C.A. RIO TINTO - 4 x S.C.S. 08 - 0 - 10.ª Jornada

II Divisão Distrital da Associação de Futebol do Porto

15:00h, 30 de Novembro de 2008
Campo Fernando Pedrosa


GR - 12 - Miguel
DD - 2 - Passos
DC - 3 – Eládio (Capitão)
DC - 4 - Renato
DE - 5 - Rochinha
MC - 6 - Monteiro
ME - 7 - Carvalho
MC - 8 - Cao
MD - 9 - Pedro Teixeira
AC - 10 - Heitor
MC - 11 - Rui Lima

Treinador: Pedro Reis

Subs:
46' 16 - Jean por 11 - Rui Lima
46' 15 - Fernando Almeida por 9 - Pedro Teixeira
64' 18 - Telmo por 6 - Monteiro

Golos:
Suplentes não utilizados: Igor, Almeida, Rúben, Carminé

O jogo era de grande importância e adivinhava-se dos mais difíceis da época. Grande massa adepta acorreu e seguramente só não deixou o campo Fernando Pedrosa a transbordar pelo mau tempo que se sentiu todo o fim-de-semana.

Pedro Reis conseguiu de novo encontrar um 11 original: Miguel de volta na baliza, defesa habitual, meio campo com Cao, Monteiro e Rui Lima, Pedro Teixeira na direita, Carvalho na esquerda e Heitor no centro.

O ambiente inicial no jogo foi verdadeiramente espectacular, com cânticos de apoio de ambas as claques entusiasmantes. Infelizmente para o Salgueiros, o jogo começou a correr mal logo de início e aos 3’ já estava a perder por 1-0 na sequência de um canto, com desvio ao primeiro poste.

A reacção imediata foi boa com o Salgueiros a dar uma óptima resposta nos 20 minutos seguintes, com boas situações de perigo, com alguns cantos e livres perigosos. O destaque a ir para Carvalho muito activo no flanco esquerdo e Heitor muito bem no seu papel habitual de pivot.

Aos 25’ uma situação muito contestada pelo Salgueiros, com Pedro Teixeira a reclamar grande penalidade após entrar na área e receber um encosto do defesa contrário. Mais até do que nesta situação, durante a primeira parte a arbitragem foi fraca e quase sempre a decidir a favor do Atlético em caso de dúvida.

Apesar do Salgueiros conseguir algum ritmo nos seus ataques, o Atlético nunca deixava de atacar e bem, num modelo de jogo que privilegiava a colocação directa dos defesas nos extremos que só depois recebiam o apoio em zonas interiores dos médios. Este modelo permitia-lhes chegar à frente com mais rapidez e eficácia que o futebol de bola transportada do Salgueiros. A par disto em momento defensivo conseguia quase sempre superioridade numérica no meio campo, e ‘abafar’ o médio salgueirista que tentava transportar a bola. Melhor exemplo do futebol atacante do Atlético foi o 2-0, a surgir numa perda de bola do ataque, que apanha Rochinha fora de posição a apoiar Carvalho, como fez quase toda a primeira parte. A bola é colocada muito rapidamente no extremo direito do Atlético que após tabela cruza ao segundo poste, para a finalização de cabeça, na que foi a melhor jogada do desafio.

O Salgueiros ia perdendo a calma, e a reagir muito mal às perdas de tempo da equipa adversária, que começaram logo após o 1-0, e nunca tiveram qualquer advertência do árbitro.

Apostando na entrada de dois avançados esperava-se um Salgueiros a dar tudo por tudo no início da segunda parte, mas que certamente ainda teria dificuldades em dar a volta… Mas a realidade foi pior que estas expectativas… A segunda parte recomeçou com um dilúvio de 10 minutos, que incluiu granizo com fartura, tornaram o terreno ainda mais difícil. A bola apesar de tudo deslizava com rapidez e curiosamente os contra ataques do Atlético ainda se tornaram mais rápidos, mostrando-se à saciedade que dominavam as condições de jogo no seu campo. Aos 57’ após passe longo Rochinha não consegue acompanhar o avançado, Miguel é apanhado a meio caminho da saída da baliza e é batido com tranquilidade. Era o 3-0 e o jogo sentenciado. Aos 63’ num contra ataque semelhante, Passos consegue alcançar o adversário e cortar limpo, mas o árbitro marca penalty, que Miguel defendeu à primeira mas sofreu na recarga.

Até ao final o Salgueiros continuou a tentar lutar, não se podendo apontar nada à entrega dos jogadores, mas sempre com imensas dificuldades, quer para contrariar uma equipa em total ascendente anímico quer para se adaptar a um terreno alagado.

O Atlético com total ascendente insistiu estranhamente nas perdas de tempo e o ambiente geral foi-se deteriorando. Nas bancadas os cânticos de apoio passaram a cânticos de insulto e chegou-se até ao ponto de alguns confrontos físicos que merecem nenhum comentário.

O árbitro ainda teve tempo de expulsar e após uns 2 minutos de insistência obrigar o massagista do Atlético do Rio Tinto a ir para o balneário, para algum tempo depois o chamar da entrada dos balneários para assistir um jogador… estaria expulso ou de castigo?

Descontando esse cenário, o Atlético foi sempre mais equipa em todo jogo e mereceu a vitória, mais golo menos golo. Com seguramente duas das boas equipas do campeonato, fica o sabor amargo do jogo não ser jogado num campo com outras condições, e que o ambiente nas bancadas dos primeiros 20 minutos não se tivesse mantido durante o jogo todo.

Em termos de campeonato a margem de erro reduz-se, mas há que levantar a cabeça, e se o Atlético só ganhou 3 pontos, o Salgueiros só deixou de ganhar esses mesmos 3. Com um terço do campeonato decorrido há que agregar forças e partir com novo ânimo para os jogos que se aproximam.

4 Respostas
  1. salgueiros mesmo assim mostrou se uma grande equipa
    nao havia muito a fazer naquelas condicoes nao sei como ainda no seculo xxi ainda e premitido jogar naquelas condiçoes
    aquilo nao parecia uma campo mas sim uma piscina os jogadores do rio tinto ja estao habituados a jogar naquelas condiçoes --'
    ja para nao falar da arbitazem
    e por isso que aqueles arbitos nunca sobem para a federaçao e fico sempre pela a associaçao do porto!!
    entao expulsa se uma pessoa e depois pede se que ela va assistir uma pessoa ???
    foi expulso foi expulso nao tinha nada que o chamr!
    mas ainda nada esta decido
    ainda falta mto campeonato

    SALGUEIROS ATE MORRER <3333333


  2. Fernando Says:

    Só tenho de dar os parabens a quem fez o resumo deste jogo por ser o mais fiel possivel à verdade. Como atleta do CART apesar de este fim de semana ter sido um mero espectador tenho de dar os parabens ao Salgueiros08 e à sua massa adepta. tirando os casos isolados que nem vale a pena comentar foram dignos do grande Salgueiros. espero sinceramente que alcancem os vossos objetivos. continuem assim.

    Só uma observação, aquando da expulsão do massagista ele só fica impedido de estar no banco. Se for chamado pela equipa de arbitragem pode prestar assistencia ao jogador lesionado. Foi algo que tambem me causou estranheza mas que confirmei junto de um aribtiro auxiliar internacional que me ilucidou.


  3. lfg Says:

    Pelo que me disseram depois de escrever a crónica do jogo, de facto mesmo depois de expulso o massagista pode ser chamado a intervir em situações posteriores, só não pode estar no banco. Esta situação demonstra como em tanta gente que ficou espantada no campo, tão poucos deviam conhecer o regulamento, eu incluído.

    E em nome dos salgueiristas agradeço os votos do Fernando, que retribuo para a vossa equipa.

    Saudações desportivas
    Luís Gomes


  4. Fico-me a perguntar se a tempestade durante o jogo atrapalhou somente o Salgueiros.Aliás, todos as equipas da AFP que jogaram e perderam os jogos no mesmo horário, durante a mesma tempestade.Será que estas equipas que perderam os jogos, estariam jogando contra a chuva e esqueceram os adversários?Entendo que a tempestade não é uma desculpa pela derrota.Falta ao SALGUEIROS um PADRÃO de JOGO em qualqur tipo de campo e contra qualquer equipa, se almejar ser campeão.
    Ao mister Pedro Reis, chega de "alquimias"!Equipa de futebol (ou qualquer outra modalidade),NÃO é fórmula de BOLOS, que todos dias podemos ter uma RECEITA pra agradar aos adeptos.


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