
- 1 - Jorge Matos
- 2 - Nicola
- 3 - Albertino(Cap.)
- 4 - Monteiro
- 5 - Moreira
- 6 - Fábio
- 7 - Formoso
- 8 - Pedrinho
- 9 - Ludovico
-10- Quim Simões
-11- Correia
Treinador: José Manuel Teixeira
Substituições:
Intervalo: Saiu Ludovico entrou Berto
61': Saiu Correia entrou Gonçalo
72': Saiu Quim Simões(lesionado) entrou Rúben
Expulsões:
58': Nicola (duplo amarelo)
Golos:
46': Berto
50': Correia
54': Quim Simões
Após a saída de Renato do cargo de treinador, era grande a expectativa para ver como a equipa reagia em campo à entrada de José Manuel Teixeira, que teve na Alma Salgueirista adeptos atentos, fazendo jus à faixa "ESTAMO$ AT€NTOS".
O novo técnico Salgueirista pouco mudou no esquema que vinha sendo utilizado até então, até porque teve pouco tempo para tal. Fez, isso sim, algumas mudanças no 11 inicial, com a entrada de Nicola para o lado direito da defesa e o regresso de Formoso ao miolo do meio campo. Outro regresso seria o de Monteiro ao eixo da defesa, após castigo. No ataque, o tridente Correia, Quim Simões e Ludovico.
O primeiro remate do jogo seria aos 2 minutos, para o Rio Tinto. Numa jogada pela direita, um jogador puxa a bola para dentro da área e remata, mas fraco e à figura de Jorge Matos.
Depois foi dando mais Salgueiros. Primeiro aos 5 minutos, com Formoso a fazer um passe quase de área a área para isolar Quim Simões, com este último, descaído pela direita, a perder ângulo e, apertado, a rematar muito torto.
Um minuto depois, após cruzamento de Nicola na direita, Ludovico não consegue antecipar-se a um defesa do Rio Tinto que, ao 2ºposte, cortou para canto. Do canto surgiria mais uma oportunidade, com o guarda redes do Rio Tinto a não sacudir bem, sobrando a bola para Monteiro. O nosso nº4 remataria mas para uma defesa esforçada do guarda redes, redimindo-se do erro anterior.
Aos 16 minutos, jogada polémica na área Salgueirista. Um jogador do Rio Tinto, perto da linha de fundo e pela esquerda, tenta furar pela nossa defensiva e consegue, passando por alguns defesas, parecendo depois ter sido tocado (ao que pareceu por Albertino) e caindo, quando se preparava para rematar. O árbitro nada assinalaria.
O jogo estava numa fase menos bonita, com muitas bolas pelo ar, pouco esclarecimento, muita luta e poucas jogadas de perigo. Mesmo assim, só uma equipa parecia ter argumentos para marcar: o Salgueiros.
Aos 28 minutos, Formoso marca um livre na quina da área, na direita, surge um corte de cabeça de um defesa adversário, com a bola a sobrar para Correia. Este remata de pronto, já perto da pequena área, com a bola a sair a rasar a trave.
O Salgueiros parecia começar a jogar mais futebol, a fazer jogadas bem executadas e a sobrepor-se ao jogo básico de bola cá bola lá que o Rio Tinto apresentava. Várias foram as jogadas pelos flancos, com maior incidência pelo lado direito, onde Correia e Nicola combinavam muito bem.
Excepção para uma jogada de Ludovico na esquerda, aos 39 minutos, com um cruzamento para um desvio de cabeça de Quim Simões. Correia recebe esse desvio e coloca em Fábio, com o nosso nº6, à entrada da área, a rematar com perigo mas ao lado.
Aos 41 minutos, grande oportunidade para Fábio, a melhor da 1ªparte. Boa jogada pela direita, Correia coloca rasteiro para a zona de penalti onde aparece o trinco Salgueirista, a rematar para defesa salvadora do guarda redes adversário.
Já em cima da hora, entre os 44 e 45 minutos, 3 oportunidades seguidas. Primeiro o Salgueiros em mais uma jogada de bom nível pela direita, com Correia a cruzar para cabeceamento perigoso de Quim Simões. Depois seria a resposta do Rio Tinto, com uma jogada rápida de contra ataque, surgindo um jogador, pela direita, a rematar por cima à entrada da área. Finalmente nova perdida para o Salgueiros, quando Ludovico aparece dentro da área, em boa posição, a finalizar por cima.
Chegava-se ao intervalo, o jogo parecia estar a melhorar aos poucos e com o Salgueiros a ser sempre a equipa mais perigosa, apresentando mais qualidade individual e colectiva.
Para o 2ºtempo, José Manuel Teixeira trocava Ludovico por Berto. Uma escolha que se revelaria muito feliz, com o nosso avançado a marcar o primeiro golo do jogo logo aos 46 minutos. Boa jogada na direita entre Nicola e Pedrinho, surge o passe deste último para Fábio no meio, com o nosso nº6 a desmarcar Quim Simões, na área e sobre a esquerda. Quim Simões cruza atrasado para a zona de penalti e Berto finaliza rasteiro para o fundo da baliza do Rio Tinto.
Sem deixar respirar o seu adversário, o Salgueiros marcava novamente e logo na oportunidade seguinte. Uma oportunidade oferecida pela defensiva adversária. Surge um passe longo a tentar desmarcar Correia e, quando o defesa adversário parecia proteger a bola para a saída do guarda redes, surge uma hesitação deste último, que deixa a bola à mercê de Correia. O nosso ala direito limitou-se a roubar a bola com um pequeno toque, que fez com que a bola se encaminhasse lentamente para a baliza deserta.
Aos 54 minutos, a machadada final. Apenas 8 minutos depois do primeiro golo, surge uma jogada de contra ataque. Quim Simões e Berto contra 2 defesas adversários. Berto conduz a jogada, Quim fura por entre os 2 defesas e Berto cede-lhe a bola. O habilidoso nº10 domina a bola e, já dentro da área e descaído pela direita, remata cruzado sem hipóteses de defesa.
Com o jogo a parecer decidido, surge um contratempo que pôs os Salgueiristas preocupados. No minuto 58, Nicola cai dentro da área do Rio Tinto e vê 2º amarelo por simulação. Não se pode ter a certeza se houve ou não penalti. O que pareceu não haver foi simulação, dado que o jogador Salgueirista caiu de forma natural, provavelmente por se ter desequilibrado, sem reclamar. Até porque a sua equipa já ganhava por 3-0. O árbitro, com uma clara falta de bom senso, não pouparia a expulsão, injusta, para um jogador que regressava ao 11 com uma exibição de bom nível. Aliás, em relação à arbitragem só uma palavra: incompetente.
Logo de seguida saia Correia para entrar Gonçalo. Gonçalo faria o flanco direito com o apoio de Pedrinho, a descair então mais para a direita.
Mesmo com um a menos, só dava Salgueiros. As boas jogadas sucediam-se e os contra ataques perigosos também. Fábio era um dos elementos mais activos, aparecendo em zonas mais avançadas do terreno por diversas vezes. Aos 65 minutos combinaria bem na direita com Quim Simões, colocando-o em boa posição na área do Rio Tinto. O nosso nº10 cruzaria para Berto, à entrada da área, rematar contra um defesa.
Depois, aos 68, Fábio aparecia em excelente posição, perto da pequena área, a cabecear para fora, após cruzamento vindo da esquerda por Formoso.
Aos 72 minutos, Quim Simões lesiona-se e dá lugar à entrada de Rúben. O Salgueiros tinha agora em Rúben e Berto os homens mais avançados, dupla que manteve o ataque Salgueirista bem vivo até final.
Aos 77 minutos nova grande jogada de contra ataque Salgueirista. Rúben combina com Berto e este isola Fábio que, ao entrar na área e ligeiramente descaído pela direita, remata ao lado.
O Salgueiros com 10 não deixava o Rio Tinto descansar e dava show nalguns momentos do jogo.
Um minuto depois da última jogada de perigo, Fábio na direita coloca no centro em Berto, este de primeira e com um passe de letra mete na área em Rúben. Após um compasso de espera, Rúben coloca em Berto já dentro da área para um remate contra um defesa adversário. Rúben ganha o ressalto e remata à figura do guarda redes do Rio Tinto.
Até final viu-se uma pequena reacção do Rio Tinto, com a melhor oportunidade de todo o jogo, num cruzamento saído da direita que foi encontrar a cabeça de um jogador na área Salgueirista. O remata sairia ao lado.
Até final pouco mais aconteceu de relevante, terminando pouco depois o jogo com a vitória justa do Salgueiros por 3-0.
Depois de uma semana conturbada, como são todas as que envolvem mudanças de técnico numa equipa, aguardava-se por este jogo com alguma expectativa. A resposta dos jogadores foi muito boa, mostrando grande entrega e bom futebol em muitos períodos do jogo.
Embora José Manuel Teixeira não tenha tido grande tempo para trabalhar com o plantel, notou-se o efeito "chicotada psicológica", com os jogadores a quererem mostrar serviço e a quererem mostrar que valem mais do que o lugar que ocupam na tabela classificativa. E fizeram-no muito bem. Espera-se agora que o nosso novo técnico aproveite este balanço para partir para um período positivo, continuando já no próximo jogo.
VAMOS SALGUEIROS!
(Crónica por Rui Cabral)
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