A.R. PARADELA - 0 x S.C.S. 08 - 0 - 16.ª Jornada
II Divisão Distrital da Associação de Futebol do Porto
15:00h, 11 de Janeiro de 2009
Complexo Desportivo do Trofense

GR - 1 - Miguel
DD - 2 - Passos
DC - 3 - Renato
DC - 4 - Nandinho
DE - 5 - Rochinha
MC - 6 -Monteiro (Capitão)
MD - 7 - Carvalho
MC - 8 - Telmo
AC - 9 - Heitor
MC - 10 - Rui Lima
ME - 11 - Carminé

Treinador: Pedro Reis

Subs:
46' 18 Rúben por 11 - Carminé
74' 16 - Pedro Teixeira por 9 - Heitor
82' 17 - Cao por 6 - Monteiro

Golos:

Suplentes não utilizados: Igor, Fábio, Mário, Figueiredo

Cenário lindíssimo para um jogo bem importante para o Salgueiros 08. Alto do Monte da Paradela, campo sintético de muito boa qualidade e grandes dimensões. O tempo também ajudou e mesmo com um salgueirista de muitas primaveras a que vinha de ‘ceroulas, collants e pijama”, a temperatura esteve bem agradável enquanto brilhou o Sol, quase até ao final do jogo.

Pedro Reis escalou mais um onze original. Renato de regresso ao centro da defesa e um trio de meio campo inédito com Monteiro, Telmo e Rui Lima. O resto do onze foi o habitual.

No banco notava-se a ausência de Fernando Almeida, doente durante a semana e por isso afastado da convocatória.

O jogo começou desde o início inclinado para o Paradela. Mais certeza no passe, equipa muito compacta a defender e os processos ofensivos sempre baseados em passes para entradas rápidas pelos flancos. O Salgueiros tinha dificuldade em trocar a bola com certeza, pela boa organização defensiva do adversário.

Aos 15’ pela primeira vez surge espaço livre com Carvalho a colocar em Carminé solto pela esquerda, que tenta cruzar para Heitor, mas sem sucesso. Logo a seguir a melhor oportunidade para o Paradela na primeira parte, na sequência de um livre um jogador recebe sem oposição dentro da área, mas resolve depressa demais surpreendido pelas facilidades encontradas e remata por cima.

A primeira parte foi em geral ‘arrastada’. O início de contrução de jogo do Salgueiros era muito lento, seguramente com indicações para tentar desmobilizar a organização defensiva contrária, mas a falta de solicitações e movimentações no meio campo e na frente, significavam que por vezes víamos Renato uma imensidão de tempo com a bola no pé, à espera de colocar e o resto da equipa passiva à espera. Com o decorrer do tempo a equipa foi ficando partida. Ao contrário do habitual, no meio campo Monteiro e Telmo acabaram por estar muito paralelos em campo, talvez pelas suas características silimares. Começaram a subir pouco no terreno e gerou-se um fosso entre eles e Rui Lima e os três avançados, começando a única solução a ser o jogo directo para Heitor.

No finalzinho da primeira parte ainda houve nova oportunidade pela ala, com Carminé de novo com espaço a colocar em Heitor que cabeceou um pouco por cima, tendo depois de forma algo estranha sido marcada falta ao avançado.

Ao intervalo saiu Carminé e entrou Rúben, que começando no flanco direito na realidade andou sempre solto na zona ofensiva, flectindo com frequência para o centro. O Salgueiros da 2.ª parte foi melhor. O primeiro momento de jogo era mais rápido e toda a equipa mais pressionante foi tirando espaço para o Paradela respirar.

Carvalho foi conseguindo mais espaços na esquerda e conseguiu cruzar algumas vezes. Aos 52’ colocou em Heitor mas tendo este que recuar um pouco para conseguir cabecear atirou por cima.

Aos 58’ o Salgueiros ficou reduzido a 10, por carga de Passos no ombro (segundo os salgueiristas) ou nas costas (segundo o árbitro) a um jogador que ganhou espaço nas suas costas. O primeiro tinha sido aos 50’ por atrasar uma reposição de bola em jogo, critério que o árbitro não repetiu noutras ocasiões durante o jogo.

Na sequência desse livre Miguel defendeu contra a cabeça de um avançado e a bola entrou, mas o golo foi anulado por fora de jogo.

Aos 63’ o melhor remate da partida para o Salgueiros, após cruzamento de Telmo que ai já era lateral direito, para uma entrada fulgurante de Heitor que rematou todo no ar mas por cima.

Com 10 o Salgueiros foi perdendo algum fulgor e apesar de mostrar muita vontade o discernimento foi pouco. Com Rúben em campo melhorou um pouco a ligação meio campo – ataque, mas a verdade é que faltou acutilância ofensiva. O Paradela conseguia continuar a defender compacto, apesar de cada vez atacar menos à medida que se aproximava o final do jogo. Aos 72’ também o Paradela ficou reduzido a 10 jogadores.

Protestou-se muito uma grande penalidade por empurrão na área do Paradela (ver video), sendo muito discutível por haver um primeiro empurrão de Nandinho ao jogador do Paradela que empurra depois Rúben.

Com o aproximar do fim suspirou-se pela ausência de Fernando Almeida e pela sua capacidade demonstrada ainda a semana passada para virar toadas de jogo…

No final o Salgueiros pode queixar-se essencialmente de falta de inspiração, acabando o jogo sem obrigar o guarda-redes adversário a fazer uma defesa difícil, ao contrário do que aconteceu na primeira volta. Desta feita não podendo a qualidade do campo servir de argumento, o grande adversário do Salgueiros foi mesmo a organização do Paradela e a sua própria incapacidade de jogar melhor.

5 Respostas
  1. pereirarjr Says:

    A falta marcada ao Heitor no final da primeira parte teve a ver com um empurrão que ele deu ao adversário. Encontrava-me no enfiamento da jogada e não tenho muitas dúvidas.

    Quanto ao resultado, de facto, não foi mau, considerando os resultados dos adversários directos (o futebol é mesmo imprevisível, não é??) e a qualidade do Paradela.

    Achei a defesa o melhor sector. Como já escrevi, o Fernando Almeida poderia ter feito muita diferença... Esperemos pelo próximo sábado.


  2. J.correia Says:

    amigo deste blog nao pude ir ver o jogo mas pelo que contas a quem nao respeite o nosso salgueiros agradeço que coloques no blog este video para que aqueles que hoje tiveram uma ma imagem se lembrem onde comessa o salgueiros e que estes miudos tao de olhos postos na nossa equipa senior e essas atitudes nao sao a mistica do salgueiral

    http://www.youtube.com/watch?v=mjtj6rAcPT8

    um abraço
    Joaquim Correia


  3. The_Val Says:

    Aqui fala-se de futebol...

    Concordo com o que foi dito. A nossa equipa não conseguiu encontrar caminhos para dar a volta ao esquema defensivo do Paradela. Estes jogaram sempre muito fechados e ganharam o meio campo, conseguindo sempre atingir superioridade numérica. Assim, causamos pouco perigo. O nosso meio campo nunca conseguiu pegar no jogo e a bola raramente chegava jogável ao trio da frente.

    Quando estávamos a conseguir inverter esta tendência, a expulsão do Passos deitou tudo a perder pois voltamos a dar o meio campo ao adversário, através do necessário recuo do Telmo para lateral direito.

    Enfim, o resultado acaba por ser justo. As duas equipas lutaram muito mas criaram poucas ocasiões.

    Queria destacar a entrega dos nossos jogadores e as exibições de Renato, sempre a segurar a defesa e até a tentar organizar alguns ataques, Nandinho, implacável pelo ar, Telmo, a partir do momento que passou para lateral subiu de rendimento e Passos que estava ser dos melhores em campo até à expulsão.

    Heitor mostrou a grande entrega e vontade a que nos habituou mas hoje não estava em bom dia. Acontece.

    Vamos agora pensar no próximo jogo que é de grande importância.


  4. The_Val Says:

    Só mais uma coisa:

    Quando iniciei o meu comentário com "Aqui fala-se de futebol", congratulava-me por aqui ainda se conseguir manter a discussão ligada ao que se passou no relvado e deixar os outros posts para a polémica fora das quatro linhas. De forma alguma estava a responder ao Sr. J.correia, que escreveu antes de mim.


  5. Ontem jogámos num campo de primeira. Além da excelência da qualidade do relvado, que ninguém lamenta, as dimensões eram bem diferentes das dos recintos onde temos jogado.
    As distâncias entre os jogadores aumentaram, a precisão do passe diminuiu.
    Creio que a aparente apatia demonstrada ao longo da partida teve em muito a ver com esta inadapatação a um campo deste tamanho.


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