgueiros começou desde logo a apresentar-se muito estendido em campo, deixando o meio campo algo desertificado, talvez algo adormecido pelo carácter inofensivo do Dep. Portugal na 1.ª parte. A verdade é que rapidamente o Desportivo fez dois contra ataques galgando o espaço vazio no centro do terreno e criando algumas dificuldades à defesa do Salgueiros, que soube resolver os lances. Mas era notória alguma passividade na abordagem aos lances. Tal foi evidente ainda antes dos 50’ quando o Desportivo marcou o 1x0. Um lance no flanco direito da defesa salgueirista, com imensas oportunidades para cortar o lance foi deixando jogar, ou fazendo cortes incompletos, até um jogador do Desportivo fazer uma espécie de cruzamento remate que um colega emendou na pequena área, com Neto nas suas costas e sem hipóteses para Freitas.
Não demorou muito para a entrada de Fernando Almeida para o lugar de Fábio, e para o Desportivo ficar reduzido a 10 jogadores após um segundo amarelo algo exagerado.
O Salgueiros aproveitou bem a vantagem numérica e voltou a pressionar mais intensamente.
Aos 56’ uma tentativa de remate de Rúben acabou por sair um balão que sobrou para Quim que só na pequena área não conseguiu rematar de primeira quando a bola caiu no chão.
Dois minutos depois grande passe de Pedrinho solicitou muito bem a entrada de Quim Simões entre os defesas adversários que por muito pouco não conseguiu desviar do guarda-redes à saída deste.
Aos 63’ o muito activo Quim Simões respondeu a um livre apontado por Passos na esquerda com uma cabeçada por cima, quando estava em boa posição de visar a baliza. O mesmo Passos logo a seguir trabalhou bem na direita e passou ao jeito de futebol de praia para Gonçalo que dominou em rotação e rematou bem de pé esquerdo mas um pouco ao lado.
A insistência do Salgueiros deu resultados aos 68’, após um grande passe de Passos para Rúben, que de forma muito inteligente soube aguentar a posição e evitar o fora de jogo, rematando cruzado de primeira, marcando o golo que dava o empate.
Pouco depois o jogo teve o seu pior momento, com uma imensa confusão atrás do banco do Salgueiros, onde estava Heitor e Rui Machado, acabando com a expulsão de outro jogador do Desportivo.
Chegou logo a seguir a notícia que o Lavrense voltava a perder e o 2.º lugar ficava totalmente garantido.
Até ao final apenas destaque para um portentoso remate de Passos à barra e uma jogada de algum perigo para o Desportivo após uma falha de Neto que depois conseguiu resolver, a meias com Freitas.
No final fez-se alguma festa com o alívio de mais um jogo com algum sofrimento provavelmente sem necessidade, mas também com bastante injustiça, com um golo sofrido sem qualquer justificação quer pelo futebol jogado pelo Desportivo quer pelas oportunidades que (não) criou.
Para o Salgueiros foi quase o passar de um 80 para 8 após a portentosa exibição no jogo com o Lavrense. A exibição entende-se pelas condicionantes do campo e alguma falta de discernimento provocada pela pressão de um jogo decisivo com casa cheia.
Será importante relembrar que o Salgueiros 08 disputou a última jornada com um onze em que o jogador mais velho tem 25 anos e uma média de idades de 20,09 anos !!! O futuro está aí e já entra em campo, mesmo quando não consegue uma regularidade exibicional que os adeptos desejariam, conseguiram o objectivo da época, e por isso merecem os parabéns e o reconhecimento de todos, sendo certo que para a próxima época serão certamente melhores jogadores e melhor equipa.


DD - 2 - Passos
DC - 3 - Monteiro
DC - 4 - Figueiredo
DE - 5 - Moreira
MC - 6 - Fábio
MC - 7 - Gonçalo
MD - 8 - Nicola
AC - 9 - Heitor
AC - 10 - Quim Simões
ME - 11 - Rúben (Capitão)
Treinador: Pedro Reis
Golos:
Subs:
70' 15 - Pedrinho por 8 - Nicola
78' 18 - Artur por 4 - Figueiredo
82' 16 - Diogo por 7 - Gonçalo
Suplentes não utilizados: Rui Alves, Eládio, Rui Lima, Paulo Barbosa
Uma boa casa apesar de não lotada recebeu o jogo que podia manter o Salgueiros a sonhar com o 1.º lugar e o Lavrense a sonhar com o 2.º.
O Salgueiros repetia o onze da jornada anterior e o portentoso grito do grupo antes de iniciar a partida foi premonitório da exibição que se seguiria.
Não tardaram 3’ para o guarda-redes do Lavrense brilhar, após cruzamento de Passos num livre a que Rúben respondeu com uma cabeçada forte mas que saiu à figura. No canto subsequente foi Monteiro quem finalizou quase na pequena área com perigo, para a segunda boa intervenção da figura da tarde do Lavrense.
As movimentações do Salgueiros eram rápidas e com eficácia, e após uma recuperação de bola e subida rápida no terreno com sucessivas trocas de bola, Passos entrou com a bola na área rematando, com a bola a embater na mão do defesa, ficando ideia de ser um lance de bola na mão.
O domínio do Salgueiros era intenso e foi acumulou vários cantos na direita, até aos 15’ onde o Lavrense fez o único remate da primeira parte que obrigou a uma boa defesa de Freitas, feito apesar de tudo ainda bem fora da área do Salgueiros.
Aos 17’ um excelente cruzamento de Moreira apanhou Heitor em fora de jogo, com este a não chegar à bola por muito pouco.
A mais clara oportunidade de golo da 1.ª parte chegou logo a seguir aos 18’, com Gonçalo a colocar por cima da defesa isolando Quim Simões, que algo desequilibrado rematou em volley de primeira, permitindo a terceira defesa aparatosa da tarde, mas facilitada por a bola ir à figura. Como não há duas sem três, na sequência da jogada e após grande combinação, com a bola a passar por Fábio e Rúben a concluir uma grande assistência que coloca Gonçalo quase isolado na linha da área mas em posição lateral para a baliza. Este dominou de peito e rematou com o peito do pé esquerdo mandando a bola a rasar o poste.
Até aos 25’, apesar de não conseguir mais oportunidades claras o Salgueiros continuou a pressão, num período que provavelmente foi o melhor da época em termos de qualidade de jogo. Equipa absolutamente compacta e solidária, pressão asfixiante em cima da linha do meio campo, transições defensivas perfeitas com pressão à zona muito rápida quase sempre a permitir recuperar a posse de bola ainda no meio campo ofensivo. As transições ofensivas eram rápidas e com verticalidade e objectividade, com a qualidade de passe a garantir eficácia na criação de volume de jogo ofensivo em catadupa. A equipa transpirou qualidade táctica neste período e teve como resultado disso 4 ou 5 oportunidades que teriam que render pelo menos um golo, enquanto o adversário apenas fez um remate de longa distância.
Como o golo não apareceu, e com naturalidade porque nenhuma equipa do mundo aguenta um ritmo de pressão intensa durante períodos de jogo muito longos, o Salgueiros aliviou a pressão e o Lavrense conseguiu ter um pouco mais de posse de bola, contando para isso com as saída calmas a jogar dos seus jogadores, tocando de pé para pé já com mais espaço e menos pressionados.
Aos 28’ o Lavrense rematou de novo com algum perigo, mas com a bola saiu ao lado, com Freitas a controlar o lance.
Nova oportunidade de remate para Gonçalo surgiu aos 30’, após jogada prolongada de insistência na área do Lavrense, com assistência final de Rubén para remate muito por cima de Gonçalo.
Aos 36’ Quim Simões fica muito próximo de desviar de cabeça um cruzamento de Rúben, já perto da pequena área onde qualquer toque na bola poderia bater o guarda-redes. 2’ depois Quim Simões pressionou o guarda-redes que quase entregou a bola a Rúben, valendo a intervenção de um defesa.
A 3’ do intervalo surgiu o balde de água fria, com um canto do lado direito do ataque do Lavrense, a encontrar um jogador que se solta da marcação no segundo poste e remata, com a bola a bater no chão e a saltar indo em direcção a outro jogador que desvia de cabeça já quase em cima de Freitas, que ainda toca na bola mas na recarga sofre o golo.
A equipa não vacilou e rapidamente usou os últimos 3’ da primeira parte para continuar a pressionar, mas já em cima do intervalo, após jogada com Quim e Rúben, Heitor teve hipótese de rematar de primeira dentro da área no flanco esquerdo, tentando colocar em jeito ao poste mais distante, com a bola a sair por cima, sendo a jogada anulada por fora de jogo.
A segunda parte trouxe mais do mesmo. Salgueiros sistematicamente a atacar e a falhar oportunidades de golos.
A primeira excelente jogada de envolvimento trouxe a bola do flanco direito ao esquerdo, para Heitor receber na esquerda mas escorregar antes de poder finalizar. Logo a seguir aos 47’, nova combinação de um trio cuja mobilidade sempre lançou a confusão na defesa contrária. Quim recebe no centro e soltou para a esquerda para Heitor, que cruza para a entrada de Rúben que no centro da área acerta mal na bola e atira ao lado. Os mesmos intérpretes protagonizaram a jogada seguinte, com Heitor a assistir Rúben que remata na passada direccionando a bola à base no poste, brilhando pela primeira vez o guarda-redes do Lavrense na segunda parte.
Aos 52’ Heitor isolou Quim Simões que não conseguiu colocar por cima do guarda-redes, que fez uma grande saída da baliza, saindo-se aos pés do avançado do Salgueiros com uma grande rapidez.
Aos 56’ após passar por 2 defesas Quim Simões já com pouco ângulo tentou colocar por cima do guarda-redes mas acabou por colocar a bola nas mãos do guarda-redes.
A pressão do Salgueiros mantinha-se a níveis altíssimos, e o Lavrense percebeu que tinha que começar a fazer algum anti-jogo, o que felizmente foi desde logo contrariado pelo árbitro, o que matou este mal quase à nascença, coisa que já faltou em muitos jogos anteriores.
Aos 57’ Gonçalo colocou em pontapé de bicicleta para o centro da área onde Quim dominou de peito e rematou por cima, com a jogada anulada por fora de jogo.
Aos 63’ Passos galgou pela direita, colocou em Quim no centro que assistiu Heitor. O avançado tentou encher o pé na passada, já dentro da área, mas acertou mal na bola com esta a sair ao lado. Logo a seguir Heitor quase marca após o guarda-redes soltar a bola numa defesa simples.
Aos 68’ após grande jogada de envolvimento, desde o flanco esquerdo ao direito com inflexão de Moreira, Gonçalo rematou cruzado ao lado, com Quim Simões no centro quase a conseguir emendar.
Aos 75’ após um canto, Figueiredo cruzou da direita e encontrou nada mais nada menos que 4 jogadores para finalizar sem oposição, com um primeiro toque de peito de Quim e o último jogador, Fábio, a dominar de peito e a encher o pé com um corte em última instância a impedir o golo. Corte festejado como se fosse um golo pelo jogador do Lavrense.
Aos 78’ Pedrinho assistiu Gonçalo que dentro da área rematou de primeira mas um corte de um defesa impede a bola de ir à baliza.
Com o Salgueiros absolutamente balanceado no ataque, havia muito espaço atrás, ainda mais após o risco total com a saída de Figueiredo para a entrada de Artur, que o Lavrense por vezes tentou aproveitar em contra ataque. Aos 80’ surgiu pela esquerda a melhor oportunidade para o Lavrense, finalizada com um remate muito por cima.
Aos 85’ Heitor assistiu desde a esquerda Pedrinho, que na meia lua rematou forte e cruzado para outra grande defesa do guarda-redes do Lavrense.
Aos 87’ um grande passe de Pedrinho colocou Fábio na cara do guarda-redes que tentou colocar por cima destemas a bola saiu muito alto, já muito pressionado por um defesa.
Logo a seguir Artur cruzou milimetricamente para a entrada de cabeça de Diogo, que marcou um golo anulado por fora de jogo, de forma que deixa imensas dúvidas.
Seguiu-se grande jogada individual de Artur culminada com remate para boa defesa.
Já em descontos Heitor reclamou penalti, com a bola a embater na mão de um defesa e finalmente uma última oportunidade para o Lavrense após uma falha de Moreira que Freitas resolveu com boa defesa.
A equipa saiu sob aplausos e de forma justa. É de facto um cansaço ler o resumo de jogo dada a quantidade de oportunidades de golo criadas pela equipa. Se houve jogo nesta época que o Salgueiros merecia ter ganho foi este, sendo penalizado pela falta de eficácia na concretização. A exibição pode dizer-se que foi quase perfeita. Com 25 minutos iniciais de luxo, uma entrega em 95 minutos inesgotável, uma capacidade física invejável que permitiu manter um jogo inteiro em modo pressionante. Claro que noutro ponto de vista, a falta de eficácia na concretização tem sucedido nos últimos jogos, e não existem exibições perfeitas sem golos. No entanto, ao fim de tantas oportunidades há uma dose de infelicidade inegável, e toda a qualidade de jogo da equipa só merece aplausos.
Dado este inequívoco sinal exibicional só pode haver confiança para a última jornada, sendo que uma exibição semelhante quase que garante a vitória nesse jogo decisivo, como em termos probabilísticos deveria ter garantido contra o Lavrense, ou contra qualquer equipa desta divisão.


DD - 2 - Passos
DC - 3 - Figueiredo
DC - 4 - Monteiro
DE - 5 - Moreira
MC - 6 - Fábio
MC - 7 - Gonçalo
MD - 8 - Artur
AC - 9 - Heitor
AC - 10 - Quim Simões
ME - 11 - Rúben (capitão)
Treinador: Pedro Reis
Golos:
38' Heitor
94' Diogo
Subs:
70' 16 - Pedrinho por 8 - Nicola
76' 18 - Carminé por 11 - Rúben
84' 15 - Diogo por 9 - Heitor
Suplentes não utilizados: Rui Alves, Eládio, César, Artur
Excelente moldura humana para acolher o Sra. da Hora x Salgueiros 08, já em contagem decrescente para o final do campeonato.
A convocatória do Salgueiros apresentava duas ausências por lesão: Fernando Almeida e Paulo Barbosa. No onze mudaram os alas, com as saídas de Artur e Carminé para as entradas de Nicola e Rúben.
Cedo o Sra. da Hora mostrou que no seu plano de jogo constavam intenções de contra ataques rápidos, explorando especialmente a grande rapidez e boa técnica do seu #25. Logo aos 5’ um rápido contra ataque causou perigo, com Figueiredo a fazer um primeiro corte que permitiu uma recarga que foi no entanto muito por cima.
Aos 9’ o Salgueiros finalizou uma primeira vez mas sem perigo por Figueiredo, após livre de Passos na direita.
Desde de cedo o Salgueiros assumiu o controlo de jogo e com sucessão de passes no miolo ia tentando furar a defesa contrária, alternado com tentativas de passes de ruptura. O Sra. da Hora sempre que conseguia roubar a bola tentava contra atacar rápido, como aconteceu de novo aos 12’ em lance anulado por fora de jogo, causando alguns desequilíbrios e encontrando espaço no meio campo defensivo do Salgueiros.
Apesar desses contra ataques o Salgueiros mandou sempre no jogo, e começou cedo a acumular oportunidades de golo. Aos 14’ Heitor rematou a primeira vez à meia volta após toque de cabeça de Nicola. Aos 16’, após grande iniciativa de Rúben e cruzamento muito bem medido, Heitor cabeceou por cima num lance que parecia imperdível pelo avançado salgueirista… sendo notório que a recente seca de golos estava a abalar a confiança do avançado salgueirista.
Se o Salgueiros falhava uma grande oportunidade, o Sra. da Hora respondia com um ataque rápido na sequência de um pontapé da baliza do Salgueiros, com um grande trabalho individual do #25 que ofereceu o golo a um jogador da esquerda que rematou ao poste da baliza de Freitas.
O Salgueiros não se deixou abalar e voltou ao comando do jogo, com Quim Simões a passar da direita para Rúben rematar aos 27’ para defesa segura. No minuto seguinte o capitão salgueirista quase que repetia o mesmo remate com assistência de Heitor. A seguir e para não variar de novo Quim cruzou da direita para Rúben furar por dois defesas mas depois a ficar desequilibrado sem conseguir finalizar.
Aos 30’ o Sra. da Hora fez o último contra ataque com muito perigo valendo a dobra no centro da defesa de Gonçalo.
O golo de Heitor chegou aos 38’, numa cabeçada perfeita respondendo a um cruzamento igualmente perfeito de Passos, com o avançado de Salgueiros a festejar efusivamente o regresso aos golos.
O Sra. da Hora ainda poderia ter marcado com um remate que sofreu um desvio e saiu a rasar o poste.
Antes do intervalo Nicola reclamou penalti ficando a ideia que o defesa que o carregou não tocou na bola.
A segunda parte trouxe um jogo menos interessante, com a qualidade do jogo salgueirista a decair um pouco e a equipa em momento e estender-se em demasia no relvado, criando uma grande clareira no centro do terreno.
No entanto, o arranque da 2.ª parte foi como já é praxe. Logo na jogada inicial, Nicola cruzou para cabeçada em mergulho de Heitor que teria que dar golo com a bola a entrar junto à barra… não fora uma defesa do outro mundo do guardião do Sra. da Hora. Na sequência do canto que resultou deste lance novo cruzamento de Nicola deu direito a nova tentativa de Heitor de cabeça, mas desta feita acertou mal na bola, tendo se calhar optado mal pela tentativa de jogo de cabeça em vez de remate com o pé.
Aos 55’ Monteiro cabeceou por cima após canto.
A partir dos 65’/70’ o Salgueiros encontrava espaço para contra ataques rápidos, aproveitando a tentativa de adiantamento no terreno do Sra. da Hora que tentava recuperar a desvantagem. Por muitas ocasiões o Salgueiros poderia ter matado o jogo, com situações de jogo em igualdade numérica e até superioridade contra os defesas locais, falhando sempre qualquer coisa para chegar a situação de finalização com sucesso.
Aos 75’ após cruzamento de Passos, Heitor tentou assistir no centro Rúben mas um corte em última instância evitou a finalização.
Aos 78’ o Sra. da Hora deu ares de perigo em jogada do lado direito com cruzamento perigoso.
Perto dos 80’ Quim Simões foi derrubado quando seguia isolado para a baliza vendo o defesa apenas o cartão amarelo. Aos 82’ Quim cruzou para a cabeçada de Carminé com o lance anulado por fora de jogo de forma duvidosa.
Já após a troca dos alas com as entradas de Pedrinho e Carminé, foi a vez de Heitor solicitar a substituição entrando Diogo, numa altura em que Figueiredo já jogava condicionado com queixas na coxa direita, conseguindo em esforço jogar até ao final.
Em cima dos 90’ Carminé bateu um livre de forma tensa com Pedrinho a desviar com perigo de cabeça ao primeiro poste, seguindo-se um último remate à figura de Freitas de um avançado do Sra. da Hora.
Já em descontos Diogo conduziu muito bem pelo flanco esquerdo, para entregar a Carminé na linha que cruzou rasteiro não encontrando Quim Simões por muito pouco.
Já no 4.º dos 5 minutos (incompreensíveis) de descontos, num golo inteiramente da cantera salgueirsita, Fábio colocou no flanco direito em Pedrinho, que abriu nas costas da defesa em Diogo que apesar da mancha do guarda-redes adversário colocou junto ao poste com classe. Golo festejado com Fernando Almeida, o aniversariante do fim de semana. Um golo que premeia a excelente entrada em jogo dos dois jovens do Salgueiros, e demonstrou que se tivesse havia mais algum acerto no último passe, o Salgueiros já poderia ter marcado nas muitas jogadas semelhantes de que dispôs na segunda parte.
Antes do final do jogo ainda tempo para uma expulsão para o Sra. da Hora, após entrada violenta sobre Figueiredo tentando vingar um lance que o árbitro não assinalou.
A vitória não se discute e o Salgueiros dispôs de imensas oportunidades para marcar golos. O Sra. da Hora pode queixar-se de alguma infelicidade na primeira parte, não sendo imerecido se tivesse marcado um golo, o que poderia complicar o jogo para o Salgueiros. Na segunda parte só alguma precipitação não permitiu ao Salgueiros resolver o jogo mais cedo, aproveitando o adiantamento no terreno do Sra. da Hora.
A luta pelo primeiro lugar ficou mais acesa, ficando tudo em aberto para os últimos 2 jogos, esperando-se agora uma grande onda de entusiasmo dos salgueiristas para os próximos 2 jogos.


DD - 2 - Passos
DC - 3 - Figueiredo
DC - 4 - Monteiro
DE - 5 - Moreira
MC - 6 - Fábio
MC - 7 - Gonçalo
MD - 8 - Artur
AC - 9 - Heitor
AC - 10 - Quim Simões
ME - 11 - Carminé
Treinador: Pedro Reis
Golos:
44' autogolo
59' Quim Simões
Subs:
45' 15 - Rúben por 8 - Artur
66' 17 - Pedrinho por 11 - Carminé
84' 18 - Diogo por 9 - Heitor
Suplentes não utilizados: Rui Alves, Eládio, Fernando Almeida, Nicola
Tarde de Sol para um jogo entre 2.º e 5.º, que nem por isso foi suficiente para ter bancadas bem compostas de público.
A jornada trouxe ao modelo 4-4-2 algumas novidades. Figueiredo tomou o lugar de Neto no centro da defesa, e nas alas surgiram Artur e Carminé, nos lugares de Nicola e Rúben.
A primeira parte merece um resumo curto, porque não teve grandes incidências. O jogo não foi bem jogado com o Gulpilhares muito organizado a defender e quase a prescindir de ter posse de bola, tentando sempre jogar em contra-ataque, nunca com sucesso. No entanto, a defender organizava-se bem e conseguia fazer bons momentos de pressão na zona da bola, no período de organização ofensiva do Salgueiros. Isto trazia um problema que já se tem manifestado em jogos recentes anteriores: dificuldade em sair na zona de pressão e perdas de bola em zona intermédia do campo, muitas vezes por falta de linhas de passe com os jogadores do Gulpilhares a conseguirem superioridade numérica em espaços curtos.
A alternativa era o jogo directo, muitas vezes tentado por Monteiro, ou passes longos de ruptura de Fábio, alternativa essa que falhou consecutivamente. Nas alas Carminé e Artur raramente conseguiam desequilíbrios individuais e quando o conseguiram os cruzamentos saíram sem sucesso.
Com o Gulpilhares inofensivo a atacar, este conjunto de circunstâncias tornavam o jogo muito 'encaixado' e desinteressante.
Só aos 39' Artur rematou desde o flanco esquerdo de forma cruzada com algum perigo.
Aos 43' a melhor oportunidade para o Sagueiros surge num lance de insistência em que a bola sobrevoa a área do Gulpilhares , Heitor ganha posição em frente ao guarda-redes, toca para Quim Simões, que apertado por um defesa na quina da pequena área encheu o pé mas a bola saiu por cima.
Em cima do intervalo, chegou o auto-golo que punha o Salgueiros em vantagem: uma tentativa de alívio de um defesa saiu uma 'rosca' e levou a bola muito por alto em direcção ao guarda-redes, que com medo de ser considerado atraso tentou aliviar a pontapé, falhando o contacto com a bola prejudicado pelo Sol de frente, acabando esta por bater no relvado e ganhar efeito em direcção à baliza. Um golo estranho e que deixava o Salgueiros em vantagem na primeira parte, de forma algo imerecida, dado que apesar de dominar o jogo tinha criado poucas ocasiões.
O Gulpilhares pode queixar-se neste lance de ter um jogador no relvado lesionado ao qual o árbitro não permitiu assistência, mas era a este que cabia interromper o jogo e não aos jogadores do Salgueiros, visto que já com ele no chão ainda houve um ataque do Gulpilhares e o jogo esteve interrompido para o pontapé de baliza que se seguiu e deu origem finalmente ao auto.golo.
Após o golo concretizou-se a substituição que já estava alinhada antes deste, com a entrada de Rúben para o lugar de Artur.
Sem surpresas o Salgueiros regressou melhor para a segunda parte, com melhor troca de bola no centro de terreno, e finalmente a conseguir colocar alguns passes certeiros nas costas da defesa contrárias, que regressou do intervalo bastante mais subida no terreno. Apesar disso faltava ainda o acerto no último passe ou cruzamento, que permitisse uma situação de finalização.
Aos 54' após desatenção defensiva é mesmo o Gulpilhares que consegue ter a bola dentro da área salgueirista, e só uma grande recuperação e corte temerário de Gonçalo evitam males piores, saindo o n.º 7 salgueirista magoado do lance.
Aos 59' finalmente o último passe saiu e foi dos pés de Heitor, com a defesa do Gulpilhares a tentar o fora de jogo demasiado perto do meio campo, e a ser batida pela qualidade do passe e rapidez de Quim Simões. Este apesar de agarrado inicialmente não se deixa cair, avança com a bola e com o guarda-redes já fora da pequena área, coloca-lhe a bola por cima. Um golo que premeia Heitor, arredado dos golos há algum tempo, com mais uma assistência que se estão a tornar num bom hábito, e Quim Simões com mais um golo de belo efeito para o álbum de recordações, com o jovem de Matosinhos cada vez mais próximo da forma fulgurante com que iniciou o campeonato.
Era o melhor período do Salgueiros e logo no minuto seguinte Quim Simões colocou nas costas do último defesa para a corrida de Caminé que em velocidade chega primeiro à bola, e em cima da linha da área tenta colocar em jeito (talvez chapéu?), mas a bola saiu com força por cima.
A grande oportunidade do Gulpilhares surge aos 67', com um bom contra ataque conduzido pelo flanco esquerdo, que apanha a equipa do Salgueiros muito fora de posição, com toda a equipa a descair para o flanco da bola. O Gulpilhares tira bem a bola do flanco e surge no centro numa situação de 3x1, em que o defesa do Salgueiros era Heitor (!!!). O jogador que recebe no centro opta por rematar de primeira, mas a bola saiu ao lado, quando tinha espaço e tempo para fazer muito melhor.
Com as substituições no Gulpilhares os visitantes cada vez arriscavam mais posicionalmente e mais espaço havia para o Salgueiros atacar. Aos 73' a situação piorou com uma lesão que os deixou a jogar com 10 jogadores o resto do jogo.
Aos 77' um bom cruzamento de Passos permitiu a Rúben cabecear em grande posição, mas ao lado.
Aos 80' Freitas fez a única (e boa) defesa digna desse nome após cabeçada na pequena área com perigo.
Aos 81' um bom passe isola Rúben que avança em velocidade e remate forte, para a melhor defesa da tarde para o guardião do Gulpilhares.
Era um momento de sucessão de ataques do Salgueiros, que só por alguma precipitação não deram mais golos, como numa grande jogada de Pedrinho na direita em que o cruzamento saiu largo demais, ou num cruzamento de Heitor da esquerda para Quim que atrapalhado por um defesa, falhou o domínio de peito quando provavelmente podia ter cabeceado.
Aos 84' entrou Diogo para o lugar de Heitor, e logo furou novamente a defesa em linha do Gulpilhares isolando Passos, que acabou por optar por rematar de pé esquerdo na passada, mas ao lado.
Logo a seguir, para terminar as situações no jogo, Monteiro rematou quase do meio campo aproveitando o adiantamento do guarda-redes, com este a falhar a defesa e o golo a só não acontecer por a bola sair a rasar o poste.
No final a vitória ajusta-se perfeitamente e na última meia hora o Salgueiros teve mais do que oportunidades para merecer vencer o jogo folgadamente. O Gulpilhares deu boa réplica enquanto se manteve mais preocupado em defender, abrindo muitas brechas quando tentou ir atrás do resultado.
No entanto, como também vem sendo hábito, enquanto o adversário se manteve em postura mais fechada a equipa sentiu muitas dificuldades em ter fluidez de jogo, optando vezes em demasia por jogo directo, que teve praticamente sucesso nulo, com muita imprecisão nos passes. É também notório o mau momento anímico que alguns jogadores atravessam, com muita falta de confiança que os impede de renderem aquilo que já renderam este época. A falta de consistência da equipa, principalmente quando ainda está a jogar em ataque posicional, naturalmente dificulta a entrada de qualquer elemento no 11 e fica difícil que o individual sobressaia quando o colectivo está com problemas.
Por outro lado é notório o poderio da equipa quando os adversários já estão algo desgastados e o Salgueiros opta por jogar com transições ofensivas muito rápidas. É neste estilo de jogo de maior frenesim e de algum risco adicional na defesa que a equipa tem feito segundas partes com outra velocidade e determinação, criando múltiplas oportunidades de golo.
Ficam a faltar 3 jogos e o desafio será não perder a concentração e assegurar matematicamente o 2.º lugar o mais rapidamente possível.


DD - 2 - Passos
DC - 3 - Neto
DC - 4 - Monteiro
DE - 5 - Moreira
MC - 6 - Fábio
MC - 7 - Gonçalo
MD - 8 - Nicola
AC - 9 - Heitor
AC - 10 -Quim Simões
ME - 11 - Rúben (capitão)
Treinador: Pedro Reis
Golos:
62' Rúben
82' Pedrinho
Subs:
44' 1 - Rui Alves por 24 - Freitas
45' 15 - Carminé por 6 - Fábio
45' 17 - Pedrinho por 8 - Nicola
Suplentes não utilizados: Paulo Barbosa, Artur, Fernando Almeida, Diogo
Numa tarde em que o frio e a chuva deram tréguas, os adeptos salgueiristas compareceram animados, mas saíram desiludidos.
A bancada era cómoda e foi aberta aos salgueiristas, mas o relvado natural não antecipava nada de bom, sendo que nesta época a equipa nunca soube praticar o mesmo futebol em relva natural que em relva sintética. Para ajudar, além da relva estar muito alta, a irregularidade e as peladas faziam com que a bola não rolasse e andasse sistematicamente aos saltinhos, dificultando passes e recepções.
O Salgueiros mantinha como modelo o 4-4-2 com duas caras novas: Rúben de início na ala esquerda onde tinha alinhado Bessa contra o Bougadense, e Neto ao lado de Monteiro sendo preterido Paulo Barbosa.
O jogo começou dividido e mostrava um bloco muito compacto do Castêlo a defender, com a defesa muito subida deixando muito poucos espaços livres para o Salgueiros trocar a bola no centro do campo.
O bloco subido servia também para tentar sistematicamente deixar os avançados do Salgueiros em fora de jogo, o que conseguiram com algum sucesso. Umas vezes por ineficácia e lentidão dos passes de ruptura do Salgueiros, outras por más decisões dos fiscais de linha – as duas situações verificaram-se durante todo o jogo.
Aos 13' um grande passe de Moreira ainda de trás do meio campo consegue colocar Gonçalo nas costas da defesa em boa posição, mas a boa saída do guarda-redes evitou a finalização.
Pouco depois aos 22' Quim Simões arrancou atrás do meio campo e fintou um jogador, avançando em velocidade para a área. Entretanto os dois defesas que acompanham o lance deixam Heitor isolado no centro e vão pressionar Quim que não coloca logo em Heitor, finta um dos defesas e avança um pouco mais até dentro da área, cruzando de pé esquerdo mas não suficientemente atrasado para evitar a defesa do guarda-redes.
O Castêlo começou a partir dos 25' a ganhar mais bolas divididas no centro do terreno jogando rapidamente na frente a seguir. Aos 27' Freitas escorregou fora da área quando saiu para aliviar um lance a pontapé e foi Monteiro quem cortou a recarga que foi feita com pouca força.
A melhor jogada do Salgueiros na primeira parte surgiu aos 30'. Gonçalo quebrou a linha de fora de jogo com um grande passe para Passos na direita, que dominou muito bem e logo ao segundo toque cruzou para o centro da área. Aí a movimentação foi perfeita: Heitor ao 1.º poste, Quim ao 2.º, Rúben um pouco atrás da marca de penalti. Foi para a este último que a bola chegou, que peitou para o centro onde surgiu Gonçalo que depois da bola saltar no chão não conseguiu mais do que rematar muito por cima.
Foi no minuto seguinte que o Salgueiros ficou a perder, numa jogada que iniciou na direita do ataque do Castêlo, com o avançado a passar por Moreira e com Heitor a chegar um milisegundo tarde para a dobra. Na pequena área o avançado tenta um 1.º remate acrobático que deixa a bola morta. Neto tenta das vezes o alívio sem sucesso, um deles contra o jogador que está no chão, e é um segundo jogador que aparece para marcar.
A partir do golo o Salgueiros desuniu-se e imperou a desorganização. A equipa quebrou o bloco, alargam-se as distâncias entre sectores e abriram-se clareiras no meio campo. O Salgueiros beneficiou de 2 ou 3 cantos em que não conseguiu criar perigo.
Por duas ou três vezes apareceram jogadores do Castêlo em contra ataque em superioridade numérica contra os defesas salgueiristas. No último desses lances, as 43', e após várias hipóteses de matar o lance no flanco esquerdo a bola sobrou para o centro onde estão 2 para 1 conta Passos. A bola é colocada no jogador da ala que Passos ainda consegue interceptar, mas perde duas vezes nos ressaltos que antecedem o remate do 2x0.
Seguiu-se substituição de Freitas que já estava magoado há algum tempo após embate contra o poste.
Logo a seguir agrava-se o descontrolo do Salgueiros, com nova jogada de 3 para 2 que Moreira corta para canto no centro da área, em zona de compensação dos centrais.
Nos dois cantos que se seguiram o Castêlo de novo criou situações de finalização com algum perigo. A primeira foi evitada por corte de Passos em esforço e na segunda o remate saiu com muito perigo mas por cima.
O intervalo trouxe duas caras novas, Pedrinho e Caminé, antevendo-se como tem sido hábito ultimamente uma entrada fulgurante na 2.ª parte.
Uma grande oportunidade chegou cedo, aos 52', com um passe à largura do terreno a cruzar a defesa do Castêlo sem intercepção, numa das poucas falhas que teve em todo o jogo. Heitor recebeu isolado, entrou na área contemporizou duas vezes com calma para tentar sentar o guarda-redes mas finalmente quando tentou colocar no poste mais distante a bola saiu ao lado.
Era um momento de grande assédio do Salgueiros à defesa contrária, que só esporadicamente atacava, como aconteceu aos 55' com algum perigo, com a bola a bater na terra e a quase trair Rui Alves.
O golo que se adivinhava surgiu aos 62', após um remate que saiu fraco de Gonçalo, com Quim a intercepta-lo muito bem, dominou e rematou para primeira defesa do guardião adversário, que deixou a bola ao alcance de Rúben que surgiu bem para reduzir a desvantagem.
A partir daqui começou a jogar-se bastante menos. Foi pouco o tempo útil jogado: muitas “lesões”, muitas assistências em campo, substituições lentíssimas e a arbitra a tardar o jogo 1 ou 2 minutos de cada vez que tinha que mostrar um cartão amarelo.
Aos 58' após jogada de insistência, Passos cruzou de trivela para Heitor cabecear na esquina da pequena área para boa defesa do guarda-redes para canto. Na sequência do canto e após insistência, Carminé cruzou muito bem para Rúben que por muito pouco não conseguiu chegar a tempo de tocar para golo à entrada da pequena área.
Com as paragens sucessivas do jogo o Salgueiros perdeu um pouco de fulgor e só aos 82' conseguiu empatar o jogo. Nesta altura a equipa já tinha deixado de devolver a bola cada vez que um jogador do Castelo se 'lesionava'. Foi Monteiro quem colocou na esquerda em Heitor por cima da defesa que recebeu de peito e colocou com gentileza de pé esquerdo na cabeça de Pedrinho, que na pequena área finalmente se estreou a marcar nesta época.
Até ao final, incluindo os 7' minutos de desconto, o Salgueiros ainda marcou mas com o golo bem anulado por mão de Monteiro, e conseguiu isolar de novo Heitor que foi derrubado com aparato pelo guarda-redes, com o lance anulado por fora de jogo que pareceu não existir. Num cruzamento remate o Castêlo também criou algum perigo mas Monteiro evitou perto da linha de golo males maiores.
O empate é justo e mais uma vez o Salgueiros entrega pontos por prestações sofríveis na primeira parte dos jogos, apresentado um ritmo e entrega totalmente diferentes quando regressa do intervalo.
Se é verdade que o Castêlo foi feliz nos golos que conseguiu, em ambos beneficiando de ressaltos, também teve outras oportunidades em que criou perigo.
Mesmo dando o benefício da duvida pelo terreno com relva natural e estado do mesmo, parece evidente que o Salgueiros não atravessa um grande momento, mostrando fragilidades a defender e a construir jogo. A equipa está a sofrer golos com demasiada facilidade e isso está a tirar-lhe confiança. Na prática os golos do Salgueiros têm surgido em momentos que grande balanceamento ofensivo, já com grande risco e atrás do resultado, e não nos períodos de jogo em que a equipa está com a sua organização base e a jogar em ataque mais apoiado, normalmente com as equipas adversárias ainda muito fechadas.
A próxima sequência de 3 jogos seguidos no Estádio do Sra. da Hora, um na condição de visitante, terão que servir para a equipa se galvanizar para uma ponta final de campeonato que devolva o entusiasmo ao adeptos, e garanta o objectivo essencial da temporada: subida de divisão.


DD - 2 - Passos
DC - 3 - Barbosa
DC - 4 - Monteiro (Capitão)
DE - 5 - Moreira
MC - 6 - Fábio
MC - 7 - Gonçalo
MD - 8 - Nicola
AC - 9 - Heitor
AC - 10 -Quim Simões
ME - 11 - Bessa
Treinador: Pedro Reis
Golos:
45' Rúben
67' Rúben
83' Quim Simões
Subs:
42' 15 - Rúben por 11 - Bessa
62' 17 - Pedrinho por 8 - Nicola
81' 16 - F. Almeida por 7 - Gonçalo
Suplentes não utilizados: Rui Alves, Neto, Figueiredo, Artur
19.º da convocatória: Diogo
Mais uma tarde chuvosa, mais um bilhete de 5€, mais uma bancada vazia e um lado do campo com piso aceitável onde se estar, mas a decisão dos visitados foi encherem os cofres e porem os salgueiristas a “pastar” num canto do campo ensopado, apoiando o Salgueiros com os pézinhos em água.
No onze uma única alteração, com a saída de Carminé e a entrada de Bessa para a ala esquerda, com o 4-4-2 que vai flutuando entre o modelo clássico e o desenho em losango, nesta semana bem mais próximo desta segunda alternativa.
O jogo começou com Gonçalo a mostrar-se mais número 10, conduzindo muito bem a bola, passando por um defesa e assistindo para Bessa na esquerda, que rematou de primeira muito por cima. Aos 9’ de novo o Salgueiros marcou presença na área adversária com um livre de Passos a descobrir Fábio sozinho do segundo poste, mas a bola a chegar-lhe um pouco alta e para o pé esquerdo evitou que conseguisse finalizar para a baliza. Se deixasse passar a bola provavelmente Bessa teria óptimas condições para marcar.
A chegar aos 15’ o Bougadense equilibrou o jogo e numa sucessão de 3 cantos criou algum perigo, nomeadamente no 2.º onde num remate de ressaca quase marcava, valendo a defesa de Freitas – claramente a defesa da tarde – que numa excelente estirada no chão evitou o golo.
No entanto, mesmo sem o Bougadense pressionar muito ou atacar com grande talento, o Salgueiros mostrava alguma descoordenação no centro da defesa, mesmo em jogadas aparentemente controladas. Numa dessas jogadas, aos 21’, os jogadores do Bougadense reclamaram mão na área de Paulo Barbosa.
A primeira parte ia seguindo com muita luta na disputa de todas as bolas, mas sem se jogar muito bem.
Aos 33’ Passos colocou no flanco direito para Quim Simões que faz um remate (ou seria cruzamento para Heitor?) que saiu com algum perigo, mas por cima da baliza.
No minuto seguinte chegou o balde de água fria, com uma falha no miolo defensivo salgueirista, que permitiu que a bola sobrasse para o avançado do Bougadense que isolado marcou sem dificuldade. Um golo com alguma felicidade no ressalto e fruto de um momento de desconcentração defensiva.
A reacção do Salgueiros não foi muito positiva. A equipa subiu um pouco no terreno mas o máximo que conseguiu fazer fora 2 cruzamentos de muito má qualidade. Atrás, novamente ia surgindo a espaços intranquilidade, como aos 39’ com uma falha de Paulo Barbosa a permitir a um avançado correr sozinho pela direita e ter posição para cruzar, mas ser ter ninguém na área para finalizar. Com o onze titular a não conseguir reagir, Pedro Reis tentou mudar alguma coisa, lançando Rúben no lugar de Bessa, sendo este mesmo a conseguir empatar o jogo aos 43’. Após um livre directo de Heitor que bateu na barreira, a bola sobrou para Nicola que na cara do guarda-redes atirou com estrondo à barra. Após o alívio da defesa, Passos colocou em Nicola que ganhou velocidade e cruzou rasteiro, para Rúben esticar a perna esquerda e marcar o empate. Ao fim de já varias tentativas Pedro Reis via coroada de êxito uma substituição feita em cima do intervalo.
Ainda antes do intervalo um cruzamento de Passos quase encontra finalização com sucesso por Monteiro.
Como já é quase imagem de marca da equipa nos últimos tempos, a segunda parte trouxe desde logo um Salgueiros mais agressivo, acumulando desde cedo oportunidades de golo.
Aos 46’ de fora de área Gonçalo fez um grande remate a que o guardião do Bougadense respondeu com uma grande defesa para canto. Na sequência do mesmo, Fábio cabeceou com muito perigo mas por cima. A terceira oportunidade surgiu num grande contra ataque do Salgueiros, com Rúben a conduzir em velocidade o jogo queimando muitos metros, entregando finalmente a Nicola que cruzou bem para Heitor que rematou de primeira mas à figura.
Infelizmente e quando não seria de prever, o ascendente do Salgueiros é cortado pelo 2.º golo do Bougadense, numa jogada em que a equipa do Salgueiros é apanhada em contra-pé e tentou colocar o avançado em fora de jogo sem sucesso – o passe do meio campo no flanco esquerdo isolou o avançado que rematou sem hipótese de defesa.
Seguiu-se a entrada de Pedrinho para o lugar de Nicola, com o losango do meio campo a ficar composto por Fábio, Rúben, Gonçalo e Pedrinho.
A agressividade da equipa subiu e a intensidade do jogo salgueirista também, com o Bougadense a ser empurrado para trás novamente.
Aos 66’ Monteiro poderia ter marcado, mas cabeceou por cima, após livre marcado por Passos.
Logo a seguir aos 67’, surgiu de novo o empate. A bola é colocada em Quim Simões que aparece liberto no flanco direito dentro da área, assiste Rúben que surgeno centro da área e marca na passada. Um bis mais do que merecido, para um jogador que tem entrado sempre para mexer nos jogos, que traz sempre melhorias significativas na posse de bola da equipa e na concretização de tabelas simples e em progressão. Aliado a isso, um jogador que mostra sempre muita Alma em campo, o que lhe granjeia muito carinho das bancadas.
Aos 70, após passe de Passos na zona central, Gonçalo desfez-se de um adversário e rematou fraco e à figura de pé esquerdo, quando tinha Heitor na área em boa posição a quem poderia ter passado.
Era um período de grande intensidade do Salgueiros, com a equipa colectivamente verdadeiramente empenhada em ir atrás dos 3 pontos, encostando o Bougadense às cordas.
Aos 76’ após grande jogada colectiva com Monteiro, Pedrinho e Rúben a combinarem na direita, este assistiu Fábio que rematou bem e de primeira, mas um pouco por cima. Logo a seguir foi Pedrinho, que novamente entrou muito bem na equipa, a conduzir uma jogada pelo centro e a servir Rúben, que depois de fintar um defesa rematou de pé esquerdo, mas à figura. Via-se em campo um Pedrinho de peito feito e cabeça levantada, a distribuir jogo com eficácia e rapidíssimo nas transições ofensivas, aproximando-se das enormes expectativas que existiam em torno do seu rendimento no início da época.
A última substituição chegou aos 81’, com Gonçalo a sair após uma lesão no ombro, completando mais um jogo de entrega total, sendo o autêntico dínamo da equipa, sendo capaz de fazer dobras aos defesas e na jogada seguinte estar a finalizar na área adversária. Num jogo em que assumiu mais a condução do jogo com bola no pé, posicionando-se como o vértice mais avançado do losango. Espera-se que a lesão seja recuperável com brevidade.
Foi logo a seguir que o recém entrado Fernando Almeida, recebeu de Monteiro no flanco direito e arrancou um cruzamento perfeito, teleguiado à cabeça de Quim Simões que mergulhou para o golo da vitória. Após 5 jogos sem marcar, um jogo com uma assistência e o golo da vitória deverão dar a Quim Simões ânimo redobrado para jogar os últimos 5 jogos do campeonato em nível elevado.
Daí até ao final o Salgueiros geriu o jogo, fazendo alguma perda de tempo propositada e sendo penalizado por isso com alguns cartões. Após algum nervosismo no período inicial após marcar o golo, a equipa tranquilizou-se e melhorou a gestão do jogo até ao final, nunca permitindo ao Bougadense criar perigo. Foi também nos 7’ mais 5 de descontos em que o Salgueiros esteve a ganhar, o único momento do jogo em que a equipa teve algum apoio do público, ainda que incipiente.
Em semana anterior à folga o Salgueiros conquista uma vitória importantíssima, graças a uma grande segunda parte, com algumas exibições individuais de algum destaque, mas essencialmente um colectivo fortíssimo, a acreditar e a lutar pela vitória com uma intensidade tremenda. Se tanto teve que lutar pela vitória a equipa tem que se queixar de si própria e da forma algo permissiva como sofreu dois golos. Em termos de modelo de jogo a equipa vai sofrendo pequenas mutações e neste momento apresenta um futebol pouco flanqueado, sendo notório que surgem poucas bolas cruzadas para a área para aproveitar o futebol aéreo de Heitor. Para compensar naturalmente as iniciativas de jogo interior e em progressão pela zona central aumentam, e o lançamento de Pedrinho e Rúben no meio campo nos últimos jogos tem lançado a confusão geral na organização defensiva adversária, em momentos que o Salgueiros também arrisca tudo e aposta com muito risco na vitória. Veremos como evolui este modelo de jogo daqui para a frente.
Ficam a faltar 5 finais e mesmo à condição (com mais 2 jogos), o Salgueiros volta a ser 1.º.


DD - 2 - Passos
DC - 3 - Barbosa
DC - 4 - Monteiro (Capitão)
DE - 5 - Moreira
MC - 6 - Fábio
MC - 7 - Gonçalo
MD - 8 - Nicola
AC - 9 - Heitor
AC - 10 -Quim Simões
ME - 11 - Carminé
Treinador: Pedro Reis
Golos:
87' Passos
Subs:
62' 15 - Rúben por 8 - Nicola
62' 17 - Pedrinho por 11 - Carminé
74' 16 - F. Almeida por 7 - Gonçalo
Suplentes não utilizados: Rui Alves, Neto, Rui Lima, Bessa
Começando pelo menos agradável: as condições para assistir ao jogo eram escassas e os 5€ do ingresso davam para optar entre ver guarda-chuvas e cerca de dois terços do campo ou ver o futebol aos quadradinhos colado à rede, em qualquer dos casos sob chuva incessante.
Tendo em conta estas condições será natural que a exactidão desta crónica de jogo possa ser questionada, não havendo o apoio de imagens vídeo gravadas para facilitar a descrição dos momentos mais relevantes do jogo.
O Salgueiros apresentou-se em casa do 4.ª classificado Perafita com o mesmo onze e disposição táctica da jornada anterior.
O terreno estava pesadíssimo e desde cedo o Salgueiros mostrava muitas dificuldades em avançar no terreno, ou mesmo em colocar bolas na frente.
O Perafita começou muito melhor e logo ao 2’ teve a sua mais flagrante oportunidade: após um canto há um jogador coloca na área apanhando a defesa do Salgueiros em contra-pé, encontrando um colega totalmente isolado. Algo deslumbrado com a posição em que estava acabou por parar, e quando tentou fintar Freitas já o fez sem velocidade, com o guarda-redes salgueirista a fazer a mancha perfeita matando o lance. Houve protestos de grande penalidade dos jogadores do Perafita.
Aos 9’ após ganharem de novo a segunda bola o Perafita faz um remate de ressaca perigoso.
Após um grande passe em profundidade para o flanco direito, aos 23’, um avançado do Perafita ganhou a Barbosa em velocidade e conseguiu um excelente cruzamento para dois jogadores que chegavam em situação de finalização, com Freitas a ter que fechar o primeiro poste. Valeu o grande corte de Monteiro na ocasião.
Aos 28’ um jogador do Perafita descaído pelo flanco esquerdo faz um grande remate, que saiu a rasar o ângulo da baliza de Freitas.
Era uma primeira meia hora muito difícil para o Salgueiros, com clara dificuldade em criar situações de ataque: o terreno pesado tornava muito difícil levantar a bola e colocar nos avançados, ao mesmo tempo que uma defesa do Perafita fortíssima fisicamente ia ganhando muitos duelos, na defesa e até no meio campo.
Só aos 30’ o Salgueiros se aproximou da baliza adversária pela 1.ª e única vez na 1.ª parte. Após cruzamento da direita, Heitor recebeu dentro da área de costas para a baliza, aguentou a bola 2 ou 3 segundos à espera de apoio frontal a quem entregar para rematar mas ninguém apareceu. Finalmente tocou para o lado para Carminé que em boa posição mas muito apertado pelo defesa, tocou para a baliza mas a bola saiu ao lado.
Os restantes 15’ da primeira parte foram de fraca qualidade. O Salgueiros parecia ter acertado as marcações e bloqueava as tentativas de ataque do Perafita, mas quer quando tentava jogar mais apoiado ou em jogo mais longo, não tinha sucesso nos processos ofensivos.
Aos 34’ o último sinal de perigo para o Perafita, com um passe muito longo que Monteiro levava controlado, mas a jogada complicou-se quando deixou a bola bater no chão. Esta perdeu altura e o atraso de cabeça para Freitas já saiu curto e o guardião salgueirista teve que se empenhar para conseguir evitar a intercepção de um avançado do Perafita.
3’ após um mau alívio da defesa da casa permitiu a Heitor recuperar a bola em óptima posição, mas perdeu-a quando tentava fintar um defesa e entrar na área.
O início da segunda parte foi o que já é quase imagem de marca desta equipa nos últimos jogos: entrada a todo o gás e rapidamente criação de oportunidades de golo, que nas 1.ª partes parecem impossíveis de aparecer.
Logo aos 47’ uma jogada excelente de futebol colectivo, com Heitor a receber e temporizar na quina da área, solicitando a desmarcação de Carminé. O ala esquerdino arrancou um cruzamento perfeito junto à linha de fundo ao qual Quim Simões respondeu de cabeça, direccionando a bola junto à base do poste, para boa defesa do guarda-redes contrário.
Aos 51’ foi Passos quem cruzou do flanco direito para cabeçada de Heitor em boa posição que saiu à figura.
O Perafita mantinha-se no jogo e ia jogando bolas longas, essencialmente para o flanco esquerdo da defesa salgueirista. Num desses lances, a bola fica dominada por um jogador do Perafita junto à linha lateral – os jogadores do Salgueiros tentam rodeá-lo acabando por fazer 3 contra 1. Com boa técnica o jogador consegue colocar por cima de dois salgueiristas e colocar um companheiro em posição de golo, apesar de com pouco ângulo descaído para a direita. Freitas tentou cobrir o ângulo e o avançado acabou por rematar ao lado, numa óptima posição para fazer golo.
Aos 62’ Pedro Reis apostou na fórmula que teve sucesso na jornada anterior e lançou Pedrinho e Rúben no jogo. A partir sensivelmente desta altura, o Salgueiros ganhou o ascendente no jogo e levou o jogo para ser jogado apenas no meio campo do Perafita, acelerando o jogo e começando a estar com muito mais presença próximo da área do Perafita.
Primeiro foi Moreira aos 67’ que fez um grande cruzamento com dois jogadores do Salgueiros soltos na área, mas o lance foi cortado ao primeiro poste.
Aos 69’ em resultado de combinação entre Gonçalo e Rúben, este deixou de calcanhar para Heitor que fez um remate perigoso.
Em contra ciclo com o jogo o Perafita esteve perto de marcar quando um avançado ficou solto na área e cabeceou ao ângulo, com Freitas a conseguir evitar o golo dando uma sapatada na bola contra a trave. A mesma pingou para a frente e foi Moreira quem impediu a recarga aliviando a ola para a frente.
Mas o jogo nesta altura só dava Salgueiros, seguindo-se livres directos em posição perigosa de Heitor e Rúben, ambos sem criarem perigo.
Já com Fernando Almeida a fazer um trio de avançados com Heitor e Quim o Salgueiros continuou a pressionar. Aos 77’ após canto na direita Heitor mergulhou dentro da área para cabeçada à peixe com a bola a sair a rasar a barra, num lance que seria indefensável se a bola fosse à baliza.
Aos 81’ foi a vez do Perafita ter nova ocasião de perigo com uma cabeçada a rasar a barra.
Seguiu-se um lance em que um cruzamento de Quim foi cortado por um defesa do Perafita muito próximo da bola, com o #10 salgueirista a reclamar grande penalidade.
Era já uma altura em que o guarda-redes do Perafita fazia por tardar o jogo, parecendo satisfeito com o empate, apesar de alguns avisos dos colegas para se apressar.
Aos 86’ Fernando Almeida ganhou na direita e cruzou com conta, peso e medida para Rúben rematar à entrada da área em jeito muito colocado, para óptima defesa do guardião contrário.
Era o prenúncio do golo que chegava aos 87’, num lance em que a bola foi cruzada para o miolo da área obrigando o guarda-redes a sair da linha de golo para cortar. Ainda fora da área, vendo o adiantamento do guarda-redes contrário, Passos cabeceia por cima da molhada de jogadores que estavam na área, marcando de cabeça um chapéu fenomenal, que permitiu trazer os 3 pontos para casa. Um prémio mais que justo para um jogador crucial da equipa e que ainda não tinha marcado neste ano, apesar de pautar a sua época por um regularidade tremenda, contando já com 5 assistências para golo.
Até ao final foi o Salgueiros que se manteve no ataque, e até marcou de novo por Quim Simões, de calcanhar, com o lance anulado por fora de jogo. Ainda surgiram mais 2 ou 3 situações de algum perigo, com o Perafita lançado no ataque, mas essencialmente o interessante foi gerir os últimos minutos de jogo com a bola longe da baliza de Freitas.
Foi uma vitória esforçada, em condições muito difíceis e que permitem deixar um adversário directo a uma distância que terá que ser impossível de recuperar. O Perafita tem de facto uma equipa fortíssima fisicamente e bem adaptada a um futebol distrital mais musculado, não deixando de ter 2 ou 3 oportunidade soberanas de marcar, que poderiam ter dado outro desfecho ao encontro.
Para o Salgueiros foi a melhor forma de iniciar a série difícil de 3 jogos seguidos fora, restando agora 6 finais para ganhar e continuar na disputa pelo 1.º lugar e pela subida de divisão.


DD - 2 - Passos
DC - 3 - Barbosa
DC - 4 - Monteiro (Capitão)
DE - 5 - Moreira
MC - 6 - Fábio
MC - 7 - F. Almeida
MD - 8 - Nicola
AC - 9 - Quim Simões
MC - 10 -Pedrinho
ME - 11 - Artur
Treinador: Pedro Reis
Golos:
68' Heitor
Subs:
40' 17 - Heitor por 11 - Artur
60' 13 - Passos por 2 - César
88' 16 - Rúben por 6 - Nicola
Suplentes não utilizados: Rui Alves, Neto, Gonçalo, Bessa
19.º da convocatória: Diogo
A tarde começou mal logo de início, com os salgueiristas a serem convidados a ver o jogo em pé, ou numa mini bancada onde não se via 1/4 do campo. Situação bem simpática em dia de ameaça de chuva, quando do outro lado do campo havia uma bancada coberta, com cadeiras, com mais de metade dos lugares vazios… com a facilidade que seria dividir a bancada coberta, não se entende o porquê de tal não ser feito, e dar algum conforto a quem paga 5€ por um jogo de 6.ª divisão nacional.
De volta ao 4-2-3-1, a equipa apresentou-se bastante mudada: César estreou-se a lateral direito, Fernando Almeida jogou ao lado de Fábio, Artur no flanco esquerdo, Pedrinho na posição 10 e Quim Simões sozinho na frente.
O jogo começou muito disputado a meio campo, com bastante luta mas com muito poucos passes consecutivos para qualquer das equipas.
O Salgueiros conseguiu a primeira jogada na área adversária aos 12’, com Fábio a colocar em Quim Simões na esquerda que cruzou muito largo sem aparecer ninguém no 2.º poste. Mas quem atira primeiro à baliza é o S. Félix aos 15’, numa boa cabeçada após um canto que Freitas defendeu bem para canto.
Até ao final da primeira parte o Salgueiros foi tentando, sem resultados, penetrar no meio campo adversário. As tabelas pelo centro sistematicamente não funcionavam e a equipa acabava a jogar directo para Quim Simões, que cedo se começou a desgastar contra a defesa contrária quase nunca ganhando os lances. Quando tal acontecia, foi faltando o apoio para disputar a 2.ª bola. Sem sucesso a atacar, a posse de bola do Salgueiros foi-se tornando lenta e com pouca profundidade.
Aos 30’ o S. Félix adianta-se no marcador. Um dos mais lutadores do S. Félix ganha um lance a César em aparente jogo perigoso (baixou a cabeça à altura do pé de César), cruzou rasteiro nas costas de Monteiro, que não conseguiu cortar, para a entrada da área onde com 3 avançados para 2 defesas, o jogador recebeu com tranquilidade e colocou junto ao poste.
Infelizmente o golo nada trouxe de novo à toada do jogo, e o Salgueiros ia tentando mas não criava perigo. Aos 40’ saiu Artur para a entrada de Heitor, com Pedrinho a descair para o flanco esquerdo.
Só em cima do intervalo após um canto, Monteiro cabeceou muito por cima, respondendo a cruzamento de Heitor. O balanço da primeira parte para o Salgueiros em termos ofensivos era confrangedor.
Lembrando Guilhabreu ou o jogo com o Rates, o Salgueiros da 2.ª parte foi outro, e foi outro desde o 1.º minuto. Na única jogada em que a progressão em tabelas funcionou pelo centro do terreno, Pedrinho tabelou com F. Almeida que o isolou na cara do guarda-redes contrário, mas o 10 salgueirista rematou à rede lateral, na melhor oportunidade para o Salgueiros em todo o jogo.
Aos 56’ Heitor conduziu na esquerda, depois entregou para Moreira que cruzou bem, com Pedrinho a tentar chegar de cabeça acabando por atrapalhar Quim Simões que estaria talvez em melhor posição.
Pouco depois Quim Simões rematou um pouco ao lado desde a meia lua, perto do poste após jogada de insistência com passe final de F. Almeida.
Seguiu-se a entrada de Passos para o lugar de César, numa altura em que Pedrinho já jogava de novo no centro do terreno.
Após jogada de insistência atacante, Moreira que era nesta altura já praticamente um extremo esquerdo, cruzou para a área com Nicola a não conseguir desviar no centro e Quim a chegar ligeiramente atrasado ao segundo poste para marcar. Era claramente o melhor momento do Salgueiros na partida, que teve sequência num remate de Pedrinho que saiu à figura e num cruzamento tirado em cima da linha de fundo por Nicola, que Heitor não conseguiu desviar ao 1.º poste por pouco.
Após um primeiro amarelo por ter impedido o seguimento do jogo, um jogador do S. Félix insistiu durante alguns minutos em protestos e bocas ao árbitro até que o árbitro lhe mostrou o vermelho, ficando o S. Félix a jogar com 10 a partir dos 67’. No livre subsequente o Salgueiros empata: Fernando Almeida levanta com carinho para a cabeça de Paulo Barbosa que no centro da área assiste Heitor que, de pé esquerdo, mete a bola entre as pernas do guarda-redes quando este sai a seus pés.
Com o empate o S. Félix optou por começar a perder bastante tempo com lesões mais ou menos reais, sendo que o árbitro nalgumas ocasiões nem interrompeu o jogo, originando curas algo milagrosas de imediato.
No ataque o jogo do S. Félix era simples: longos pontapés de baliza para um avançado solitário que recebia 1 ou 2 apoios adicionais quando recebia a bola. Barbosa e Monteiro foram alternando e cobrindo-se mutuamente a matarem sucessivamente os lances. Numa primeira vez aos 72’ o S. Félix criou perigo numa situação algo confusa com Freitas fora da pequena área a dividir o lance com o avançado.
Aos 79’ em mais um longo pontapé de baliza desta vez o avançado ganhou a posição a Moreira e protegeu muito bem a bola, beneficiando da sua maior envergadura física e de Moreira já estar amarelado. Depois de avançar um pouco colocou fora do alcance do Freitas para o 2x1.
O Salgueiros continuou a atacar como foi podendo, nem sempre com a serenidade necessária, com a equipa algo desnorteada com o resultado negativo. As últimas oportunidades chegaram aos 88’ num remate de Pedrinho que saiu ao lado, e uma cabeçada de Heitor após canto que saiu um pouco ao lado já em período de descontos.
O S. Félix ganha 3 pontos que, tirando as lesões imaginárias, fez por merecer por disputar cada lance como se fosse o último das suas vidas. Souberam ganhar muitos duelos a meio campo com agressividade de jogo leal, e mesmo estando a maior parte do tempo acantonados atrás, conseguiram sempre manter a defesa salgueirista em sentido mesmo colocando apenas 1 ou 2 jogadores na frente e jogando directo para eles.
Para o Salgueiros a rotatividade na equipa trouxe problemas acrescidos. Como em dois jogos fora recentes - Guilhabreu e Rates, os primeiros 45’ foram literalmente para esquecer, sem uma jogada com finalização, muito menos com perigo. Animicamente a equipa terá que recuperar da 3.ª derrota da época e preparar o importante jogo do próximo Sábado. O ambiente em torno da equipa está degradado e passou-se da falta de apoio para a contestação aberta à equipa técnica.
Seguramente atingiu-se o ponto 0 e retomaremos um ciclo positivo já a partir de Sábado. Certamente que não se repetirão as cenas vividas hoje numa bancada de salgueiristas, repleta de focos de discussão ENTRE salgueiristas. Avalia-se graus de salgueirismo, reclama-se o direito de contestar, ataca-se quem critica ou defende-se quem é criticado. Para o Salgueiros manter algum espírito de conquista este ano, não pode ser esta energia que passa das bancadas para o campo.

DD - 2 - Passos
DC - 3 - Barbosa
DC - 4 - Monteiro (Capitão)
DE - 5 - Moreira
MC - 6 - Fábio
MC - 7 - Gonçalo
MD - 8 - Nicola
AC - 9 - Heitor
AC - 10 -Quim Simões
ME - 11 - Bessa
Treinador: Pedro Reis
Golos:
23' Heitor
37' Heitor
Subs:
65' 17 - Artur por 8 - Nicola
74' 16 - F. Almeida por 7 - Gonçalo
Suplentes não utilizados: Rui Alves, Neto, Figueiredo, Carminé, Pedrinho
Numa ‘casa’ diferente, de onde o Salgueiros 08 guardava recordações de um amargo empate com o Leça do Balio, o Salgueiros recebeu hoje o Perosinho, perante uma bancada bem composta mas totalmente alheia do apoio è equipa… nem o campo diferente inspirou um ambiente semelhante ao que normalmente se vive nos jogos fora de casa e que contrasta fortemente com o que acontece quando a equipa joga na condição de visitado.
No onze inicial ao fim de 5 jornadas de estabilidade veio a mudança: Bessa estreou-se a titular, com Carminé pela 2.ª vez na época a ser suplente; Pedrinho deu lugar a Heitor, com a equipa a passar do 4-2-3-1 que tem jogado ultimamente para voltar a um 4-4-2 que foi norma no início desta época.
Logo a abrir o jogo a primeira jogada típica do que o Salgueiros consegue fazer com Quim Simões e Heitor na frente: grande passe de Fábio que abre em Quim na ala, que cruza de pé esquerdo para Heitor que só por muito pouco não consegue marcar para a baliza já deserta.
O Salgueiros entrou a tentar dominar, mas o jogo ia seguindo algo frio e sem oportunidades reais. O Perosinho optava que uma defesa em linha muito subida que múltiplas vezes conseguiu deixar os avançados salgueiristas fora de jogo.
Aos 9’ na sequência primeiro de um mau alívio de Moreira que entregou a posse de bola ao Perosinho sem necessidade, e no final da jogada de um corte algo displicente de Monteiro, o avançado do Perosinho rematou de primeira em posição de fazer golo, mas a bola saiu ao lado.
Esta jogada ajudou a espevitar a equipa e seguiu-se o melhor período do Salgueiros na partida: ataques constantes, variações de flanco e o Perosinho cada vez mais encostado à sua área.
O prémio da insistência surgiu por aquele flanco que tinha sido sempre o mais activo, o direito. Grande passe de Monteiro que isola Passos no flanco, este corre, olha para Heitor, coloca-lhe a bola na cabeça como se fosse com a mão, e Heitor no primeiro poste faz o que melhor sabe: antecipar-se ao defesa e tocar de cabeça para golo. Para Passos foi a 5.ª assistência da época, para Heitor o 10.º golo.
O Salgueiros não desarmou e pouco depois Gonçalo rematou a rasar o poste.
Aos 35’ Quim Simões entra na área em constantes simulações e o defesa põe-lhe a mão no peito, aproveitando o avançado salgueirista para se estatelar na área. A posição do árbitro dificultava-lhe ver o lance mas fica a ideia que a marcação de penalti seria forçada.
Aos 37’, 10 minutos depois do primeiro golo surgiu o segundo, numa das melhores jogadas do Salgueiros em todo o jogo, novamente no que de melhor traz Quim Simões à equipa: desequilíbrio quando saí do centro e cai num flanco. O inevitável Passos conduziu a bola pelo flanco direito e teve a inteligência de a aguentar evitando o passe apressado que apanharia os avançados em fora de jogo. O movimento de Bessa e Quim à sua frente é perfeito, cruzando-se em velocidade fugindo às marcações. Passos colocou em Bessa que tocou logo para Quim que dominou e rematou na passada para golo… mas a bola quis embater no poste e sobrar para Heitor que marcou o 11.º em baliza deserta.
A partir daqui o Salgueiros tirou o pé de acelerador e deu alguma margem para o Perosinho respirar, acabando por ter uma jogada de muito perigo na área do Salgueiros aos 41’, onde reclamaram grande penalidade. Aos 43’ novamente perigo para o Perosinho num livre directo, com 2 jogadores a ficarem sozinhos ao segundo poste com o Salgueiros a antecipar um remate directo. O primeiro remate foi cortado por Moreira e o segundo saiu por cima.
Em cima do intervalo, uma grande combinação na esquerda, iniciou-se em Nicola, passou por Gonçalo que colocou no flanco esquerdo em Quim Simões. Este dominou de pé esquerdo olhou para a área, descobriu Heitor e cruzou de pé esquerdo apanhando toda a defesa em contra-pé. Heitor recebeu com espaço mas a recepção foi lenta, e quando tentou rematar já tinha um defesa o guarda-redes muito próximos.
A segunda parte trouxe na mesma o Salgueiros por cima no jogo, acumulando oportunidades.
Aos 50’ num canto da direita, Heitor cabeceou a rasar o poste, seguindo-se uma oportunidade também de cabeça para o Perosinho.
Logo a seguir Heitor num livre de zona frontal apontado por Nicola, dominou e rodou bem mas atirou sem força à figura.
Mas a toada junto dos 60’ era de transições rapidíssimas pelo Salgueiros, já a conseguir contrariar perfeitamente a tentativa de defesa em linha pelo Perosinho, colocando 3 ou 4 jogadores sempre no ataque. Numa das jogadas mais bem conduzidas, Heitor isolou-se na direita e colocou muito bem em Nicola na meia lua, que com Bessa na esquerda em grandes condições para marcar, falhou o passe.
Aos 70’ numa grande jogada de envolvimento precisamente iniciada em Fábio, depois de combinação na esquerda entre Bessa e Moreira, Gonçalo assistiu Fábio, com simulação de Moreira pelo meio, terminando a jogada com um remate colocado em jeito do médio salgueirista, que saiu a rasar o poste.
Seguiu-se uma oportunidade flagrante para o Perosinho aos 71’, numa altura que o Salgueiros dava alguns espaços no meio campo, pagando um pouco a factura de jogar com mais um jogador na frente e menos um no meio campo. O jogador do Perosinho teve oportunidade de rematar isolado dentro da área mas atirou ao lado, quando o golo parecia certo.
Ao fim de mais 3 ou 4 ataques que estiveram perto de situações de finalização, aos 73’ Passos, que brindou os adeptos com outra grande exibição preenchendo todo o seu corredor, cruzou na perfeição para o acabado de entrar Artur, que quase na pequena área e sem oposição cabeceou ao lado quando parecia impossível falhar.
Pouco depois surgiu o golo do Perosinho, na sequência de um remate ao poste que depois embate na cabeça de Freitas e entra.
Aos 85’ Heitor tabela na perfeição com Artur e cruza para Quim Simões que falha de cabeça em grande posição, sendo prejudicado pelo Sol de frente, tendo Artur no centro a quem podia ter passado.
Aos 86’ e 87’ com Heitor e Bessa isolados no centro da área, Bessa não conseguiu evitar que os seus cruzamentos fossem interceptados pelo defesa que o acompanhava.
A tentativa de colocar os avançados do Salgueiros em fora de jogo foi furada pela última vez aos 90’, após um passe delicioso de Heitor que isolou Artur. Com Quim Simões isolado no 2.º poste o ala salgueirista preferiu rematar ao poste mais distante mas a bola saiu um (muito) pouco ao lado.
No final sobram do jogo 3 pontos e uma verdadeira avalanche ofensiva do Salgueiros, cuja prestação certamente não merecia algumas atitudes e comentários que chegavam das bancadas… que não poupavam ninguém.
Sendo verdade que a equipa cedeu 3 ou 4 oportunidades ao adversário, o que não tem sido hábito nos últimos jogos, a verdade é que o volume de jogo ofensivo aumentou imenso face aos últimos 2 jogos, sendo evidente que com menos um elemento no meio campo o adversário terá naturalmente mais espaços nesse sector. Desde o 1.º minuto e durante os 90’ a equipa colectivamente pressionou, correu e fez tudo para ganhar o jogo e foi o que aconteceu, seguramente por um resultado menos volumoso do que merecia.
Restam 9 finais para disputar, com a certeza que 9 vitórias garantem o 1.º lugar. Terá que ser com essa ambição que a equipa tem que encarar o resto do campeonato. Pode não ganhar os jogos todos, mas terá que entrar em campo e fazer tudo para isso… mas não o irá conseguir com uma massa adepta silenciosa, que permita que uma minoria ruidosa seja constantemente fonte de críticas, exigências e até insultos… para aqueles que defendem as nossas cores. É hora da maioria silenciosa tornar-se ruidosa, não deixar ouvir a minoria e gritar pelo NOSSO SALGUEIROS. Só assim poderemos ser campeões.




