U.D. LAVRENSE - 1 x S.C.S. 08 - 1 : 16.ª Jornada

GR - 24 - Freitas
DD - 2 - Passos
DC - 3 - Figueiredo
DC - 4 - Monteiro (Capitão)
DE - 5 - Moreira
MC - 6 - Fábio
MC - 7 - Gonçalo
MD - 8 - Artur
AC - 9 - Heitor
MC - 10 - Diogo
ME - 11 - Carminé

Treinador: Pedro Reis

Golos:
29' Artur

Subs:
62' 16 - Pedrinho por 10 - Diogo
68' 18 - Quim Simões por 9 - Heitor
77' 14 - Barbosa por 4 - Monteiro

Artur expulso aos 37'

Suplentes não utilizados: Rui Alves, César, Rúben, Fernando Almeida

Começando por algo que raramente é tema de crónica no blogue… o árbitro, e note-se que o Salgueiros 08 não perdeu hoje pontos por causa do árbitro. No entanto, o mesmo fez uma arbitragem tendenciosa, com critério disciplinar não uniforme, sempre intimidador para uma das equipas e com pormenores desnecessários como os sorrisos para a bancada salgueirista. O que num tasco da cidade do Porto se chamaria uma ‘arbitragem habilidosa’. ’Bem ‘auxiliado’ por um auxiliar do lado da bancada que, certamente por coincidência, marcou 80% dos lances a favor do Lavrense. Não tendo influenciado o resultado, a equipa de arbitragem tornou o jogo nervoso e belicoso sem nenhuma necessidade, com a equipa salgueirista algo inexperiente a deixar-se enervar com isso. Com os dois primeiros classificados em campo, não havia necessidade do protagonista querer ser o árbitro.

O jogo em si começou com uma primeira nota para a bancada repleta que acompanhou o encontro de forma fervorosa. Muitos adeptos de ambas as equipas que deram um colorido bastante bonito a uma tarde fria mas solarenga de futebol.
No Salgueiros continuou a actual política de estabilidade no onze, com Pedro Reis a manter a aposta das últimas 2 semanas.

O jogo começou calmo e dividido no meio campo, mas com o Salgueiros a jogar logo desde início mais subido no terreno. A primeira nota de perigo chegou aos 7’, após um toque de calcanhar de Artur para Diogo, com este muito bem a rodar e a tentar isolar Heitor, com o passe a sair um tudo nada comprido, permitindo a intercepção do guarda-redes.
Logo a seguir chegou o primeiro amarelo para Moreira, por ter chutado a bola após o jogo estar interrompido, sem pré avisos, sem contemplações, amarelo aos 10’ de jogo.
Aos 11’ foi o Lavrense que pela primeira vez cria perigo, num livre lateral que cruzou toda a defesa salgueirista sem intercepção, mas sem ninguém do Lavrense a surgir no segundo poste para finalizar.
O Salgueiros conseguiu a sua melhor jogada colectiva do jogo aos 13’, com a bola a sair do flanco direito da defesa salgueirista sobre pressão, mas com uma grande sucessão de passes certeiros conseguiu colocar Carminé na direita em posição de finalização mas de pé direito e já com pouco ângulo rematou muito por cima. Era uma altura em que o Salgueiros ia crescendo no jogo e ficando cada vez mais próximo da área do Lavrense.
O Salgueiros quase marcou aos 19’, após um passe de Fábio do meio campo para Heitor, que já em esforço mete o pé por baixo da bola e esta sobe muito. Com a bola um palmo mais curta teria sido golo certo.
Aos 29’ o Salgueiros conseguiu outra excelente jogada de envolvência com Gonçalo finalmente a cruzar da direita para a entrada de área onde Carminé rematou de pé direito fraco e à figura. Era o prenúncio para o golo que chegaria um minuto depois, com o mesmo Gonçalo a assistir Artur na direita que após ganhar a um defesa, avançou e rematou cruzado para o 0x1.
Pouco depois novo lance de perigo para o Lavrense em sequência de uma bola parada, com Passos a evitar o perigo com um corte ao segundo poste numa acção de grande risco.
O jogo complicou-se para o Salgueiros aos 37’, num lance em que Artur disputou a bola no chão com um jogador adversário. Já depois da bola sair do local e de ter ficado a ideia que o jogador do Lavrense pisou Artur ao levantar-se, este reagiu com um pontapé no adversário que lhe valeu vermelho directo, num jogo que lhe estava a ser muito favorável com um golo e alguns pormenores excelentes.
A equipa entrou claramente em algum descontrolo emocional com o lance e recuou no terreno, perdendo um pouco a tranquilidade no jogo, como é exemplo a falta de Gonçalo que lhe vale um amarelo, quando toda a defesa do Salgueiros estava posicionada e em superioridade e o jogador adversário ia para a linha lateral. O Lavrense aproveitou o que faltava da primeira parte para tentar pressionar, dispondo de alguns cantos, sendo que aos 43’ num deles quase marca, numa jogada com várias fases de insistência sem o Salgueiros conseguir aliviar com clareza.
Já aos 44’ um jogador do Lavrense poderia ver o segundo amarelo após falta muito dura sobre Diogo. Para terminar com um ‘pormenor de classe’ e após o Salgueiros estar sobre pressão durante 5’, o árbitro terminou a primeira parte quando finalmente o Salgueiros conseguiu recuperar a bola e sair a jogar, com Monteiro a conduzir um contra ataque de 4 para 4.

O Salgueiros regressou para o segundo tempo com o propósito claro de defender em bloco, posicionando-se atrás da linha de meio campo, tentando sair no contra ataque. Se a defender a estratégia resultava em pleno, com o posicionamento do Salgueiros a impedir todas as iniciativas do Lavrense, que apresentava um futebol muito pouco vistoso e imaginativo, a equipa tinha dificuldade em sair em contra ataque, e só por duas vezes em iniciativas individuais de Carminé conseguiu esboçar ataques rápidos, mas com o extremo do Salgueiros muito desapoiado. A troca de Diogo por Pedrinho não trouxe neste aspecto grandes melhorias.
Seguiu-se a entrada de Quim Simões para o lugar de Heitor, que fez um jogo de grande sacrifício após ter estado em dúvida para o jogo devido a problema muscular sofrido no último treino da semana.
O Salgueiros na segunda parte até aos 70’ dispôs de 4 livres directos sem conseguir marcar nenhum com perigo.
Com o aproximar do 70’ o Salgueiros ia sentindo o desgaste físico natural provocado pela falta de um elemento em campo, recuando consequentemente no terreno, começando a defender demasiado próximo da sua área
O descalabro da defesa salgueirista chega aos 72’ com hipóteses sucessivas para o Lavrense. Primeiro com Freitas a fazer uma boa defesa a cabeçada junto à base do poste, mas a bola a ficar morta na pequena área permitindo a recarga, só evitada por um grande (e perigoso) corte de Passos. No minuto seguinte após canto Freitas falha a saída e o Lavrense tem duas hipóteses de finalizar, numa delas enviando a bola à barra. À 3.ª foi de vez e num livre lateral, após corte de Figueiredo que deixou a bola a sobrevoar a área do Salgueiros, Freitas sai da baliza mas choca com Monteiro e Moreira ficando impedido de chegar à bola, permitindo a cabeçada para a baliza deserta do jogador contrário.
Na sequência do lance Monteiro teve que ser substituído por ter ficado com um golpe na cabeça, entrando Barbosa que se estreou assim com a camisola encarnada.
Ainda antes da remontada salgueirista, aos 79’ o Lavrense poderia ter-se adiantado no marcador com um jogador a surgir na cara de Freitas que conseguiu evitar o golo com uma boa defesa, com a bola com felicidade a sobrar para outro jogador do Lavrense que rematou ao lado.
Aos 83’ mais um lance mesmo junto à bancada salgueirista que exaltou os ânimos de vez. Já depois do arbitro apitar um jogador do Lavrense dá um encontrão a Gonçalo (já amarelado) que se vira para o árbitro a pedir admoestação para o adversário (conforme a interpretação poderia ser amarelo ou vermelho, por o jogo já estar parado no momento do contacto). A reacção deste foi significativa… seguiu com o olhar Gonçalo durante 20 metros à espera de uma reacção adicional deste… com outro jogador do Lavrense a fazer o lançamento muito à frente sem o árbitro tão pouco reparar, porque aguardava uma reacção de Gonçalo para dar uso ao cartão amarelo de novo. Nesta altura já Figueiredo e Freitas tinham visto amarelo, seguindo-se pouco tempo depois Pedro Reis…
A partir dai o carácter habitual da equipa veio ao de cima com a esperada reacção, mesmo com um elemento a menos, a dar os seus frutos. Além de alguns cantos onde não conseguiu criar perigo , aos 85’ Quim Simões não chega por milímetros a cruzamento de Carminé da direita, e 3’ depois o mesmo jaz um chapéu que sai por cima por pouco.
Após o árbitro assistente mostrar uma placa de descontos com 4 minutos de um lado e 5 do outro, houve tempo para a cereja em cima do bolo que foi a arbitragem deste jogo: falta à entrada da área do Salgueiros, com a bola a sobrar para outro jogador do Lavrense, que em óptima posição em zona frontal faz um remate à baliza de Freitas. Até aqui perfeita a decisão de não beneficiar o infractor, podendo se fizesse questão (como fez) mostrar o amarelo a Fábio após a próxima paragem de jogo. Tudo fica errado quando depois do dito remate sair ao lado, o árbitro optar por marcar a primeira falta, e dar assim nova oportunidade ao Lavrense num livre perigoso.

No fim a equipa foi brindada com a grande ovação que merecia. Foi um jogo de entrega total, com o grupo sem dúvida a sair reforçado, como sempre acontece em momentos que uma equipa joga em adversidade. Houve jogadores que ultrapassaram os limites da entrega e foram autênticos gladiadores, como foram Passos que esteve simplesmente exuberante fisicamente, e Gonçalo, que fez provavelmente o seu melhor jogo ao serviço do Salgueiros 08, o que não é dizer pouco quando já foi autor de um hat-trick esta época.
Do jogo e somando oportunidades o empate é justo, apesar de o Salgueiros ter entrado em campo com muito mais predisposição para ganhar o jogo, mesmo estando em 2.º e a jogar fora. Ficou a ideia de que 11 para 11 dificilmente o Salgueiros perderia pontos, pagando com dureza o erro de Artur que provocou a expulsão, bem como o erro de Freitas no lance do golo. O Lavrense para a posição que ocupa certamente valerá mais do que o que mostrou neste jogo, onde praticamente só conseguiu criar perigo de bola parada, merecendo destaque o n.º 5 que saiu do banco para passar a ser peça muito influente no meio campo.
Os salgueiristas têm que viver este ponto conquistado como uma vitória, acreditando que o grupo saiu reforçado animicamente – basta ver como festejaram junto dos adeptos! - e registando a evidência de não ter até este momento encontrado uma equipa melhor do que a sua. A tarde gloriosa de apoio à equipa exige também uma reflexão na forma de replicar este ambiente nos jogos em casa, coisa que manifestamente não tem acontecido.
2 Respostas
  1. Ficou hoje provado que a vitória nesta competição está ao nosso alcance.
    Hoje jogamos, até o Artur ser expulso, com dez jogadores, depois com nove jogadores até aos 62 minutos e a partir daqui passamos outra vez a jogar com dez jogadores.
    Tivemos como adversário mais forte a arbiragem e não perdemos o jogo.
    Quando passarmos a jogar com onze, não perdemos jogo nenhum.
    A presença de muitos salgueiristas em Lavra é uma prova de gratidão pelas as alegrias que os nossos atletas nos têm dado.
    SALGUEIRISTA NASCE-SE


  2. joao Says:

    vejam aqui o arbito do jogo e mandelhe uma mensagem:


    http://hi5.com/friend/p66748130--Ivan_Vigario--html


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