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PEDROUÇOS AC - 2 x S.C.S. 08 - 2 : 18ªJornada
- 1 - Jorge Matos
- 2 - Nicola
- 3 - Albertino (Cap.)
- 4 - Monteiro
- 5 - Moreira
- 6 - Fábio
- 7 - Pedrinho
- 8 - Oliveira
- 9 - Quim Simões
-10- Berto
-11- Rui João

Treinador: José Manuel Teixeira

Substituições:

65': Saiu Oliveira entrou Correia
88': Saiu Rui João entrou Rúben
90': Saiu Berto entrou Ludovico

Golos:

50': Rui João
60': Pedrouços (g.p.)
84': Berto
93': Pedrouços (g.p.)


Tratava-se de um jogo entre equipas separadas por 3 pontos, em zona pouco confortável na tabela classificativa. O Salgueiros vinha de uma bela exibição frente ao Infesta, o Pedrouços de uma derrota em casa frente ao Pedras Rubras.

Assistiu-se a uma primeira parte muito fraca, com as oportunidades de maior perigo a surgirem de bola parada. Ainda assim, a equipa mais perigosa era o Pedrouços, jogando mais no meio campo do adversário.

Jorge foi incomodado num par de ocasiões, aos 2 e aos 20 minutos, jogadas que resolveu bem. Do outro lado, apenas por uma vez, aos 4 minutos, o Salgueiros testava a atenção do guarda redes adversário, num remate de Pedrinho à figura.

Aos 34 minutos a grande oportunidade de golo da primeira parte: penalti a favor do Salgueiros, seguido de expulsão com vermelho directo ao defesa central que cometeu a falta. Rui João ganha ressalto na área, remata para boa defesa do guarda redes e quando tentava novo remate foi impedido em falta por um adversário. Na conversão, Oliveira rematou fraco e denunciado, para defesa fácil.

Até ao intervalo nada de relevante se passaria. O jogo continuava confuso, muitas bolas paradas, muitas faltas, pouco esclarecimento, num relvado "aos papos".

A segunda parte começou bem para o Salgueiros. Logo aos 50 minutos Rui João arranca na direita e, quando se esperava um cruzamento já perto da linha de fundo, eis que surge um remate para a baliza, com o guarda redes do Pedrouços a ser mal batido no lance.

A partir daqui, em superioridade numérica, pensava-se que o mais difícil estaria feito. Puro engano.

Ainda assim, nos minutos seguintes, o Salgueiros poderia ter aumentado a vantagem. Primeiro por Quim Simões, aos 51 minutos, após canto na direita marcado por Oliveira, com o nosso nº9 a receber a bola à vontade já perto da pequena área mas a falhar o remate. Depois foi Rui João a rematar ao lado, após boa jogada na esquerda de Quim Simões, que cruzou para Berto não acertar bem na bola, sobrando esta para o remate final do nº11 Salgueirista.

Apesar deste ascendente, lá viria um balde de água fria. Penalti contra o Salgueiros. Cruzamento para a área, ninguém alivia e a bola sobra para um jogador que se embrulha com Moreira, sendo assinalada falta ao nº5 Salgueirista. Na marcação o Pedrouços foi mais eficaz do que o Salgueiros e empatou o jogo.

Após este golo, o jogo passaria por uma fase pouco intensa outra vez, com poucas oportunidades de golo. O Salgueiros, ainda assim, era a equipa que mais perigo criava.

Primeiro aos 69 minutos com Pedrinho a cabecear ao lado após cruzamento de Albertino na direita.

Depois, aos 75 minutos, Rui João combina com Moreira na esquerda, com o nosso defesa esquerdo a entrar na área e a fazer um cruzamento/remate às malhas laterais da baliza adversária.

Aos 79 minutos foi a vez de Monteiro cabecear com perigo mas ao lado, após livre na esquerda marcado por Rui João. E um minuto depois Fábio desmarca Quim Simões sobre a esquerda, com o nosso avançado a entrar na área e a cruzar para perto da linha de golo, surgindo um desarme salvador quando Berto se aproximava para finalizar.

Aos 84 minutos surge o 2º golo do Salgueiros. Livre descaído pelo lado esquerdo, no enfiamento da quina da área, Rui João levanta para o 2ºposte e Berto cabeceia certeiro, junto ao poste esquerdo da baliza do Pedrouços.

Antes da marcação do livre já dois jogadores do banco do Pedrouços tinham sido expulsos por protestos. Após a marcação do golo mais uma expulsão, desta vez de um jogador de campo.

Ora com 84 minutos de jogo, a ganhar por 2-1 e a jogar contra 9, ninguém pensaria que o jogo pudesse fugir ao Salgueiros. A verdade é que fugiu mesmo...

Ainda assim, aos 92 minutos, Pedrinho poderia ter "fechado" o jogo quando apareceu na cara do guarda redes, desmarcado por Moreira, permitindo a defesa. No ressalto, a bola bate-lhe na cabeça e sai ao lado.

No minuto seguinte o impensável. Bola na área do Salgueiros, inexplicavelmente surge um jogador liberto e em boa posição, a rematar para grande defesa de Jorge. Quando se pensava que o pior passara, surge uma queda na área e o apito do árbitro. Mais um penalti, mais um golo do Pedrouços.

Pouco depois o jogo terminava, e apesar da "forcing" final do Salgueiros, o jogo acabava com um empate.

Dois pontos perdidos, faltou segurar a bola nos minutos finais, alguma frieza e inteligência. E até matreirice. O desconsolo era o sentimento dos Salgueiristas presentes, cientes que este era um jogo que nunca se podia perder.

(crónica por Rui Cabral)


A.D. GRIJÓ - 2 x S.C.S. 08 - 1 : 15ªJornada

- 1 - Jorge Matos
- 2 - Nicola
- 3 - Albertino (Cap.)
- 4 - Monteiro
- 5 - Moreira
- 6 - Oliveira
- 7 - Wilson
- 8 - Pedrinho
- 9 - Berto
-10- Quim Simões
-11- Rúben

Treinador: José Manuel Teixeira


Substituições:

29': Saiu Rúben e entrou Ludovico
63': Saiu Wilson e entrou Rui João

Golos:

09': Golo Grijó
48': Berto
71': Golo Grijó


Numa tarde fria, ainda que sem chuva, Grijó e Salgueiros defrontaram-se em jogo da 15ªJornada. Os de Grijó partiam como favoritos, mercê do 3ºlugar ocupado na tabela classificativa. A 12 pontos, e num modesto 11º lugar, encontrava-se o Salgueiros, vindo de um bom resultado em casa e a querer manter esse nível.

O Salgueiros apresentou-se com um onze diferente do habitual. O quarteto defensivo foi constituído por Nicola, Albertino, Monteiro e Moreira. Para surpresa de muitos, a Wilson estava reservado o papel de trinco, contando com a ajuda de Pedrinho e Oliveira no miolo. Rúben, Berto e Quim Simões formavam o tridente atacante.

O jogo começou e cedo o marcador foi inaugurado. Num contra ataque rápido do Grijó conduzido pelo centro do terreno, surge um passe para o lado direito onde aparece um jogador a entrar na área e a rematar para defesa de Jorge. Na recarga, um outro jogador aparece dentro da área, em zona frontal, a finalizar. Estavamos com apenas 9 minutos de jogo.

Antes do 1ºgolo já o Grijó criara um lance de muito perigo, após um canto do lado direito. O mesmo foi marcado rasteiro para fora da área, aparecendo um jogador liberto a rematar forte mas ao lado.

O Salgueiros tinha tido aos 5 minutos a primeira oportunidade de golo, num livre de Oliveira, pela esquerda. O cruzamento foi encontrar Berto ao 2ºposte, com o nº9 Salgueirista a rematar muito por cima.

O jogo, após o golo do Grijó, entraria numa fase muito feia. Ambas as equipas não conseguiam criar jogadas de perigo, o jogo era muito jogado pelo ar e o tempo ia passando, favorecendo o Grijó que já se tinha adiantado no marcador.

Foi preciso esperar 15 minutos para ver outro remate à baliza, num livre do Grijó ainda muito longe da área Salgueirista. O remate sairia à figura de Jorge.

O Salgueiros respondeu por Pedrinho, aos 24 minutos, numa jogada de insistência pela esquerda, perto da linha de fundo. O médio Salgueirista furou pela defesa de Grijó e entrou na área, conduzindo a bola até perto da baliza. No entanto não se decidiu pelo remate, permitindo que o guarda redes saísse e aos seus pés e agarrasse a bola.

Aos 29 minutos, primeira substituição. José Manuel Teixeira, apercebendo-se que as coisas não estavam a correr bem, optou pela saída de Rúben, entrando para o seu lugar Ludovico.

Até ao intervalo, pouco mudaria. Destaque apenas para um livre de Oliveira de muito longe, mas com um remate muito forte, para defesa difícil do guarda redes do Grijó. Foi aos 35 minutos.

O jogo estava muito abaixo do esperado. Ambas as equipas não conseguiam mostrar qualidade e o Grijó contentava-se com o resultado, tentando sair em contra ataque.

No início da 2ªparte assistiu-se ao melhor período do Salgueiros no jogo. Primeiro foi Oliveira a cobrar um livre descaído pela direita, com uma bola tensa para a área, tendo sido desviada por um defesa, saindo a rasar o poste. No canto, do lado esquerdo, o mesmo Oliveira remata de fora da área, com a bola a bater em Ludovido e a sair perto do poste esquerdo.

Era o aviso para o golo que viria. Aos 48 minutos, na melhor jogada do Salgueiros no jogo, surge uma troca de bola rápida à entrada da área. Ludovico, em boa posição, remata rasteiro para defesa incompleta do guarda redes adversário, aparecendo Berto isolado a efectuar uma recarga vitoriosa.

Com uma entrada muito boa na 2ªparte, coroada com um golo, esperava-se que este ritmo se mantivesse e que o Salgueiros começasse a mandar no jogo. Puro engano. A nossa equipa perdeu gás, sem explicação aparente.

O Grijó, pelo seu lado, aproveitou a quebra Salgueirista e voltou a criar perigo. Primeiro foi aos 53 minutos, numa fífia da defensiva Salgueirista. Os defesas arriscaram passes em zona proibida, permitindo uma recuperação de bola perto da área, surgindo um desarme salvador de Albertino quando um jogador adversário se preparava para finalizar.

Depois, aos 55 minutos, num livre tipo "canto mais curto" do lado direito, surge um cabeceamento do Grijó mas por cima.

Um minuto depois, numa jogada de contra ataque, novo lance de muito perigo para o Grijó. A bola é colocada no lado direito, um jogador recebe e entra na área, rematando para defesa de Jorge. Wilson alivia e não permite a recarga.

Aos 62 minutos, nova jogada de contra ataque do Grijó, com uma bola bombeada para o lado direito. Surge um jogador a entrar na área e a cruzar rasteiro, para desarme salvador de Albertino quando aparecia um jogador nas suas costas para finalizar.

Aos 63 minutos saia Wilson e entrava Rui João. O Salgueiros passava a jogar com um esquema mais próximo do 4-4-2, com Berto a recuar um pouco sempre que o Salgueiros defendia. Os alas era Rui João e Ludovico, com Quim na frente.

Aos 70 minutos o Grijó tem nova jogada de perigo, pela esquerda, surgindo um remate ao 1ºposte para defesa atenta de Jorge Matos.

No canto que se seguiria surgiria o 2ºgolo do Grijó. Canto marcado do lado esquerdo, desvio de cabeça de um jogador do Grijó, aparecendo um colega seu sozinho no 2ºposte. Este recebeu a bola e finalizou entre o poste e Jorge, sem hipóteses de defesa.

Apanhando-se na frente do marcador, o Grijó foi segurando bem o resultado. O Salgueiros apenas chegava à área do Grijó em bolas paradas, como foi o caso de Oliveira ao minuto 81. O nosso nº6 marcou um livre descaído pela esquerda, em forma de cruzamento/remate tenso, ninguém desviou e apareceu um defesa a cortar de cabeça já perto da baliza.

Na resposta o Grijó quase marcava, num contra ataque muito perigoso. Quando um jogador já se preparava para rematar, depois de ter entrado na área Salgueirista, eis que surge o desarme salvador de Nicola, cortando para canto. Na sequência desse mesmo canto, na esquerda, surge um corte da nossa defesa, com a bola a sobrar para um jogador do Grijó que rematou de pronto, com a bola a sair a rasar o poste direito da baliza de Jorge.

Até final o Salgueiros bem tentou criar perigo, mas apenas em livres ou remates de fora da área conseguiu chegar perto da baliza dos da casa.

O resultado final aceita-se. Apesar de ter sido um mau jogo de parte a parte e de o Grijó não ter sido muito melhor do que o Salgueiros, a haver um vencedor teria que ter sido a equipa da casa. Nos momentos decisivos, quando foi preciso forçar o andamento, o nosso adversário soube procurar o golo e chegar à vantagem, por duas vezes.

O Salgueiros esteve bem no início da 2ªparte mas não soube dar sequência a essa fase. Muita confusão na construção de jogo, menor poder físico nas bolas divididas, nunca se conseguindo impor na luta a meio campo. Os jogadores Salgueristas lutaram, há que reconhecer, mas não conseguiram.

A todos os jogadores e equipa técnica, um BOM NATAL e UM 2011 CHEIO DE SUCESSOS DESPORTIVOS E PESSOAIS!

Venha 2011, venha o próximo jogo!

(Crónica por Rui Cabral)


S.C.S. 08 x C.R. ATAENSE : 14ªJornada

- 1 - Jorge Matos
- 2 - Nicola
- 3 - Albertino (Cap.)
- 4 - Monteiro
- 5 - Moreira
- 6 - Oliveira
- 7 - Rúben
- 8 - Pedrinho
- 9 - Berto
-10- Quim Simões
-11- Ludovico

Treinador: José Manuel Teixeira

Substituições:

83': Saiu Ludovico entrou Rui João
88': Saiu Quim Simões entrou Gonçalo

Golos:

43': Ludovico
52': Pedrinho
61': Berto

Num jogo em casa, contra o penúltimo classificado, depois da derrota da jornada anterior, tornava-se imperativo um bom resultado. O Salgueiros, surpreendentemente equipado de amarelo, apresentava-se com uma defesa que contava com os regressados Nicola à direita e Albertino ao centro. No meio campo, o trio era constituído por Oliveira (mais recuado), Rúben e Pedrinho (estes dois mais envolvidos em tarefas ofensivas). No ataque um trio que se vai conhecendo cada vez melhor: Quim Simões, Berto e Ludovico.

O inicio até nem foi o melhor, com o Ataense, logo aos 2 minutos, a ter um contra ataque de 2 para 1. Monteiro viu-se, de repente, com 2 adversários pela frente, sem grandes possibilidades de se lhes opor. Surgiu então o passe para o que estava mais descaído pela direita, mas este receberia mal a bola e via-a fugir para a saída atenta de Jorge Matos.

Passou-se então por um período em que se jogava mais perto da área Salgueirista, sem que a nossa equipa conseguisse construir jogadas com princípio meio e fim. Mas, felizmente, seria sol de pouca dura. O livre directo rematado à figura de Jorge Matos, aos 8 minutos, seria o virar do jogo para o lado Salgueirista.

A partir daí, o Salgueiros começou a construir alguns lances vistosos, chegando com perigo à baliza do Ataense.

Primeiro foi Oliveira, aos 13 minutos, num remate forte em zona frontal, fazendo a bola passar perto da trave. Dois minutos depois o mesmo Oliveira, em excelente jogada individual, isola Quim Simões, com o nosso nº10 a entrar na área, descaído pela direita, e a rematar rasteiro, mas para defesa com os pés do guarda redes Ataense. Quase de imediato, Rúben surge à entrada da área em boa posição para rematar, fazendo-o rasteiro e cruzado, para nova defesa apertada do guarda redes.

Era o Salgueiros que carregava e, aos 22 minutos e após um canto, Berto desperdiça uma boa oportunidade de cabeça, numa sobra de bola dentro da área.

As jogadas começavam a suceder-se a um ritmo cada vez mais constante. O futebol era cada vez mais vistoso. Esperava-se um golo. Nicola, na direita, dava o mote. Em finta reveladora de classe, tira um adversário da frente e cruza para Berto. Um defesa antecipa-se e quase faz auto-golo.

O Ataense só aos 31 minutos sacudiria a pressão e de bola parada. Num canto, a defensiva Salgueirista alivia e, de fora da área, surge o remate de ressaca, ao lado.

Voltava então o Salgueiros à carga. Primeiro, aos 37 minutos, numa grande jogada de Quim Simões (e foram tantas!) a isolar Moreira com um passe magistral, fazendo a bola passar por cima das cabeças de 2 adversários. Moreira recebe e remata de pronto, descaído pela esquerda, mas permitindo a defesa ao nº1 adversário. No canto daí resultante, Oliveira coloca na área e o guarda redes sai mal, sobrando a bola para Albertino que remata por muito por cima.

O Ataense parecia adormecido, encostado às cordas. Mas eis que, ao minuto 41, surge uma jogada rápida de contra ataque, com um passe a desmarcar um jogador pela esquerda. Este entra na área e quando remata depara-se com um enorme Jorge Matos a sair e a defender um golo quase certo.

Diz-se que quem não marca arrisca-se a sofrer. O Salgueiros arriscou-se na jogada anterior, portanto na jogada seguinte quis deixar de arriscar e marcou mesmo. Foi aos 43 minutos, em mais uma grande jogada de Quim Simões pela esquerda. O nosso avançado, com 2 adversários pela frente, entrou na área, esperou pelo momento certo e assistiu Ludovico que, perto da marca de penalti, rematou rasteiro sem hipóteses de defesa.

Chegava-se ao intervalo e o resultado era justo para a produção Salgueirista.

Para o 2ºtempo esperava-se continuidade. E assim foi. Aos 52 minutos, Pedrinho combina com Berto em zona frontal, recebe o passe e isola-se, escolhendo o lado para onde rematar e marcando um belo golo.

Com uma vantagem de 2 golos, o jogo estava nesta altura controlado. Mais ficou quando, aos 61 minutos, Berto marcou o 3º. Jogada de área a área do Quim Simões, com o nosso nº10 a iniciar uma cavalgada bem antes do meio campo, furando por entre a defesa adversária e isolando-se. Entrou na área e, à saída do guarda redes, colocou a bola junto ao poste. Junto demais, com a bola a embater no poste e a regressar para perto do guarde redes. Quim nem queria acreditar e colocou as mãos na cabeça, de costas para o lance. Nem chegou a ver que, quer o guarda redes, quer o defesa do Ataense deixaram a bola à mercê do persistente Berto, que finalizaria para a baliza deserta. Grande lance de Quim Simões, o homem do jogo.

Só a partir do 3-0 é que o Ataense parece ter efectivamente acordado. E foi um suceder de lances de perigo entre os minutos 64 e 69.

Primeiro numa jogada pela direita, surgindo um cruzamento para a cabeça de um jogador que apareceu liberto, na cara de Jorge Matos. A cabeçada saiu ao lado, com Jorge batido. Depois foi uma jogada rápida pela esquerda, com um jogador a ficar isolado frente a Jorge Matos, efectuando um chapéu que só não deu golo porque Monteiro salvou de cabeça em cima da linha de golo. Carregava o Ataense e, em mais uma jogada de insistência à entrada da área, surge um remate, descaído pela direita, em arco, com a bola a sair muito perto da baliza Salgueirista. Finalmente, e para acabar esta série, aparece um jogador Ataense em boa posição, mas rematando de fora da área à figura de Jorge.

O Salgueiros acordaria de novo para o jogo, para não mais adormecer. Quim, aos 71 minutos, rematava muito torto num livre directo em zona frontal.

Um minuto depois, uma grande jogada de contra ataque. Rúben coloca no meio em Berto e este vê Quim Simões a fugir sobre a direita. Desmarca-o muito bem e o nº10 Salgueirista entra na área, ziguezagueando por entre a defesa adversária, conseguindo tirar 2 homens da sua frente. O remate, esse, é que sairia mal, deixando que o nº1 Ataense lhe roubasse o golo.

Nos minutos finais do jogo destaque para uma boa defesa de Jorge num desvio de cabeça após livre do Ataense, descaído pela esquerda. Destaque também para um livre de Berto mesmo em cima da linha da área que foi defendido com dificuldade pelo guarda redes e finalmente para duas expulsões do Ataense no mesmo minuto. Primeiro num 2º amarelo após uma falta a meio campo e depois num vermelho directo por palavras.

Tempo ainda para Rui João, entrado aos 83 minutos, testar mais uma vez o guarda redes adversário, num remate forte de fora da área.

Terminava o jogo e a diferença entre as duas equipas espelhava-se no resultado. O Salgueiros afastou-se mais da linha de água, num jogo bem conseguido e bastante agradável. Toda a equipa jogou bem, toda a equipa mostrou empenho. Destaque para Quim Simões, incansável e irreverente, a dar muitas dores de cabeça à defensiva adversária.

Parabéns a todos!

(Crónica por Rui Cabral)


S.C. NUN'ÁLVARES x S.C.S. 08 : 13ª Jornada

- 1 - João Pedro
- 2 - Gonçalo
- 3 - Wilson
- 4 - Monteiro
- 5 - Moreira
- 6 - Fábio
- 7 - Oliveira
- 8 - Pedrinho
- 9 - Berto
-10- Rúben (Cap.)
-11- Ludovico

Treinador: José Manuel Teixeira

Substituições:

32': Saiu Gonçalo entrou Quim Simões
59': Saiu Rúben entrou Rui João

Expulsões:

73': Fábio (vermelho directo)
83': Jogador Nun'Álvares (vermelho directo)

Golo:

16': Nun'Álvares


Depois da primeira semana de trabalho completa de José Manuel Teixeira, era com expectativa que os Salgueiristas aguardavam por este jogo. No entanto grande parte dessas expectativas foram literalmente por água abaixo assim que entramos no "Complexo Desportivo" do Nun'Álvares. Na verdade encontramos um "campo" que de complexo não tinha nada: campo pelado com apenas uma bancada, descoberta, muito simples por sinal. O temporal fazia prever um jogo de lotaria, em que não se iria ver muito futebol, mas sim muita luta.

E foi o que se passou. É difícil falar de tácticas nestas condições, podendo-se dizer apenas que o Salgueiros apresentou-se com um quarteto defensivo onde a grande novidade foi Gonçalo à direita e o regresso de Wilson após castigo. No meio campo regressava Oliveira ao miolo, jogando com Fábio atrás e Pedrinho mais adiantado. Na frente tínhamos um ala puro, Ludovico, com Berto mais fixo no meio e Rúben a deambular entre o centro e as alas.

O jogo até começaria bem para o Salgueiros, com Ludovico a isolar-se mas a rematar, em chapéu, por cima, já dentro da área. Pouco depois Oliveira aproveitaria algum espaço concedido para rematar de fora da área, mas ao lado.

Aos 5 minutos, o Nun'Álvares mostrava-se no desafio, com uma jogada já dentro da área Salgueirista, com o remate final a sair cruzado e ao lado do poste direito da baliza de João Pedro.

Iam-se passando os minutos e o jogo ia-se apresentando cada vez mais quezilento, sem jogadas bem construídas. O Nun'Álvares, no entanto, parecia ter mais algum ascendente nesta fase, jogando-se mais perto da área Salgueirista.

E foi na sequência desse mesmo ascendente, numa bola parada, que surgiu o único golo do desafio. Aos 16 minutos, livre descaído sobre a esquerda, remate directo à baliza que até parecia nem levar muito perigo, mas João Pedro não agarrou, permitindo a recarga vitoriosa a um adversário que estava por perto.

Estava feito o 1º e único golo do jogo. Num campo com aquelas condições e com o estilo de jogo que estavamos a assistir até ao momento (bolas bombeadas para a frente e muita luta a meio campo), sabia-se que seria muito difícil ao Salgueiros recuperar da desvantagem. O Nun'Álvares agarrar-se-ia com unhas e dentes ao 0-1.

Ainda assim, o Salgueiros foi a equipa mais perigosa no 1ºtempo. Primeiro aos 18 minutos Berto remata rasteiro e cruzado sobre a direita, dentro da área, após ressalto de bola. A bola sairia perto do poste e com Ludovico a chegar atrasado à emenda.

Dois minutos depois, novamente Berto a cruzar sobre a direita e Ludovico a não conseguir-se antecipar ao guarda redes.

O Salgueiros tentava jogar alguma coisa, viu-se a tentativa de colocar a bola jogável nas alas, tentando explorar a velocidade de Ludovico, principalmente.

E foi numa dessas jogadas, desta vez com Rúben descaído sobre a esquerda, que o Salgueiros chegou novamente perto da baliza do Nun'Álvares. Rúben ganha o lance na esquerda, coloca à entrada da área para Fábio, com o nosso nº6 a rematar por cima.

Entretanto Gonçalo, aos 32 minutos, saia para a entrada de Quim Simões. O nosso nº2 já tinha um amarelo e entretanto adivinhava-se novo cartão, tendo cometido mais 2 faltas num curto espaço de tempo. Oliveira passaria para defesa direito, Rúben recuava para o meio campo, com Quim a jogar nas alas e a fazer trio de ataque com Ludovico e Berto.

Perto do intervalo, a última oportunidade para o Salgueiros. Livre ainda longe da área do Nun'Álvares, bola bombeada para a área e Wilson, de cabeça, a rematar ao lado.

O intervalo chegava com um resultado injusto. O péssimo jogo a que assistíamos, de parte a parte, justificava mais um empate. No entanto a eficácia dos da casa ditou o desnível no marcador.

O 2ºtempo traria mais chuva sem parar. A grande esperança seria que, num lance de sorte, o Salgueiros empatasse e, quem sabe com mais alguma sorte à mistura, até chegasse à vantagem.

Aos 55 minutos, Berto teve a oportunidade de alvejar a baliza contrária, com um livre em zona frontal. O remate sairia muito por cima.

Depois foi Quim Simões a libertar-se de 2 adversários mas a rematar muito torto, à entrada da área adversária.

Estavamos com 58 minutos e o Salgueiros quase ficaria por aí em termos de oportunidades de perigo. Nem a entrada de Rui João para o lugar do apagado Rúben trouxe algo de novo. Apesar disso, individualmente, o extremo veio agitar um pouco o lado direito Salgueirista, mas na prática não surgiu nenhum lance que levasse grande perigo à defesa do Nun'Álvares.

Aos 73 minutos Fábio era expulso. A arbitragem, que até então tinha sido muito má, passava a ser péssima. Muitos cartões desnecessários, muitos lances mal julgados, com uma falta de sensibilidade e bom senso incríveis. Fábio, num lance dividido, tocou o seu adversário pelas costas, em falta, e viu vermelho directo. Num lance normalíssimo.

O Nun'Álvares teria, no livre correspondente à falta de Fábio, um cruzamento/remate, descaído pela direita, que iria embater na quina da barra, do lado esquerdo da baliza Salgueirista.

Aos 79 minutos nova jogada do Nun'Álvares a ser concluída com um remate descaído pela esquerda, a rasar a trave da baliza de João Pedro.

Aos 81 minutos a última grande oportunidade para o Salgueiros. Pedrinho, em jogada de insistência à entrada da área, remata rasteiro com a bola a bater no poste esquerdo da baliza, e com Berto e Monteiro a não conseguirem a recarga.

Depois, e até, final, destaque apenas para a também ridícula expulsão de um jogador do Nun'Álvares que, ao cometer uma falta normalíssima sobre Quim Simões (puxando-o primeiro e depois tocando-lhe com o braço no peito, sem que o nº17 Salgueirista se queixasse sequer), viu o vermelho directo por suposta agressão.

Os minutos finais foram de grande aguaceiro, com bolas bombeadas cá e lá, e sem nenhum lance digno de registo.

Resumindo, um jogo de péssima qualidade, num campo de péssima qualidade, com condições atmosféricas a condizerem. Uma arbitragem do pior que temos visto, marcando muitas faltas sem nexo, exibindo cartões sem qualquer sentido, vendo agressões em lances normais. Autoritarismo desnecessário do 4º árbitro, querendo ser a figura do jogo, quando tinha feito melhor figura se tivesse ficado quieto na casota. Até porque estava a chover bastante...

O que fica para a história é o resultado de um jogo para esquecer.

(crónica por Rui Cabral)
S.C.S. 08 x S.C. RIO TINTO : 12ªJornada


- 1 - Jorge Matos
- 2 - Nicola
- 3 - Albertino(Cap.)
- 4 - Monteiro
- 5 - Moreira
- 6 - Fábio
- 7 - Formoso
- 8 - Pedrinho
- 9 - Ludovico
-10- Quim Simões
-11- Correia

Treinador: José Manuel Teixeira

Substituições:

Intervalo: Saiu Ludovico entrou Berto
61': Saiu Correia entrou Gonçalo
72': Saiu Quim Simões(lesionado) entrou Rúben

Expulsões:

58': Nicola (duplo amarelo)

Golos:

46': Berto
50': Correia
54': Quim Simões


Após a saída de Renato do cargo de treinador, era grande a expectativa para ver como a equipa reagia em campo à entrada de José Manuel Teixeira, que teve na Alma Salgueirista adeptos atentos, fazendo jus à faixa "ESTAMO$ AT€NTOS".

O novo técnico Salgueirista pouco mudou no esquema que vinha sendo utilizado até então, até porque teve pouco tempo para tal. Fez, isso sim, algumas mudanças no 11 inicial, com a entrada de Nicola para o lado direito da defesa e o regresso de Formoso ao miolo do meio campo. Outro regresso seria o de Monteiro ao eixo da defesa, após castigo. No ataque, o tridente Correia, Quim Simões e Ludovico.

O primeiro remate do jogo seria aos 2 minutos, para o Rio Tinto. Numa jogada pela direita, um jogador puxa a bola para dentro da área e remata, mas fraco e à figura de Jorge Matos.

Depois foi dando mais Salgueiros. Primeiro aos 5 minutos, com Formoso a fazer um passe quase de área a área para isolar Quim Simões, com este último, descaído pela direita, a perder ângulo e, apertado, a rematar muito torto.

Um minuto depois, após cruzamento de Nicola na direita, Ludovico não consegue antecipar-se a um defesa do Rio Tinto que, ao 2ºposte, cortou para canto. Do canto surgiria mais uma oportunidade, com o guarda redes do Rio Tinto a não sacudir bem, sobrando a bola para Monteiro. O nosso nº4 remataria mas para uma defesa esforçada do guarda redes, redimindo-se do erro anterior.

Aos 16 minutos, jogada polémica na área Salgueirista. Um jogador do Rio Tinto, perto da linha de fundo e pela esquerda, tenta furar pela nossa defensiva e consegue, passando por alguns defesas, parecendo depois ter sido tocado (ao que pareceu por Albertino) e caindo, quando se preparava para rematar. O árbitro nada assinalaria.

O jogo estava numa fase menos bonita, com muitas bolas pelo ar, pouco esclarecimento, muita luta e poucas jogadas de perigo. Mesmo assim, só uma equipa parecia ter argumentos para marcar: o Salgueiros.

Aos 28 minutos, Formoso marca um livre na quina da área, na direita, surge um corte de cabeça de um defesa adversário, com a bola a sobrar para Correia. Este remata de pronto, já perto da pequena área, com a bola a sair a rasar a trave.

O Salgueiros parecia começar a jogar mais futebol, a fazer jogadas bem executadas e a sobrepor-se ao jogo básico de bola cá bola lá que o Rio Tinto apresentava. Várias foram as jogadas pelos flancos, com maior incidência pelo lado direito, onde Correia e Nicola combinavam muito bem.

Excepção para uma jogada de Ludovico na esquerda, aos 39 minutos, com um cruzamento para um desvio de cabeça de Quim Simões. Correia recebe esse desvio e coloca em Fábio, com o nosso nº6, à entrada da área, a rematar com perigo mas ao lado.

Aos 41 minutos, grande oportunidade para Fábio, a melhor da 1ªparte. Boa jogada pela direita, Correia coloca rasteiro para a zona de penalti onde aparece o trinco Salgueirista, a rematar para defesa salvadora do guarda redes adversário.

Já em cima da hora, entre os 44 e 45 minutos, 3 oportunidades seguidas. Primeiro o Salgueiros em mais uma jogada de bom nível pela direita, com Correia a cruzar para cabeceamento perigoso de Quim Simões. Depois seria a resposta do Rio Tinto, com uma jogada rápida de contra ataque, surgindo um jogador, pela direita, a rematar por cima à entrada da área. Finalmente nova perdida para o Salgueiros, quando Ludovico aparece dentro da área, em boa posição, a finalizar por cima.

Chegava-se ao intervalo, o jogo parecia estar a melhorar aos poucos e com o Salgueiros a ser sempre a equipa mais perigosa, apresentando mais qualidade individual e colectiva.

Para o 2ºtempo, José Manuel Teixeira trocava Ludovico por Berto. Uma escolha que se revelaria muito feliz, com o nosso avançado a marcar o primeiro golo do jogo logo aos 46 minutos. Boa jogada na direita entre Nicola e Pedrinho, surge o passe deste último para Fábio no meio, com o nosso nº6 a desmarcar Quim Simões, na área e sobre a esquerda. Quim Simões cruza atrasado para a zona de penalti e Berto finaliza rasteiro para o fundo da baliza do Rio Tinto.

Sem deixar respirar o seu adversário, o Salgueiros marcava novamente e logo na oportunidade seguinte. Uma oportunidade oferecida pela defensiva adversária. Surge um passe longo a tentar desmarcar Correia e, quando o defesa adversário parecia proteger a bola para a saída do guarda redes, surge uma hesitação deste último, que deixa a bola à mercê de Correia. O nosso ala direito limitou-se a roubar a bola com um pequeno toque, que fez com que a bola se encaminhasse lentamente para a baliza deserta.

Aos 54 minutos, a machadada final. Apenas 8 minutos depois do primeiro golo, surge uma jogada de contra ataque. Quim Simões e Berto contra 2 defesas adversários. Berto conduz a jogada, Quim fura por entre os 2 defesas e Berto cede-lhe a bola. O habilidoso nº10 domina a bola e, já dentro da área e descaído pela direita, remata cruzado sem hipóteses de defesa.

Com o jogo a parecer decidido, surge um contratempo que pôs os Salgueiristas preocupados. No minuto 58, Nicola cai dentro da área do Rio Tinto e vê 2º amarelo por simulação. Não se pode ter a certeza se houve ou não penalti. O que pareceu não haver foi simulação, dado que o jogador Salgueirista caiu de forma natural, provavelmente por se ter desequilibrado, sem reclamar. Até porque a sua equipa já ganhava por 3-0. O árbitro, com uma clara falta de bom senso, não pouparia a expulsão, injusta, para um jogador que regressava ao 11 com uma exibição de bom nível. Aliás, em relação à arbitragem só uma palavra: incompetente.

Logo de seguida saia Correia para entrar Gonçalo. Gonçalo faria o flanco direito com o apoio de Pedrinho, a descair então mais para a direita.

Mesmo com um a menos, só dava Salgueiros. As boas jogadas sucediam-se e os contra ataques perigosos também. Fábio era um dos elementos mais activos, aparecendo em zonas mais avançadas do terreno por diversas vezes. Aos 65 minutos combinaria bem na direita com Quim Simões, colocando-o em boa posição na área do Rio Tinto. O nosso nº10 cruzaria para Berto, à entrada da área, rematar contra um defesa.

Depois, aos 68, Fábio aparecia em excelente posição, perto da pequena área, a cabecear para fora, após cruzamento vindo da esquerda por Formoso.

Aos 72 minutos, Quim Simões lesiona-se e dá lugar à entrada de Rúben. O Salgueiros tinha agora em Rúben e Berto os homens mais avançados, dupla que manteve o ataque Salgueirista bem vivo até final.

Aos 77 minutos nova grande jogada de contra ataque Salgueirista. Rúben combina com Berto e este isola Fábio que, ao entrar na área e ligeiramente descaído pela direita, remata ao lado.

O Salgueiros com 10 não deixava o Rio Tinto descansar e dava show nalguns momentos do jogo.

Um minuto depois da última jogada de perigo, Fábio na direita coloca no centro em Berto, este de primeira e com um passe de letra mete na área em Rúben. Após um compasso de espera, Rúben coloca em Berto já dentro da área para um remate contra um defesa adversário. Rúben ganha o ressalto e remata à figura do guarda redes do Rio Tinto.

Até final viu-se uma pequena reacção do Rio Tinto, com a melhor oportunidade de todo o jogo, num cruzamento saído da direita que foi encontrar a cabeça de um jogador na área Salgueirista. O remata sairia ao lado.

Até final pouco mais aconteceu de relevante, terminando pouco depois o jogo com a vitória justa do Salgueiros por 3-0.

Depois de uma semana conturbada, como são todas as que envolvem mudanças de técnico numa equipa, aguardava-se por este jogo com alguma expectativa. A resposta dos jogadores foi muito boa, mostrando grande entrega e bom futebol em muitos períodos do jogo.

Embora José Manuel Teixeira não tenha tido grande tempo para trabalhar com o plantel, notou-se o efeito "chicotada psicológica", com os jogadores a quererem mostrar serviço e a quererem mostrar que valem mais do que o lugar que ocupam na tabela classificativa. E fizeram-no muito bem. Espera-se agora que o nosso novo técnico aproveite este balanço para partir para um período positivo, continuando já no próximo jogo.

VAMOS SALGUEIROS!

(Crónica por Rui Cabral)
F.C. VILARINHO - 3 x S.C.S. 08 - 2 : 11ª Jornada


- 1 - Jorge Matos
- 2 - Albertino (Cap.)
- 3 - Wilson
- 4 - Oliveira
- 5 - Moreira
- 6 - Fábio
- 7 - Gonçalo
- 8 - Pedrinho
- 9 - Ludovico
-10- Quim Simões
-11- Correia

Treinador: Renato Assunção

Substituições:

68': Saiu Ludovico e entrou Berto
79': Saiu Correia e entrou Rui João

Golos:

29' Quim Simões
51' Correia
78' Golo do Vilarinho
83' Golo do Vilarinho
92' Golo do Vilarinho


Tarde complicada para o Salgueiros, em Vilarinho. Com ambas as equipas a precisarem de pontos, previa-se um jogo dividido, num terreno pelado que não permitia grandes primores técnicos.

O 11 inicial trazia algumas surpresas. O quarteto defensivo era composto por Gonçalo na direita, Albertino e Wilson no centro e Moreira na esquerda. O meio campo tinha Fábio como jogador mais recuado, Oliveira actuava por perto mas com mais liberdade e assumindo muitas vezes a organização de jogo e Pedrinho surgia como o jogador mais adiantado. No ataque, Quim Simões era apoiado na direita por Correia e na esquerda por Ludovico.

A nossa equipa entrou bem, com uma grande oportunidade logo aos 5 minutos. Correia, na direita, consegue espaço para um cruzamento perigoso, a defesa corta de forma deficiente e Quim Simões, no ressalto, remata para defesa complicada do guarda redes.

Na resposta, o Vilarinho mostrava que não estava em campo só para ver jogar. Num passe de rotura, surge um jogador a tentar isolar-se por entre os defesas Salgueiristas, com Moreira a desarma-lo quando este se preparava para rematar.

O Vilarinho teria nova oportunidade quando numa jogada pela esquerda surge um cruzamento, com Jorge Matos a sair mas a não conseguir agarrar, permitindo o cabeceamento a um adversário. Moreira salvaria em cima da linha, cortando para canto.

Aos 15 minutos, Oliveira mostrava classe, com um passe que sobrevoou toda a defensiva do Vilarinho, isolando Pedrinho. O nosso nº8 tentaria finalizar com um chapéu, mas a bola sairia muito por cima.

No minuto seguinte novo calafrio para as hostes Salgueiristas. Cruzamento vindo da direita, Jorge Matos não segura e a bola sobra para um adversário que remata de pronto, mas contra as pernas do guarda redes da nossa equipa.

O jogo estava muito animado, com muita intensidade e muita luta a meio campo. Pelo meio algumas jogadas mais vistosas a dar algum colorido extra ao jogo.

O Vilarinho teria, aos 28 minutos, uma boa jogada de contra ataque pela direita, surgindo um cruzamento que foi encontrar um jogador liberto ao 2ºposte, tendo este rematado de primeira para fora.

No minuto seguinte, o primeiro golo. Quim Simões entra na área, remata contra um adversário e, quando tenta perseguir o ressalto de bola é impedido, sendo agarrado. Na transformação do penalti, o mesmo Quim Simões marcaria o 1-0.

Entraríamos, então, numa fase mais calma, no que toca a oportunidades de golo, mas sempre com o jogo a ser disputado em alta rotação a meio campo. Os jogadores Salgueiristas portavam-se à altura, com grande entrega e "limpando" todos os lances em caso de dúvida.

Até ao intervalo destaque apenas para uma boa jogada entre Quim Simões e Ludovico na esquerda, com o nosso nº9 a cruzar para saída atenta do guarda redes. Do lado do Vilarinho houve um livre directo, com remate fraco para defesa fácil de Jorge Matos.

Depois de uma 1ªparte bem conseguida, restava saber se o Salgueiros iria manter o nível na 2ªparte. E manteve, para satisfação dos Salgueiristas presentes.

Logo aos 47 minutos, Quim Simões ganha a bola a um defesa, entra pela esquerda na área adversária e, à saída do guarda redes, remata mas permite a defesa do mesmo.

No minuto seguinte seria Correia, numa boa jogada pelo lado direito com Oliveira, a entrar na área e a rematar às malhas laterais da baliza do Vilarinho.

Aos 50 minutos, boa jogada de Pedrinho na direita, cruzamento rasteiro e Ludovico a não conseguir a emenda para golo, em boa posição.

Todas estas jogadas pareciam fazer adivinhar o golo Salgueirista. E ele surgiria mesmo aos 51 minutos, quando novamente Quim Simões ganha um ressalto a um defensor adversário, isola-se e, à saída do guarda redes, coloca ao 2ºposte para Correia, vindo da direita, marcar o 2-0.

Pensava-se que era o golo da tranquilidade. Tinha tudo para o ser. Até porque o Salgueiros continuava a mandar no jogo. O jogo acalmava na altura do 2-0, o que era positivo, e o tempo ia passando. Apenas aos 62 minutos surgiria nova jogada relevante, quando Quim Simões, dentro da área, oferece o golo a Pedrinho mas este remata torto.

O Vilarinho lutava, mas apenas em cruzamentos para a área ou em bolas paradas conseguia dar alguma sensação de perigo. Teve mesmo uma boa oportunidade, aos 66 minutos, com um livre frontal em cima da linha de área Salgueirista. O remate sairia muito por cima.

Depois, aos 74, o Salgueiros teria nova oportunidade de ouro para "fechar" o jogo. Jogada pela direita de Correia, este cruza para Berto deixar passar para Quim Simões, isolado ao 2ºposte. O nosso nº10 esperou muito tempo para rematar e quando o fez foi contra um adversário. O ressalto sobraria para Berto que não conseguiu posição para rematar, cedendo a bola a Pedrinho que colocaria novamente em Quim Simões, com este último a não conseguir novamente finalizar.

Dois minutos depois, um primeiro balde de água fria. Livre em zona frontal, ainda fora da meia lua da área Salgueirista. Remate seco e rasteiro, com a bola a passar pelo meio da barreira e a trair Jorge Matos.

A partir daí o jogo virou completamente. Não que a qualidade do Vilarinho melhorasse substancialmente, mas fizeram o que deviam fazer: pressionaram e começaram a colocar muitas bolas na área Salgueirista.

A nossa equipa foi incapaz de segurar o jogo a meio campo, permitindo que o Vilarinho criasse perigo e ganhasse confiança.

Numa bola bombeada para o ataque, surge um jogador nas costas de Wilson, com o nosso nº3 a encostar-se ao adversário e a ver o árbitro a marcar penalti. No mínimo muito duvidoso, diga-se. Aliás, nos últimos minutos o campo também inclinou um pouco devido à arbitragem. Wilson via o 2º amarelo e era expulso. Do penalti surgiria o empate a 2.

Se já o empate era frustrante, a derrota seria impensável. O Salgueiros ainda tentou, mais com o coração do que com a cabeça, colocar algumas bolas no ataque, mas sem qualquer efeito prático.

Mais práticos foram os homens da casa quando, já depois da hora, após um livre na esquerda, surge um cruzamento para a área. A defesa Salgueirista alivia e a bola sobra desta vez para a direita, onde surge um cruzamento a sobrevoar toda a defesa e a encontrar um homem liberto ao 2ºposte, que cabeceou para golo. Bola ao centro, final do jogo. Frustrante...

Até ao minuto 78, o Salgueiros foi uma equipa aguerrida, que mandou no jogo, com melhores executantes e bem organizada. A defesa foi lutadora, o meio campo criativo e ao mesmo tempo combativo, e o ataque muito mexido. Até ao minuto 78, quase todos (ou todos mesmo) estavam a jogar muito bem.

Depois foi o que se viu. Um golo fortuito fez com que as pernas tremessem outra vez, o Vilarinho de equipa de fundo da tabela passou a ser um "gigante" sem que o tivesse justificado até então, fazendo do Salgueiros uma equipa frágil e sem capacidade aguentar a pressão final.

Foram 15 minutos finais penosos, difíceis de engolir. O desânimo era muito e, à altura em que escrevo estas linhas, ainda não passou.

O ideal era aproveitar o que de positivo fizemos hoje e prolongá-lo a 90 e tal minutos. Que tal? Fica o repto. Vemo-nos na próxima semana.

(Crónica por Rui Cabral)
F.C. PEDRAS RUBRAS - 5 x S.C.S. 08 - 1 : 10ªJornada




- 1 - Jorge Matos
- 2 - Albertino (Cap.)
- 3 - Wilson
- 4 - Monteiro
- 5 - Moreira
- 6 - Fábio
- 7 - Formoso
- 8 - Pedrinho
- 9 - Berto
-10- Quim Simões
-11- Correia

Treinador: Renato Assunção


Substituições:

Intervalo: Sairam Berto e Formoso e entraram Gonçalo e Ludovico
74': Saiu Pedrinho e entrou Rui João


É sempre complicado falar sobre um jogo com um resultado tão negativo para a nossa equipa. Todos estaríamos com algumas expectativas para o encontro contra o actual 2º classificado da nossa divisão, o Pedras Rubras, depois das melhorias exibicionais demonstradas no jogo em casa frente ao Custóias.

No entanto, desde o início do jogo que se começaram a notar alguns sinais de intranquilidade na equipa Salgueirista. Ainda assim, aos 2 minutos, Correia aproveita bem uma perda de bola do defesa esquerdo adversário, entra na área mas cruza para onde estava um outro adversário a cortar a jogada, quando tinha 2 colegas em boa posição.

Praticamente no lance seguinte surge o 0-1. Num lance apenas, várias falhas defensivas. Primeiro foi o espaço concedido para o jogador cruzar a bola na direita, depois Wilson não consegue chegar para o corte de cabeça e Albertino falha o corte com o pé, sobrando a bola para um jogador ao 2ºposte que a recebe de pronto, rematando forte e rasteiro ao poste mais próximo, sem hipóteses de defesa.

Aos 6 minutos, nova oportunidade de golo para o nosso adversário quando, em novo cruzamento da direita, o pânico instala-se perto da linha de golo, com falha no alívio da bola e finalmente Albertino a cortar para canto.

Mais 3 minutos passavam no relógio e novo calafrio. Wilson é ultrapassado em velocidade já dentro da área mas consegue o corte para canto quando o jogador adversário se preparava para marcar. No canto, Jorge Matos soca para fora da área onde surge um adversário a rematar de primeira à trave, com o guarda redes Salgueirista já batido.

Neste período o Salgueiros mal saía do seu meio campo com a bola dominada. Desde o pontapé de saída que se notava que a bola estava a queimar nos pés dos nossos atletas, apesar do frio que se fazia sentir no estádio. Muitos passes errados, muitas recepções deficientes, muito nervosismo e, ao 2º ou 3º passe, a tão indesejada perda de bola.

Esperava-se que isto fosse apenas um mau período e que o Salgueiros assentasse arraiais e começasse a jogar o seu futebol. Só que logo de seguida viria a machadada final no jogo. Cruzamento da direita, Jorge Matos parece ter o lance controlado mas larga a bola, um jogador adversário aproveita e remata para a baliza, onde está Monteiro que, em queda, evita o golo com a mão. Expulsão e penalti. O penalti foi convertido em golo, o Salgueiros ficou com 10 homens em campo e a perder por 0-2. Juntando a este cenário a forma intranquila a que nos exibíamos, previa-se o pior.

Entretanto confusão nas bancadas. Insultos dirigidos aos Salgueiristas e tentativa (consumada) de agressão a nossos adeptos por um indivíduo infiltrado, que nada tinha a haver com o Pedras Rubras e as suas gentes. Movimentações nas bancadas, perseguição ao "bandido" que seria detido e devidamente "aquecido" e, no meio de tudo isto, surge o 0-3 aos 19 minutos. Que meia bancada Salgueirista (já para não dizer meio estádio) não viu. Inclusivé o "repórter" que vos escreve.

Era a desilusão total e sentia-se que o resultado poderia vir a ser humilhante.

Felizmente verificaram-se 2 incidências que permitiram que o resultado não se avolumasse até ao intervalo. Por um lado o Pedras Rubras abrandou. Por outro o Salgueiros começou a acertar mais no passe e a posicionar-se melhor no terreno. Antes da expulsão de Monteiro, o esquema era igual ao da semana anterior, apenas com a entrada de Wilson para o lugar de Pereira. O meio campo contava com Formoso e Fábio mais recuados e com Pedrinho mais adiantado. As alas tinham Quim Simões à esquerda e Correia à direita, com Berto na frente. Depois da expulsão, Albertino passava a central e Correia fazia todo o flanco direito, com Pedrinho a ajudar a fechar esse lado.

A melhor oportunidade da 1ªparte para o Salgueiros foi a partir de um livre de Formoso, a meio do meio campo e descaído pela esquerda. O cruzamento foi encontrar a cabeça de Fábio, com a bola a sair pouco por cima, desviada por um defesa adversário. No canto, novamente Fábio a cabecear mas para defesa fácil do guarda redes. Estavamos com 27 minutos.

Até ao intervalo o jogo desceu de intensidade, com o Pedras Rubras a ter um par de oportunidades em bolas paradas e o Salgueiros a ter num remate de Pedrinho, de longe, o lance de maior perigo.

No segundo tempo entravam Gonçalo e Ludovico para os lugares de Berto e Formoso. Gonçalo fixar-se-ia no meio campo, descaído para a direita, mantendo-se Correia como defesa direito. Ludovic passava a ser o extremo esquerdo e Quim Simões o ponta de lança.

No primeiro lance digno de registo, novo golo do Pedras Rubras. Estavamos no minuto 51 quando, após um canto na direita, a bola sobrevoa toda a defensiva Salguerista, Jorge Matos não chega e, ao 2ºposte aparece um jogador do Pedras Rubras para um golo fácil. Tudo muito consentido.

Dois minutos depois, aos 53, e na sequência de um canto a nosso favor, Gonçalo remata para defesa segura do guarda redes adversário. Este coloca a bola rapidamente num colega seu, contra ataque rápido descaído pela esquerda, passe a desmarcar um jogador que aparece isolado frente a Jorge Matos e golo. 0-5! Mau demais e ainda faltavam cerca de 40 minutos para o jogo acabar.

Depois destes minutos fatídicos, o jogo voltaria a acalmar novamente. A equipa da casa sentia que o jogo estava ganho há muito tempo e tirou o pé do acelerador. O Salgueiros tentava remar contra a maré, uma maré muito forte e de grande ondulação.

Aos 64 minutos Pedrinho desmarca bem Ludovico sobre a esquerda que remata cruzado, ao lado.

Depois o Pedras Rubras quase marca, numa boa jogada pela esquerda, surgindo um cruzamento rasteiro para a zona do penalti. O jogador que lá apareceu é que não acertou bem na bola, permitindo o alívio da defesa Salgueirista.

Entretanto entrou Rui João no jogo e veio "agitar" um pouco o jogo Salgueirista. Primeiro em 2 boas iniciativas pela direita, cruzando com perigo para Quim Simões (primeiro) e Ludovico (depois), com ambos a não conseguirem chegar primeiro que o guarda redes do Pedras Rubras.

Finalmente, aos 87 minutos, o tento de honra. Boa jogada pela direita, com Rui João a tabelar com Correia, recebendo a bola e, depois de ganhar um ressalto, a rematar rasteiro e colocado, ainda de fora da área.

Até final de registar a lesão de Quim Simões, que teve que sair de campo ainda antes do final do jogo. Esperemos que recupere rapidamente e não seja nada de grave.

No fim do jogo, a ovação dos adeptos Salgueiristas aos seus atletas, numa demonstração de como se devem comportar os verdadeiros adeptos, nas vitórias e nas derrotas.

Resumindo, depois de uma exibição relativamente convincente frente ao Custóias veio uma outra muito diferente, para pior. Não existiu sequência do que de bom se fez no jogo anterior e isso preocupa. Muito nervosismo, muitos passes errados, muitos cortes falhados, muitos erros individuais. É certo que em quase todos os remates que o Pedras Rubras fez a bola entrou, mas será que se precisasse de fazer mais remates para marcar não os faria? O nosso adversário foi pressionante, consistente e incisivo. Sem ter feito uma exibição de luxo.

Pede-se que no próximo jogo a equipa entre mais concentrada e mais consciente que, se uma falha pode deitar um jogo a perder, muitas falhas e de diversos tipos podem fazer com que seja quase impossível ganhar um jogo.

Concentração, responsabilidade mas, não menos importante, alegria. VAMOS SALGUEIROS

(Crónica por Rui Cabral)
S.C.S. 08 - 1 x CUSTÓIAS F.C. - 1 : 9.ª Jornada




- 1 - Jorge Matos
- 2 - Albertino (Cap.)
- 3 - Pereira
- 4 - Monteiro
- 5 - Moreira
- 6 - Fábio
- 7 - Pedrinho
- 8 - Formoso
- 9 - Berto
-10- Quim Simões
-11- Correia

Treinador: Renato Assunção


Substituições:

71' Saiu Pereira entrou Gonçalo
80' Saiu Berto entrou Lobo
82' Saiu Correia entrou Rui João



O Salgueiros apresentou-se com algumas novidades no 11 titular. Jogando em 4-3-3, o trio do meio campo, desta vez, foi formado por Fábio, Pedrinho e Formoso. No ataque, Berto era o ponta de lança com o apoio de Quim Simões e Correia nas alas. A defesa mantinha-se inalterada em relação ao último jogo.

E o jogo não podia começar de melhor forma. Aos 2 minutos Berto, ligeiramente descaído pela direita, desmarca Quim Simões, com o nosso nº10 a dominar bem a bola na zona de penalti, rematando de seguida para o fundo da baliza do Custóias. Restava agora saber se este bom começo seria para manter.

E foi. Passados mais 3 minutos, numa jogada pela esquerda, Formoso cruza muito bem para surgir Correia, sobre a direita, a rematar ao poste.

O Salgueiros mostrava-se mais confiante, com um jogo mais fluído, com Quim Simões em destaque, muito mexido no lado esquerdo do ataque, assim como Correia na ala oposta.

Aos 14 minutos, Pedrinho, de regresso à titularidade, combinou bem com Albertino na direita, com o nosso capitão a colocar no nosso nº7. Este desmarcava Quim Simões que tentava o remate de primeira, cruzado mas fraco.

O Custóias teria o primeiro esboço de uma jogada atacante aos 18 minutos, quando numa troca de bola ao primeiro toque, perto da área Salgueirista, permite um remate de primeira, mas muito torto e sem qualquer perigo.

O jogo, de facto, só dava Salgueiros. Os de Custóias mostravam-se agressivos e bastante faltosos mas não intimidavam a nossa equipa.

Aos 19 minutos, Fábio, pela direita, cruza para Quim Simões não conseguir a emenda na zona de penalti. Pouco depois livre do lado esquerdo, com Formoso a colocar na cabeça de Fábio que desvia para Quim Simões, ao 2ºposte, cabecear por cima.

O Salgueiros mantinha um ritmo de jogo acima da média, com um fio de jogo bastante agradável. E, aos 28 minutos, na melhor jogada do desafio, Pedrinho na direita coloca em Quim Simões. Este leva quase até à linha de fundo para cruzar rasteiro para Berto, ao 2ºposte e com a baliza toda para si, rematar por cima. Uma grande perdida a fazer lembrar a velha máxima de que "quem não marca arrisca-se a sofrer".

E muitos dos que estavam no estádio a assistir ao jogo devem ter-se lembrado disso aos 42 minutos quando, no único remate do Custóias à baliza Salgueirista, empataram o jogo. Passe de ruptura por entre a defesa, aparecendo isolado um jogador do Custóias descaído pela direita. O remate foi cruzado, rasteiro e colocado ao 2ºposte, sem hipóteses de defesa.

Chegava o intervalo e assistia-se a algum desânimo nas bancadas, que parecia estender-se aos jogadores Salgueiristas. A injustiça pairava no ar.

No início do 2ºtempo, a reacção Salgueirista foi a melhor. Logo no 2º minuto Correia isola-se mas, já apertado, remata ao lado.

Depois passaríamos por uma fase em que o jogo foi muito disputado a meio campo, com muitas faltas e poucas ou nenhumas oportunidades. O Custóias parecia mais forte do que na 1ªparte mas o Salgueiros ia segurando bem o jogo.

Até que, por volta da meia hora do 2ºtempo, o jogo entraria numa fase de loucos. Bola cá, bola lá, oportunidades de parte a parte, com maior perigo para os de Custóias.

Aos 67 minutos, o Custóias, em boa jogada de combinação pela direita, cruza a bola para a área. Surge um desvio ao 2ºposte a assustar os Salgueiristas, mas ninguém apareceria na área para a emenda final. Um minuto depois, no respectivo canto, um jogador seu aparece ao 2ºposte, liberto de marcação, a rematar forte de pé esquerdo, já perto da linha de golo, mas por cima.

Aos 70 minutos um dos casos do jogo. Um jogador do Custóias isola-se e, quando entrava dentro da área Salgueirista, Pereira trava-o em falta. Ficou a dúvida se a falta teria sido dentro ou fora da área, sendo que o cartão correcto seria o vermelho em qualquer dos casos, mas o árbitro marcaria um livre à entrada da área e mostraria apenas o amarelo. No livre, Jorge Matos fazia uma grande defesa que evitava o 2º golo do Custóias.

O Salgueiros sacudia a pressão e, 2 minutos depois, em boa jogada pela direita, Gonçalo coloca em Correia que mete na área para Quim Simões. O nosso nº10 cai dentro da área, reclamando penalti. O lance deixou dúvidas, embora tenha parecido não existir falta.

O Custóias respondia no minuto seguinte com mais uma jogada perigosa, quando após um cruzamento vindo da esquerda surge um jogador a rematar de cabeça, em boa posição, mas por cima.

Na contra resposta seria Formoso a conduzir a bola pelo centro do terreno e, com algum espaço, a progredir até perto da área. Optou então pelo remate, que sairia perigoso mas por cima.

Aos 77 minutos, penalti para o Custóias. Um jogador isola-se pela esquerda, entra na área e Correia, que o perseguia, toca-o e faz com que este caia. O árbitro não teve dúvidas e assinalou o castigo máximo. Só que Jorge Matos não estava lá para ver jogar e atirou-se com valentia para a sua esquerda, negando o 1-2 com uma brilhante e, quiçá, decisiva intervenção.

Depois de este período intenso no jogo, que fez vibrar as bancadas, assistiriamos a uma fase bastante quezilenta, com muitos "desaguisados", faltas, discussões, e muito pouco futebol. Com cerca de 15 minutos para serem jogados, não se conseguiu ver mais um lance com princípio, meio e fim.

O jogo acabava com um empate que se pode considerar justo. A 1ª parte foi do Salgueiros, onde podíamos ter sentenciado o jogo se tivessemos sido mais certeiros na finalização. No 2ºtempo, apesar do domínio mais acentuado do Custóias e do penalti desperdiçado, nós tivemos também algumas boas jogadas e poderíamos também ter marcado.

De destacar a melhoria a que assistimos no futebol Salgueirista, relativamente aos jogos anteriores. Futebol mais fluído, sem ser necessário o pontapé para a frente, mais objectivos, com mais entreajuda e dinâmica no meio campo. No 2ºtempo houve algum desgaste de um ou outro elemento e as compensações não foram tão bem executadas, mas soubemos mantermo-nos em jogo.

A manter estas melhorias e esta vontade de vencer, muitas alegrias virão nos próximos tempos.

(Crónica por Rui Cabral)
C.R.P. BARROSAS - 3 x S.C.S. 08 - 1: 8.ª Jornada


- 1 - Jorge Matos
- 2 - Albertino (cap.)
- 3 - Pereira
- 4 - Monteiro
- 5 - Moreira
- 6 - Fábio
- 7 - Oliveira
- 8 - Formoso
- 9 - Lobo
-10- Gonçalo
-11- Rui João

Treinador: Renato Assunção


Substituições:

37' Saiu Oliveira entrou Berto
58' Saiu Lobo entrou Heitor
69' Saiu Rui João entrou Correia


Aguardava-nos um jogo contra uma equipa que ia atrás de nós por um ponto, mas que tinha ganho ao 2º classificado, em casa deste, na última jornada. Para além disso, o terreno de jogo (pelado) e as condições atmosféricas previstas não auguravam nada de bom, qualitativamente falando. Depois da exibição descolorida do último jogo em casa, frente ao Arcozelo, seria complicado voltar às boas exibições com estas condicionantes.

De facto, de todos os factores acima mencionados, o que se portou melhor foi o... terreno de jogo. A equipa do Barrosas mostrou-se difícil, fomos presenteados com muito frio e alguns períodos de valentes aguaceiros, o Salgueiros voltou a exibir-se num nível abaixo do esperado, mas o pelado até se manteve em (relativas) boas condições para a prática do futebol.

Mas vamos ao jogo. Com a surpresa de Formoso no 11 titular, e com Heitor já no banco de suplentes, recuperado da sua grave lesão, o Salgueiros começou a partida numa espécie de 4-4-2, com um losango constituído por Fábio (mais recuado), Oliveira (interior direito), Formoso (interior esquerdo) e Gonçalo (mais adiantado). Na frente, Lobo era o ponta de lança fixo, com Rui João a deambular pelas alas, sendo um jogador livre no apoio ao ponta de lança.

O jogo foi quase sempre de fraco nível, o que interessava mais à equipa da casa. O Barrosas apresentou uma equipa fisicamente robusta, a povoar bem o centro do terreno, com um jogo simples e pouco vistoso, colocando a bola na frente em poucos toques. O Salgueiros não conseguia jogar pelo chão, principalmente porque não havia linhas de passe, fruto da pouca movimentação dos jogadores de meio campo. De facto, notava-se que quem recebesse a bola nos pés teria um problema de difícil resolução: onde colocá-la a seguir?

Assim sendo, foi um jogo muito dado a bolas paradas. E foi numa dessas bolas paradas que o Barrosas chegou ao 1º golo do jogo. Livre do lado direito do ataque do Barrosas, junto ao vértice da área, cruzamento para a zona de penalti e cabeceamento à trave. A sorte não acompanharia Jorge Matos que, fazendo-se ao lance, levou com o ressalto da bola na nuca, sem nada poder fazer para evitar o golo. Estávamos no minuto 12.

Rui João, que aos 10 minutos por pouco não aproveitara um bom passe de Gonçalo a isolá-lo, teve aos 21 minutos uma boa iniciativa pela esquerda. Gonçalo inicia a jogada no centro e coloca a bola na esquerda no nosso nº11. Este finta um defesa e cruza para a zona onde estava Lobo, com um defesa a antecipar-se e a cortar por cima da trave.

Alguns minutos depois, Gonçalo mostrava-se o mais inconformado dos Salgueiristas, conduzindo a bola em jogada individual, pelo centro do terreno, para depois tentar o passe para Lobo. A defesa corta, a bola sobra novamente para Gonçalo que remata de pronto mas por cima da baliza.

Com o jogo a tornar-se quezilento, teríamos uma série de lances de bola parada. Formoso (que assumiu a marcação de todas as bolas paradas do Salgueiros) cruzava aos 34 minutos para Pereira atrapalhar-se e, perto da baliza, não conseguir emendar para golo. Depois, aos 37 minutos, após uma falta em cima da linha da área e em zona frontal, Formoso permite a defesa do guarda redes adversário, a dois tempos, evitando uma recarga para golo. Finalmente, aos 42 minutos, foi a vez do Barrosas assustar, após um canto sobre a direita, com o cabeceamento a sair por cima.

O Salgueiros entretanto, com a entrada de Berto para o lugar de Oliveira, passava a jogar em 4-3-3, com Rui João e Berto nas alas a tentarem apoiar Lobo no centro. O meio campo passava ser um trio composto por Fábio, Formoso e Gonçalo.

Ainda antes do intervalo, novamente Rui João levava o perigo à área adversária, pela esquerda, combinando com Lobo. O nosso nº9 cede a bola a Berto para este rematar cruzado mas fraco, para defesa fácil.

Chegava-se ao intervalo e a esperança era a de que surgisse um Salgueiros mais atrevido no 2ºtempo, ou pelo menos mais eficaz nas bolas paradas.

E tivemos logo aos 47 minutos uma primeira oportunidade, com Formoso a tentar a sua sorte em livre frontal, ainda longe da baliza. O remate sairia fraco e à figura.

Mas seria sol de pouca dura. O Salgueiros passaria talvez pela sua pior fase no jogo. O Barrosas também não jogava um bom futebol, mas encontrava-se na situação cómoda de estar na frente do marcador.

Apenas aos 61 minutos veríamos uma jogada de perigo do Salgueiros, com Berto a ganhar posição ao defensor contrário, já perto da pequena área, a adiantar a bola e a sofrer um toque nas pernas. Penalti nítido, não assinalado. Apesar de não estarmos a produzir, são estes lances que por vezes mudam o destino de uma equipa ou de um treinador. Tivesse sido assinalado o penalti e tivessemos empatado, a história poderia ser outra...

Mas como a vida não se faz de "ses", a verdade é que, mesmo dispondo ainda de um livre perigoso de Formoso, defendido com dificuldade pelo guarda redes do Barrosas, foi mesmo o Barrosas a marcar novamente. Aos 78 minutos, uma das melhores defesas do campeonato demonstrava intranquilidade quando Pereira, ao tentar proteger um passe rasteiro adversário para Jorge Matos sair e segurar, desentende-se com o nosso guarda-redes e permite a antecipação de um jogador adversário. Este remata para a baliza deserta, já junto à linha de fundo e de ângulo difícil.

Estava praticamente sentenciado o jogo. Aos 84 minutos, Correia recebia um cruzamento de Formoso vindo da esquerda e, já dentro da área, remata por cima quando se encontrava cara a cara com o guarda-redes do Barrosas.

Aos 89 minutos, novo balde de água fria. Com a defesa do Salgueiros subida, surge um contra ataque rápido do Barrosas. Num ápice, surgem 2 adversários perante Monteiro, com o nosso nº4 a tentar impedir a linha de passe. Conseguiu, mas na dividida com o portador da bola perdeu o equilíbrio e caiu, deixando-o sozinho perante Jorge Matos. O remate foi forte e sem hipóteses de defesa.

Para atenuar o resultado, e dar-lhe mais justiça, aos 92 minutos Formoso marca um livre sobre a direita e coloca ao 2ºposte, para Berto finalizar de cabeça.

O jogo acabava e o desconsolo era evidente entre todos os Salgueiristas.

Destaque para o regresso de Heitor, ainda que não da forma que todos desejávamos: com uma vitória.

Uma palavra para Pereira, um jogador que nos 7 jogos anteriores teve um comportamento exemplar, ajudando, juntamente com os seus colegas, a que a equipa fosse sólida na sua defesa. Hoje teve uma tarde difícil, com um par de erros comprometedores. Foi a excepção que confirmou a regra de que Pereira é um excelente central.

Para a equipa pedimos mais alegria, mais movimentação, mais dinâmica, mais liberdade de movimentos. Queremos que se divirtam a jogar e que nos divirtam também. Nada está perdido, há apenas que redefinir objectivos. Há que encontrar o trilho das vitórias e tentar permanecer nele. E para isso nada melhor que o próximo jogo!

(Crónica por Rui Cabral)
S.C.S. 08 - 0 x S.C. ARCOZELO - 0: 7.ª Jornada

GR - 1 - Jorge Matos
DD - 2 - Albertino
DC - 3 - Pereira
DC - 4 - Wilson
DE - 5 - Moreira
MC - 6 - Monteiro
MD - 7 - Gonçalo
MC - 8 - Oliveira
AC - 9 - Lobo
AC - 10 - Berto
ME - 11 - Diogo Preto

Treinador: Renato Assunção

Substituições:

31' Saiu Berto entrou Rui João
61' Saiu Diogo Preto entrou Rúben
79' Saiu Monteiro entrou Silva

Expulsão:

82' Wilson - vermelho directo


Depois da vitória em Valongo, Renato voltava a apostar no mesmo 11 para o jogo de ontem frente ao Arcozelo. Teoricamente, jogando em casa contra o último, seria uma boa opção jogar com 2 pontas de lança, quase num 4-4-2 clássico, com Berto e Lobo na frente, Diogo e Gonçalo nas alas e Oliveira e Monteiro no miolo.

Só que da teoria à pratica vai um bom passo e cedo se percebeu que as coisas não estavam a sair bem. Os alas deram-se à marcação dos laterais contrários, jogando-se quase em 4-2-4, com Monteiro e Oliveira a terem muitas dificuldades para ter a bola. O jogo directo era uma constante e as perdas de bola também.

Por estes factos, e também pelo descontrolo emocional de Berto (que escapou por um triz a um 2º amarelo), Renato alterou o esquema, fazendo a troca de Berto por Rui João, passando a jogar em 4-3-3, com Rui João e Diogo nas alas, fazendo recuar Gonçalo para o miolo. Foi aos 31 minutos.

Até então, destaque para a perdida do jogo, aos 28 minutos, na melhor jogada do Salgueiros em todo o jogo. Gonçalo faz um passe a rasgar, da direita para a esquerda, para Diogo Preto e este, na esquerda, cruza para lobo, isolado e a pouco mais de 2 metros da linha de golo, rematar muito torto e por cima.

De resto, as melhores jogadas do Salgueiros surgiam pelo lado direito, com Albertino a mostrar grande vitalidade e a combinar bem com os seus companheiros mais próximos, mas sem resultados práticos.

A alteração táctica não veio trazer grandes modificações até ao intervalo, pois apesar de em 4-4-2 não se ter visto bom futebol, em 4-3-3 também não foi o caso. O Arcozelo não colocava grandes dificuldades, mas o Salgueiros também não "apertava" muito com eles.

Aos 42 minutos surgiria a melhor oportunidade em todo o jogo para a equipa de Gaia, num cruzamento da esquerda que vai encontrar um jogador liberto ao 2ºposte. Este cabeceia para a entrada da pequena área e vê um companheiro seu falhar o remate em zona privilegiada.

O 2º tempo trouxe o melhor do Salgueiros no jogo. Entramos pressionantes, com mais vontade de mudar o rumo da partida e a criar perigo.

Logo na primeira jogada, Rui João vai à linha na esquerda, cruza com perigo para Lobo mas o nosso nº9 estava em tarde não e, apertado, não conseguiria a emenda.

No minuto seguinte foi Moreira a cruzar para Lobo chegar atrasado e, para variar um pouco passaríamos para a direita, onde depois seria Albertino a fazer uma das poucas boas jogadas do desafio, combinando com Gonçalo, surgindo o cruzamento para Rui João ver ser-lhe negado o golo por um corte salvador de um defesa contrário.

O Salgueiros insistia, ia ganhando livres no meio campo adversário, mas a finalização não chegava. Oliveira, aos 55 minutos, marcava um livre cruzado para a área, com ninguém a conseguir desviar, para 1 minuto depois, após canto, Pereira em boa posição rematar de cabeça à figura.

A partir daqui, e ainda com cerca de 35 minutos para jogar, baixamos novamente o ritmo de jogo, ou melhor, não conseguimos mantê-lo. Rúben entraria para o lugar de Diogo Preto mas não conseguiu, à semelhança do que vinha fazendo na época passada, trazer alegria ao jogo do Salgueiros.

Aos 71 minutos, expulsão de jogador do Arcozelo por palavras dirigidas ao árbitro, na sequência de uma falta cometida pela sua equipa. Mas, à semelhança do que aconteceu em jogos anteriores, o Salgueiros não capitalizou esta expulsão. Os de Arcozelo continuaram a defender, bem colocados no terreno, e nós a não conseguirmos sufocá-los, como era exigido.

Ainda assim tivemos uma boa oportunidade por Gonçalo, um minuto depois. O nosso nº7 isola-se após passar a bola por cima de um adversário mas permite a defesa do guarda redes.

Aos 79 minutos, o canto do cisne. Não sabíamos ainda, mas seriam as últimas jogadas de perigo do Salgueiros até final. Primeiro em contra ataque, com Rui João a conduzir pela direita, tendo Lobo no meio e Rúben mais atrasado, ambos em boas posições para marcar. Decidiu-se pelo passe para o nº9 e permitiu o corte de um defesa. Do respectivo canto, novamente Rui João a ter uma boa oportunidade para quebrar o nulo, com a bola a sobrar-lhe para um belo remate. O problema é que estava lá o guarda redes para fazer a defesa da tarde.

Até final, se as coisas já estava difíceis, Wilson descontrolou-se após cometer uma falta na área adversária, dizendo algumas palavras duras, talvez para o árbitro, talvez para o adversário... O árbitro entendeu a ofensa como muito grave e expulsou-o com vermelho directo.

10 contra 10, com cerca de 10 minutos para jogar, não conseguimos empurrar o Arcozelo para a sua área. Conseguimos um par de cruzamentos com perigo, mas sem nenhuma finalização que sossegasse os corações Salgueiristas.

Era mais um empate, contra um adversário de fraco nível.

Estamos numa divisão exigente, acho que todos já percebemos. E todos já percebemos também que há equipas com melhores infraestruturas (ou apenas com infraestruturas) e com mais capital para apostar noutros vôos. No entanto, olhando para a qualidade individual dos nossos jogadores e comparando-os com os nossos adversários, não temos ficado atrás de nenhum deles. Muito pelo contrário. Só que a qualidade de jogo não tem correspondido a essa qualidade individual, por norma.

O Arcozelo mostrou muito poucos argumentos para marcar um golo sequer. Nós mostramos mais qualquer coisa, e a haver um vencedor seria o Salgueiros, mas o 0-0 também se aceita, dada a fraca prestação de ambas as equipas. A verdade é que Jorge Matos não teve trabalho, mas não é menos verdade que do outro lado apenas obrigamos o guarda redes a 2 defesas difíceis.

Há que corrigir rapidamente os aspectos menos bons, para podermos partir para um campeonato calmo e seguro, na primeira metade da tabela. Temos potencial, vamos acreditar nele.

(Crónica por Rui Cabral)
U.D. VALONGUENSE -1 x S.C.S. 08 - 3 : 6.ª Jornada

GR - 1 - Jorge Matos
DD - 2 - Albertino
DC - 3 - Pereira
DC - 4 - Wilson
DE - 5 - Moreira
MC - 6 - Monteiro
MC - 7 - Gonçalo
MC - 8 - Oliveira
AC - 9 - Lobo
AD - 10 - Berto
AE - 11 - Diogo Preto

Substituições:

57' Saiu Albertino (lesionado) entrou Fábio
71' Saiu Berto entrou Rui João
80' Saiu Diogo Preto entrou Quim Simões

Golos:

32' Berto
55' Monteiro
71' Valonguense
88' Quim Simões


Após o anúncio de uma boa recepção em Valongo e a previsão de uma tarde de sol, previa-se um jogo de futebol com uma boa moldura humana e, quiçá, bem jogado. Um senão: o muito mau estado do relvado.

De facto o estádio quase encheu, o sol apareceu, mas o futebol não foi dos melhores.

O Salgueiros apresentou novidades no 11 inicial, ficando no banco, em relação ao jogo anterior, Quim Simões e Rui João, sendo que Rúben ficou mesmo fora das escolhas de Renato para este jogo. Para estes 3 lugares entrariam Gonçalo, Diogo Preto e Berto.

Com estas alterações, o Salgueiros apresentaria um esquema idêntico ao habitual mas mais perto do 4-4-2, com Gonçalo a aparecer não raras vezes nas alas e Berto a colar-se, muitas vezes, a Lobo.

O jogo não começaria da melhor forma, com muitas bolas pelo ar, nenhum perigo junto das balizas e muitos passes errados, também fruto das irregularidades do relvado.

Aos 15 minutos e na primeira "promessa" de lance de perigo, surge um lance decisivo para o resto da partida. Albertino coloca um passe longo para a corrida de Gonçalo, este começa uma correria ainda antes do meio campo e com larga desvantagem para o seu opositor, mas ganhando-lhe na velocidade. Quando já se aproximava da bola e da grande área adversária é empurrado, impedido de prosseguir. O árbitro, sem qualquer hesitação, expulsa o defesa, e bem.

Após este lance, o jogo manter-se-ia nos mesmos moldes, ou seja, pouco esclarecido. No entanto foi o Valonguense que reagiu à expulsão e bem, com dois lances de relativo perigo. Primeiro aos 21 minutos de livre directo, com remate por cima, e depois, aos 23, em jogada pelo lado direito, com um seu jogador a flectir para o meio e, em boa posição, a rematar ao lado.

O Salgueiros responderia por Gonçalo, após passe de cabeça de Berto. O nosso nº7 isola-se e remata cruzado para defesa difícil, com os pés, do guarda-redes adversário.

Os minutos seguintes traziam de novo um Valonguense por cima no jogo, dominando e tomando a iniciativa de jogo. Com alguns jogadores rápidos, os de Valongo pareciam querer mostrar que, apesar de estarem com menos um elemento, pretendiam lutar pelos 3 pontos.

E se, aos 28 minutos, o Salgueiros teve mais uma boa oportunidade para marcar, quando Gonçalo não consegue o cruzamento para o isolado Lobo, aos 30, de livre, foi o Valonguense a levar mais perigo à baliza adversária. Foi mesmo Jorge Matos o primeiro guarda-redes a ter trabalho neste jogo, com o remate a sair colocado e a obrigar o nosso nº1 a brilhar.

O que desequilibrou o jogo veio no minuto 32. Diogo Preto conduz a bola pela esquerda, ganha no ombro a ombro com o seu adversário, leva até à linha e cruza para Berto fuzilar de cabeça. O Salgueiros adiantava-se no marcador numa altura importante, fazendo a balança pender para o nosso lado.

Até ao intervalo pouco jogo se viu. O Valonguense tentou, através de alguns cruzamentos, levar o perigo à área Salgueirista, conseguindo ainda um remate de cabeça à trave, mas com a bola a estar sempre sob controlo por parte de Jorge Matos.

No segundo tempo pouco se alteraria em termos de qualidade. A entrega era muita, de parte a parte, diga-se, mas a bola andou bastante mal tratada.

E, aos 55 minutos, o primeiro lance de perigo iria dar em golo. Canto do lado esquerdo do ataque Salgueirista, Oliveira cruza para uma cabeçada irrepreensível de Monteiro. Um belo golo do nosso nº6.

Com isto, quase toda a gente pensaria que o jogo estava sentenciado. Poucas oportunidades de golo se viam e poucas jogadas de bom futebol eram construídas, já para não falar novamente na desvantagem numérica do Valonguense.

Só que os de Valongo não desistiram. A luta continuou. O Salgueiros também não adormeceu à sombra do resultado, mas as coisas também não saiam bem. Num livre, aos 64 minutos, o Valonguense deu sinal de perigo, com Jorge Matos a defender como pode, evitando o golo.

O Salgueiros controlava, sem jogar bem. O Valonguense insistia, com jogo directo, para o seu ataque. E, aos 71 minutos, num livre a uns bons 35 metros da baliza Salgueirista, surge o 2-1. Remate forte, colocado, com a bola a entrar perto do ângulo superior direito da baliza de Jorge Matos. O nosso nº1 quase defendeu o remate, tendo como atenuante a potência e colocação do remate, bem como algum efeito que a bola possa ter levado.

O Valonguense ganhou novo ânimo e temia-se, entre os Salgueiristas, que pudessem igualar o jogo. De facto, nos minutos seguintes, conquistariam uma série considerável de cantos e livres perigosos. Nesta altura, quer a defesa, quer o Jorge Matos, foram importantes para travar qualquer intenção dos de Valongo.

A melhor maneira de sossegar os corações de Paranhos seria novo golo. E o recém entrado Quim Simões fez-nos a vontade. Jogada de contra-ataque, Oliveira coloca Quim Simões na frente de um defesa adversário, com o nosso avançado a tira-lo da frente e a rematar rasteiro e colocado para o 3-1 final. Estávamos no minuto 88.

Até final pouco mais houve digno de registo. Foi a única fase em que o Valonguense efectivamente baixou os braços. O Salgueiros nunca o fez.

Num jogo de fraco nível, valeu a entrega de ambas as equipas. Muita bola pelo ar, muitos passes errados, poucas oportunidades de golo, mas muita vontade.

Ao Valonguense temos que dar o mérito de lutar de igual para igual com menos um jogador desde os 15 minutos.

O Salgueiros também se apresentou com uma boa atitude perante o jogo, embora não conseguindo ser muito superior no jogo jogado. A defesa, guarda-redes incluído, apresentou-se em bom nível, como tem sido habitual. O meio campo não se conseguiu impor, nem ligar-se ao ataque de forma eficaz. Disso se ressentiu Lobo, jogando 90 minutos sem ter tido uma oportunidade para rematar à baliza.

Apesar disso, qualquer um dos médios do Salgueiros teve bons momentos e momentos decisivos no jogo. Assim como os extremos. Senão vejamos: Monteiro marcou um golo, Oliveira fez 2 assistências para golo, Gonçalo "expulsou" um adversário, Diogo Preto fez 1 assistência para golo, Berto marcou um golo e Quim Simões outro.

Resumindo, lutamos e, jogando menos bem, mas em equipa, conseguimos ganhar.

(Crónica por Rui Cabral)
S.C.S. 08 - 0 x NOGUEIRENSE F.C. - 0 : 5.ª Jornada


GR - 1 - Jorge Matos
DD - 2 - Albertino (Cap.)
DC - 3 - Pereira
DC - 4 - Wilson
DE - 5 - Moreira
MC - 6 - Monteiro
MC - 7 - Oliveira
MC - 8 - Rúben
AC - 9 - Lobo
AE - 10 - Quim Simões
AD - 11 - Rui João

Treinador: Renato Assunção

Substituições:

55' Saiu Rui João e entrou Diogo Preto
77' Saiu Monteiro e entrou Gonçalo
84' Saiu Rúben e entrou Pedrinho


Na Senhora da Hora, defrontaram-se duas equipas empatadas em pontos na tabela classificativa. Ambas com 4 pontos e vindas de uma derrota, procuravam o regresso aos pontos. Esperava-se, portanto, uma atitude positiva perante o jogo. Mas tal não se verificou, pelo menos em qualidade.

O Salgueiros apresentou-se com o esquema habitual, tendo apenas duas alterações no 11 em relação à jornada anterior. Moreira jogou no lugar antes ocupado por Rochinha, assim como Rúben em relação a Berto.

O inicio de jogo trouxe um Salgueiros com dificuldades em chegar perto da área do Nogueirense, principalmente em jogadas bem construídas. A bola andava muito pelo ar, jogo que interessava mais aos de Nogueira da Maia, que dispunham de duas "torres" no centro do ataque, sendo nítida a insistência, em grande parte do tempo, no jogo directo.

Assim, aos 3 minutos, criaram a primeira oportunidade de perigo quando, numa bola bombeada para a área Salgueirista, Wilson corta a bola de forma deficiente, com esta a sobrar para um adversário que, à entrada da área, remata muito mal.

O Salgueiros tentou contrariar esta tendência apenas numa jogada individual de Rui João que, pela direita, levou alguns adversários de vencida e, junto à linha de fundo, ao invés de tentar o cruzamento decide-se pelo remate, com a bola a sair às malhas laterais da baliza Nogueirense.

Ainda antes dos 10 minutos de jogo, num livre directo, a bola passava muito perto da baliza de Jorge Matos, num remate bem colocado.

E ficavam-se por aqui as oportunidades durante uns bons 25 minutos. Jogo muito mal jogado, muitas faltas assinaladas, muitas delas mal assinaladas (para ambas as partes) e o Salgueiros sem conseguir fazer a ligação da defesa com o ataque. O trio do meio campo (Oliveira, Monteiro e Rúben) pouco se viu, e os avançados, tirando algumas tentativas de "furar" por Rui João e Quim Simões, ou as bolas de cabeça ganhas por Lobo (quase sempre sem apoio para ganharmos a 2ª bola), também não estiveram muito em jogo.

O Nogueirense parecia muito mais satisfeito com o empate. Não entrando em euforias, iam mantendo o estilo de jogo directo, tentando fazer de cada livre uma bola de perigo na área Salgueirista. Sem sucesso, diga-se.

E andava o jogo num pingue-pongue aéreo quando, aos 35 minutos, na sequência de (mais) um livre, Rui João coloca a bola na área, aparecendo Lobo ao 2º poste, sozinho, a atirar por cima à saída do guarda-redes. Era a melhor oportunidade até então para a equipa de Paranhos.

Dois minutos depois, o Salgueiros demonstrava vontade em mudar o rumo do jogo, com uma boa jogada entre Rui João e Albertino na direita, com o nosso nº2 a cruzar bem mas sem ninguém conseguir a emenda. Foi o último esboço de uma jogada bem construída.

Aos 38 minutos, o Nogueirense dispunha da melhor oportunidade de todo o jogo, num cruzamento vindo da esquerda para uma das "torres" do ataque. O avançado desvia de cabeça, ao 2ºposte, com a bola a sair muito perto da baliza.

Até ao intervalo, mais do mesmo. Faltas, perdas de bola, bolas pelo ar.

Para o 2º tempo, Renato não trouxe nenhuma alteração no 11 inicial. Trouxe, isso sim, alterações a nível de comportamento em campo. O Salgueiros passou a jogar mais a bola pelo chão, com maior rapidez e objectividade.

Logo no minuto inicial, Rúben isola Quim Simões que, depois de entrar na área e com tudo para fazer golo, atira ao lado. Falhar um golo nunca é bom, mas a jogada trazia ânimo aos Salgueiristas.

Depois, em jogadas idênticas, Albertino e Rui João tentavam a sua sorte de longe, em remates que saíram para fora.

Aos 59 minutos deu-se a jogada mais polémica do jogo, com Rúben a ver amarelo por simulação dentro da área do Nogueirense. Pareceu ter havido falta do defesa sobre o nosso nº8, embora se possa dar o benefício da dúvida ao árbitro.

Aos 64 minutos uma das melhores, senão a melhor, oportunidade de golo do Salgueiros em todo o jogo. Monteiro abre na direita para Quim Simões, este combina com Albertino que cruza para Rúben, em voo, rematar com a bola a sair muito perto do poste esquerdo da baliza.

Três minutos depois, o Salgueiros repetia a jogada, desta vez com combinação entre Lobo e Albertino, com o nosso capitão a cruzar bem, surgindo "apenas" um corte salvador a tirar o golo a Quim Simões, que se encontrava sozinho ao 2º poste.

Depois era a vez, finalmente, do Nogueirense criar perigo. Em contra-ataque conduzido pelo meio, um jogador coloca num seu companheiro sozinho na esquerda. Este entra na área e, à saída de Jorge Matos, permite a defesa ao nosso guarda-redes, com Wilson a limpar o ressalto.

Na jogada seguinte, aos 70 minutos, Moreira, a meio do meio campo e sobre a esquerda, cruza largo para Pereira que recebe no peito, em boa posição, e remata, mas muito por cima.

Ao minuto 75, nova grande jogada do Salgueiros, com Diogo Preto a iniciar um contra-ataque, fazendo uma abertura da esquerda para a direita para Quim Simões, Quim devolve o passe para a esquerda para Diogo, isolando-o. No entanto, Diogo Preto, em boa posição para rematar, tenta o passe para Lobo, mas permitindo o corte de um defesa adversário.

E, com 15 minutos para jogar, mais descontos, ficaríamos por aqui em termos de futebol. Até final viu-se muito pouco futebol, muito pouco esclarecimento e o jogo voltaria ao que tinha sido na primeira parte.

Após um jogo em Felgueiras em que o Salgueiros até mostrou bom futebol num campo lamacento, desta feita não conseguiu por em prática o que tinha demonstrado de bom. Teve muitas dificuldades em ligar o jogo entre a defesa e o ataque, raramente conseguindo colocar a bola no chão em progressão e perdendo muitas vezes a "luta" no meio campo. Mesmo nos melhores períodos, no segundo tempo, não fomos capazes de mostrar argumentos que fizessem sentir o 0-0 como resultado injusto. O Nogueirense, equipa mais física e a apostar no jogo directo, acabou por conseguir repartir o domínio do jogo, fazendo justiça ao resultado final.

A palavra final vai para o grupo de trabalho do Salgueiros: continuem a acreditar no vosso trabalho! Há sempre um próximo jogo para vencer!

(Crónica por Rui Cabral)
A.C. FELGUEIRAS - 2 x S.C.S. 08 - 0 : 4.ª Jornada



GR - 1 - Jorge Matos
DD - 2 - Albertino (Cap.)
DC - 3 - Pereira
DC - 4 - Wilson
DE - 5 - Rochinha
MC - 6 - Monteiro
MC - 7 - Oliveira
MC - 8 - Berto
AC - 9 - Lobo
AE - 10 - Quim Simões
AD - 11 - Rui João

Treinador: Renato Assunção

Substituições:

58' Sai Berto entra Diogo Preto
66' Sai Monteiro entra Gonçalo
79' Sai Lobo entra Silva

Golos:

25' A.C.Felgueiras
90' A.C.Felgueiras


Num campo pelado, com um autêntico temporal a rondar o estádio da A.C.Felgueiras, esperava-se ver muito pouco futebol e a palavra "lotaria" pairava nas mentes dos adeptos presentes.

E foi uma lotaria... para a equipa de Felgueiras. A sorte grande saiu-lhes, a nós saiu a fava.

O Salgueiros apresentou-se com o mesmo 11 da jornada anterior, mantendo também o mesmo esquema em campo. O jogo inicialmente foi confuso, muito jogado a meio campo e sem oportunidades de golo.

A chegar aos 15 minutos, viu-se a primeira jogada de perigo do Salgueiros, com Rochinha a rematar ao lado, após alguns passes trocados em zona frontal. A nossa equipa parecia querer dar continuidade a este lance, criando mais algumas boas jogadas, quase sempre pelo lado esquerdo do ataque, com Rui João e Quim Simões muito activos e a darem algumas dores de cabeça à defensiva do Felgueiras.

Lobo teria aos 20 minutos uma grande oportunidade para continuar na rota dos golos, após excelente jogada de Quim Simões sobre a esquerda. O nosso nº10 fintou 2 adversários, cruzou rasteiro para Lobo e este, já perto da linha de golo, remata para um desvio de um defesa adversário. Do canto nada resultaria.

Do outro lado do campo encontrava-se uma equipa que apostava no contra-ataque, num jogo mais directo. Criou um ou outro lance a dar a sensação de perigo, mas sem nunca assustar efectivamente.

Até que aos 25 minutos, quando o jogo dava mais Salgueiros, surge o 0-1. Após combinação na direita, um jogador do Felgueiras cruza e surge um companheiro seu a antecipar-se a toda a defensiva Salgueirista, isolando-se e rematando cruzado à saída de Jorge Matos.

Aos 28 minutos, na resposta ao golo sofrido, Lobo quase chegava a tempo de desviar um cabeceamento de Quim Simões.

Até ao intervalo tivemos a pior fase da equipa de Renato. Poucos lances de perigo, embora com maior posse de bola. O Felgueiras era mais perigoso, jogando rápido e em contra-ataque, ainda que nunca tenha obrigado Jorge Matos a sujar o equipamento.

Para o segundo tempo veio um Salgueiros senhor de si, a mandar no jogo e, pasme-se, a jogar bom futebol num autentico lamaçal, numa segunda parte quase de sentido único.

Aos 53 minutos, Rochinha cruza mal após boa jogada Salgueirista, para 2 minutos depois cruzar, e bem, para Lobo cabecear ao lado.

O Salgueiros carregava, dominando o meio campo, sempre com grande garra e bastante frieza nas trocas de bola.

O Felgueiras sacudiu a pressão num remate de longe aos 61 minutos, que sairia muito por cima, para aos 66 minutos ter um livre lateral perigoso, com nenhum jogador a conseguir desviar.

A melhor oportunidade para os da casa surgiria após um desentendimento entre Wilson e Jorge Matos, aos 72 minutos, numa bola pontapeada para a área Salgueirista. O corte de Wilson quase deu em auto-golo.

Daqui até final voltou a dar só Salgueiros. Rui João, aos 76 minutos, recebe um excelente passe de Gonçalo e remata contra o corpo do GR do Felgueiras, cometendo falta na tentativa de recarga.

Aos 80 minutos, num livre indirecto, Wilson simula o remate e coloca magistralmente em Rui João, com o nosso nº11 a isolar-se e, com a baliza toda para si, a rematar por cima, com a bola a raspar na trave.

Aos 84 minutos, Diogo Preto combina com Quim Simões em zona frontal mas o remate sai muito por alto.

Aos 88 minutos, nova grande oportunidade. Canto do lado direito, a bola sobra para Quim Simões que, ao segundo poste e sem marcação, remata à figura.

Depois... veio a sentença. Como quem não marca arrisca-se mesmo é a sofrer, veio o 0-2. Bola bombeada para a área Salgueirista, corte de cabeça, a defesa sobe e nova bola é colocada nas suas costas, aparecendo o ponta-de-lança adversário completamente isolado, escolhendo o lado e rematando perante um desamparado Jorge Matos.

O que há a dizer posto isto? Dar os parabéns aos nossos atletas, pela grande entrega, pelo (possível) bom futebol demonstrado, pela qualidade individual e colectiva. Num campo onde só se esperava bola para o ar e muita luta, pudemos assistir a bons momentos de futebol graças à nossa equipa. O resultado foi negativo, mas o caminho parece ser o correcto e muito positivo.

(Crónica por Rui Cabral)
  • PRóXIMO JOGO

    SCS08 x NOGUEIRENSE
    SAB., 15 FEV. 15:00
    EST. PADROENSE



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