C.F.S. FÉLIX MARINHA - 2 x S.C.S. 08 - 1 : 25.ª Jornada

GR - 24 - Freitas
DD - 2 - Passos
DC - 3 - Barbosa
DC - 4 - Monteiro (Capitão)
DE - 5 - Moreira
MC - 6 - Fábio
MC - 7 - F. Almeida
MD - 8 - Nicola
AC - 9 - Quim Simões
MC - 10 -Pedrinho
ME - 11 - Artur

Treinador: Pedro Reis

Golos:
68' Heitor

Subs:
40' 17 - Heitor por 11 - Artur
60' 13 - Passos por 2 - César
88' 16 - Rúben por 6 - Nicola

Suplentes não utilizados: Rui Alves, Neto, Gonçalo, Bessa
19.º da convocatória: Diogo

A tarde começou mal logo de início, com os salgueiristas a serem convidados a ver o jogo em pé, ou numa mini bancada onde não se via 1/4 do campo. Situação bem simpática em dia de ameaça de chuva, quando do outro lado do campo havia uma bancada coberta, com cadeiras, com mais de metade dos lugares vazios… com a facilidade que seria dividir a bancada coberta, não se entende o porquê de tal não ser feito, e dar algum conforto a quem paga 5€ por um jogo de 6.ª divisão nacional.
De volta ao 4-2-3-1, a equipa apresentou-se bastante mudada: César estreou-se a lateral direito, Fernando Almeida jogou ao lado de Fábio, Artur no flanco esquerdo, Pedrinho na posição 10 e Quim Simões sozinho na frente.

O jogo começou muito disputado a meio campo, com bastante luta mas com muito poucos passes consecutivos para qualquer das equipas.
O Salgueiros conseguiu a primeira jogada na área adversária aos 12’, com Fábio a colocar em Quim Simões na esquerda que cruzou muito largo sem aparecer ninguém no 2.º poste. Mas quem atira primeiro à baliza é o S. Félix aos 15’, numa boa cabeçada após um canto que Freitas defendeu bem para canto.
Até ao final da primeira parte o Salgueiros foi tentando, sem resultados, penetrar no meio campo adversário. As tabelas pelo centro sistematicamente não funcionavam e a equipa acabava a jogar directo para Quim Simões, que cedo se começou a desgastar contra a defesa contrária quase nunca ganhando os lances. Quando tal acontecia, foi faltando o apoio para disputar a 2.ª bola. Sem sucesso a atacar, a posse de bola do Salgueiros foi-se tornando lenta e com pouca profundidade.
Aos 30’ o S. Félix adianta-se no marcador. Um dos mais lutadores do S. Félix ganha um lance a César em aparente jogo perigoso (baixou a cabeça à altura do pé de César), cruzou rasteiro nas costas de Monteiro, que não conseguiu cortar, para a entrada da área onde com 3 avançados para 2 defesas, o jogador recebeu com tranquilidade e colocou junto ao poste.
Infelizmente o golo nada trouxe de novo à toada do jogo, e o Salgueiros ia tentando mas não criava perigo. Aos 40’ saiu Artur para a entrada de Heitor, com Pedrinho a descair para o flanco esquerdo.
Só em cima do intervalo após um canto, Monteiro cabeceou muito por cima, respondendo a cruzamento de Heitor. O balanço da primeira parte para o Salgueiros em termos ofensivos era confrangedor.

Lembrando Guilhabreu ou o jogo com o Rates, o Salgueiros da 2.ª parte foi outro, e foi outro desde o 1.º minuto. Na única jogada em que a progressão em tabelas funcionou pelo centro do terreno, Pedrinho tabelou com F. Almeida que o isolou na cara do guarda-redes contrário, mas o 10 salgueirista rematou à rede lateral, na melhor oportunidade para o Salgueiros em todo o jogo.
Aos 56’ Heitor conduziu na esquerda, depois entregou para Moreira que cruzou bem, com Pedrinho a tentar chegar de cabeça acabando por atrapalhar Quim Simões que estaria talvez em melhor posição.
Pouco depois Quim Simões rematou um pouco ao lado desde a meia lua, perto do poste após jogada de insistência com passe final de F. Almeida.
Seguiu-se a entrada de Passos para o lugar de César, numa altura em que Pedrinho já jogava de novo no centro do terreno.
Após jogada de insistência atacante, Moreira que era nesta altura já praticamente um extremo esquerdo, cruzou para a área com Nicola a não conseguir desviar no centro e Quim a chegar ligeiramente atrasado ao segundo poste para marcar. Era claramente o melhor momento do Salgueiros na partida, que teve sequência num remate de Pedrinho que saiu à figura e num cruzamento tirado em cima da linha de fundo por Nicola, que Heitor não conseguiu desviar ao 1.º poste por pouco.
Após um primeiro amarelo por ter impedido o seguimento do jogo, um jogador do S. Félix insistiu durante alguns minutos em protestos e bocas ao árbitro até que o árbitro lhe mostrou o vermelho, ficando o S. Félix a jogar com 10 a partir dos 67’. No livre subsequente o Salgueiros empata: Fernando Almeida levanta com carinho para a cabeça de Paulo Barbosa que no centro da área assiste Heitor que, de pé esquerdo, mete a bola entre as pernas do guarda-redes quando este sai a seus pés.
Com o empate o S. Félix optou por começar a perder bastante tempo com lesões mais ou menos reais, sendo que o árbitro nalgumas ocasiões nem interrompeu o jogo, originando curas algo milagrosas de imediato.
No ataque o jogo do S. Félix era simples: longos pontapés de baliza para um avançado solitário que recebia 1 ou 2 apoios adicionais quando recebia a bola. Barbosa e Monteiro foram alternando e cobrindo-se mutuamente a matarem sucessivamente os lances. Numa primeira vez aos 72’ o S. Félix criou perigo numa situação algo confusa com Freitas fora da pequena área a dividir o lance com o avançado.
Aos 79’ em mais um longo pontapé de baliza desta vez o avançado ganhou a posição a Moreira e protegeu muito bem a bola, beneficiando da sua maior envergadura física e de Moreira já estar amarelado. Depois de avançar um pouco colocou fora do alcance do Freitas para o 2x1.
O Salgueiros continuou a atacar como foi podendo, nem sempre com a serenidade necessária, com a equipa algo desnorteada com o resultado negativo. As últimas oportunidades chegaram aos 88’ num remate de Pedrinho que saiu ao lado, e uma cabeçada de Heitor após canto que saiu um pouco ao lado já em período de descontos.

O S. Félix ganha 3 pontos que, tirando as lesões imaginárias, fez por merecer por disputar cada lance como se fosse o último das suas vidas. Souberam ganhar muitos duelos a meio campo com agressividade de jogo leal, e mesmo estando a maior parte do tempo acantonados atrás, conseguiram sempre manter a defesa salgueirista em sentido mesmo colocando apenas 1 ou 2 jogadores na frente e jogando directo para eles.

Para o Salgueiros a rotatividade na equipa trouxe problemas acrescidos. Como em dois jogos fora recentes - Guilhabreu e Rates, os primeiros 45’ foram literalmente para esquecer, sem uma jogada com finalização, muito menos com perigo. Animicamente a equipa terá que recuperar da 3.ª derrota da época e preparar o importante jogo do próximo Sábado. O ambiente em torno da equipa está degradado e passou-se da falta de apoio para a contestação aberta à equipa técnica.
Seguramente atingiu-se o ponto 0 e retomaremos um ciclo positivo já a partir de Sábado. Certamente que não se repetirão as cenas vividas hoje numa bancada de salgueiristas, repleta de focos de discussão ENTRE salgueiristas. Avalia-se graus de salgueirismo, reclama-se o direito de contestar, ataca-se quem critica ou defende-se quem é criticado. Para o Salgueiros manter algum espírito de conquista este ano, não pode ser esta energia que passa das bancadas para o campo.
2 Respostas
  1. Este comentário foi removido pelo autor.

  2. Sem comentários, tudo isto se vinha a adivinhar.
    Um salgueirista não verga e resta-nos acreditar , apenas, nos nossos atletas.


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