FPF aprova em Assembleia fim da III Divisão em 2010
in MaisFutebol 31/01/09
A extinção da III Divisão Nacional a partir da temporada 2010/11 é a principal novidade saída da Assenbleia Geral da FPF, realizada este sábado. A proposta, apresentada pela AF Algarve, faz com que a partir dessa data, os vencedores dos campeonatos distritais tenham acesso directo à II Divisão, que vai ser composta por três séries de 16 equipas. Aprovado na generalidade, o projecto será agora alvo de regulamentação, sendo depois submetido a nova votação em AG.
Com esta medida, a II Divisão passa a ser o único campeonato de âmbito nacional organizado pela FPF no escalão sénior. A proposta foi alvo de discussão acalorada, sendo aprovada por 312 votos a favor e 123 contra, motivando o protesto da Associação de Futebol de Braga, cujo representante abandonou a reunião.
Citado pela agência Lusa, o presidente daquela associação considerou as alterações «redutoras» e facilitadoras da «extinção de um grande número de pequenos clubes.» Segundo a proposta da FPF, os vencedores das três séries da II Divisão discutem uma fase final, para decidir duas vagas de acesso à Liga de Honra. No entanto, a Liga de Clubes já manifestou disponibilidade para definir um leque de três vagas na promoção à Liga de Honra.
Nome: Paulo Silvestre Gomes
Idade: 36
N.º sócio SCS: 1506
Anos de sócio SCS: 21
N.º sócio SCS08: 121
Profissão: Profissional de seguros
Foto:

Quando começou a acompanhar o Salgueiros?
Não tinha bem a certeza mas fui procurar… Tinha 13 anos e foi na Época 85-86. O meu primeiro jogo foi um Salgueiros – Penafiel, com um tempo terrível de inverno, no Lamalçal de Vidal Pinheiro. Ficou 0-0, foi um péssimo jogo de futebol por o terreno estar impraticável mas ficou o bichinho. Não falhei mais jogos em casa nessa época, sempre utilizando a técnica então muito voga do “ó meu senhor, leve-me consigo!!!”. Ao fim de duas épocas de borlas, tornei-me sócio de bancada com o n.º 6376.
Como se tornou salgueirista ou começou a acompanhar o Salgueiros?
Ao contrário da maioria, não foi o meu pai Salgueirista /Benfisquista que me levou à bola pela primeira vez – só tive o prazer de ir com o meu pai ao futebol com o Salgueiros 08. Gostava muito de futebol mas não tinha o hábito de ir aos estádios apesar de seguir sempre religiosamente os relatos. Até essa idade era bem mais Benfiquista que Salgueirista e com uma costela anti-portista. Comecei a ir ver os jogos a Vidal Pinheiro com um amigo que desistiu ao fim de poucos jogos e passei a ir sozinho. Coloquei-me estrategicamente ao lado da senhora que falava mais alto e com linguagem mais colorida que tinha ouvido até aquela altura - percebi mais tarde que era a D. Fernanda de Miragaia, um mito na bancada de madeira do Salgueiros com quem ninguém se metia (que o diga o grande Madureira que cumprimentava respeitosamente a Senhora antes dos jogos enquanto ela lhe gritava a plenos pulmões “Madureira, não dês frangos!”). Foi ao seu lado que aprendi a ver futebol com o Armando Pélinhas a marcar golos na lama e ganhei um clube para o resto da vida. Três épocas mais tarde, comecei a levar meu mano mais novo ao futebol e arranjei mais um doente para o Salgueiros.
Qual o seu jogador do Salgueiros favorito de sempre e porquê?
O grande Nikolic sem sombra para dúvidas. Um jogador fora de série que, já em final de carreira, veio pela mão do Filipovic para o velho Salgueiral. Jogador alto e relativamente franzino, tinha um toque de bola e uma classe como nunca tinha visto no nosso campo. Era um verdadeiro n.º 10, como lhe chamariam hoje, com visão de jogo e uma técnica insuperável que lhe permitiam por a bola onde punha os olhos. Para além disto tudo, ainda tinha um truque especial como os jogadores do FIFA ou do PES: quando estava apertado pelo defesa esticava um dos seus longos braços e encostava a mão ao peito do adversário. Era vê-los a tentar ultrapassar aquele metro que os separava da bola, sempre sem sucesso, e, mais esquisito ainda, sem o árbitro marcar falta contra o Salgueiros.
Qual a sua equipa do Salgueiros favorita de sempre e porquê?
A equipa do Filipovic, que subiu de divisão e ficou no 5.º lugar no ano seguinte, foi daquelas que mais alegrias me terá dado. Tinha um génio que já descrevi em cima e jogava um futebol bonito, rápido e de contra-ataque que devastou os relvados nacionais. Menção honrosa para a equipa do Carlos Manuel que também praticava do melhor futebol que vi no Salgueiros e que lhe valeu a sua transferência para o Sporting.
Qual seria a sua equipa de sonho (de 1 a 11, podendo incluir treinador e 5 suplentes) de todos os jogadores que já passaram pelo clube?
Guarda redes: Madureira; Defesa laterais: Os Nélsons; Defesas centrais: Milovac e Renato; Médios: Nikolic, Abílio, Luís Carlos e Basílio; Avançados: Armando e Sá Pinto.
Foram tantos que devo estar a cometer algumas injustiças.
Qual o melhor golo que viu o Salgueiros marcar?
Golo na 2.ª liga em Vidal Pinheiro do Nélson que pegou na bola na direita e foi fintando toda a gente à Maradona e só parou com um remate fantástico à baliza. Do 08 o tiro cruzado do Carminé no Cruz.
Maior loucura feita pelo Salgueiros?
Comecei a acompanhar o Salgueiros a quase todos os campos na época em que descemos de divisão. A última época do Salgueiros da 2.ª B foi dura mas acompanhei a equipa a quase todos os campos e assisti ao vivo à imensa sucessão de derrotas a pagar cerca de 10 euros nos jogos fora. Até a Arcos de Valdevez fui ver o Salgueiros a perder… Como prémio de consolação tive direito a uma entrevista para a Liga dos Últimos.
E qual a maior loucura que estaria disposto a fazer?
Só Deus sabe. Roubar e matar não me parece provável.
Melhor e pior momento vividos com o Salgueiros?
Melhor momento: 17/05/1992 – Deslocação ao Estádio da Luz na excursão organizada pelo clube para a última jornada do campeonato. Precisávamos de pontuar e dependíamos de terceiros. A quinze minutos do fim perdíamos 1-0 e estávamos na 2.ª Divisão. Ouve-se pelo rádio que o Torrense estava finalmente a perder e, no final do jogo, é marcado um livre na meia direita contra o Benfica. Abílio, o Platini de Paranhos, ordena que a equipa suba e prepara-se aparentemente para centrar a bola. Como já tínhamos visto várias vezes nessa época, chuta em arco por cima da mini-barreira e, com a ajuda preciosa do Neno, mete a bola directamente na baliza. Foi a Alma Salgueirista em acção que me fez sair da Catedral a chorar como uma criança e a gritar Salgueiros até perder a voz.
Pior momento: Será comum a todos os Salgueirista, o fim do futebol e o longo interregno em que o Salgueiros se resumiu a ir a Assembleias Gerais para aprovar as contas e pagar as cotas.
Colabora ou já colaborou com o clube de alguma forma (como atleta, dirigente, colaborador pontual, tentando angariar sócios, etc)?
Não, se excluirmos duas participações pontuais em duas mesas da AG, uma das quais clandestina.
Concordou com a criação do Salgueiros 08?
Pela resposta em cima, obviamente que sim. O Salgueiros acima de tudo são as pessoas que o compõem, milhares de adeptos sofredores que vão com o seu clube até onde for preciso, nem que seja o inferno. Era essa fantástica comunidade que se corria o risco de perder se nada se fizesse para a mobilizar. Como se vê todas as semanas, milhares aguardavam ansiosamente o retorno do encontros dominicais com a velhas caras que os acompanharam durante anos e até décadas. A criação do Salgueiros 08 tornou isso possível e, na minha opinião, só pecou por tardia. Tenho, todavia, que dar os parabéns à Direcção por ter avançado com o projecto pois estas coisas são bem mais difíceis de fazer do que desejar. A festa semanal que é cada jogo do Salgueiros 08 é a prova de que valeu a pena.
Que modalidades acompanha no Salgueiros e Salgueiros 08 e com que frequência?
Fui uma vez a um jogo da final de Pólo Aquático mas devo ter dado azar porque perdemos. Confesso que gosto sobretudo de futebol e não sou grande entusiasta das outras modalidades.
Acredita que a equipa de futebol sénior do Salgueiros 08 vai subir de Divisão?
Acredito que vai lutar até ao fim pela subida. Temos de nos lembrar que se trata de uma equipa formada de raiz, que luta contra outras que jogam juntas há muito mais tempo e têm experiência muito superior nestas divisões. Isto notou-se nos confrontos com os nossos adversários directos na primeira volta, mas penso que com esforço e garra podemos chegar a esse sonho. Na segunda volta já ganhamos 2 pontos contra adversários que nos tinham derrotado.
Qual o seu jogador preferido da equipa actual do Salgueiros 08?
O Heitor é um exemplo para todos com a luta solitária que trava semanalmente com os centrais adversários. Goleador mor da equipa, ganha sistematicamente os lances de bola dividida e combina com os outros avançados de forma quase perfeita. Também sente o peso da camisola do Salgueiros como ninguém, embora, por vezes, isso o faça perder um pouco o controlo das suas emoções (não há ninguém perfeito). Dos mais jovens, Passos e Monteiro surpreenderam-me pela grande qualidade e dão-me pequenos momentos de alegria todas as semanas.
Que expectativas tem para o futuro do Salgueiros?
Que tenha uma gestão equilibrada que lhe permita subir, depressa ou devagar, patamar a patamar, sem cair outra vez no abismo. Que nas camadas jovens se construa os alicerces desta nova equipa, temperada com jogadores mais experientes que a venham enriquecer e a tornar mais forte, um pouco como se fez este ano. Que a médio, longo prazo, em tempos de maior bonança económica, se encontre uma solução para as infra-estruturas desportivas do clube, com ou sem a ajuda da Câmara, próprias ou partilhadas, mas que deixemos para sempre o triste estatuto de clube sem-abrigo. Que não se repitam os mesmos erros de gestão do passado que nos colocaram onde estamos hoje. Finalmente que daqui a 20 anos possa voltar a ver o Salgueiros na 1.ª Liga. Era sinal que o projecto tinha sido um enorme sucesso.
Dê uma ideia inovadora (mas concreta e realizável) para melhorar o clube.
Chama-se a isto pedir demais.
Quer deixar uma mensagem para a equipa e/ou para a Direcção do clube?
Apenas que representam um clube cuja história foi sempre um exemplo de sofrimento e de acreditar até ao fim. Continuem a trabalhar todas as semanas como têm feito e os resultados vão certamente aparecer. Que a ALMA SALGUEIRISTA vos acompanhe sempre e tudo acontecerá com naturalidade.
Costuma visitar o blog Salgueiros08? Com que frequência?
Sim costumo, numa base diária.
Se eu jogasse no Salgueiros...
Era um gajo feliz – com o início do 08 cheguei a pensar que era a altura para tentar. Mas os nossos jogadores são demasiados bons para o meu nível.
Se eu fosse Presidente do Salgueiros...
Sem ideias inovadoras (mas concretas e realizáveis), restava-me jogar semanalmente no Euromilhões e esperar que o destino que nos tem sido ingrato se lembrasse de nós.

in Futebol em Estado Puro 29/01/09
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"Tendo crescido e sido criado em Paranhos e com uma boa parte da minha família intimimamente ligada à história do Salgueiros, não pude deixar de sentir uma certa nostalgia ao ver o velho clube outrora de Vidal Pinheiro voltar à ribalta do futebol. Com outro nome e noutras divisões, é certo, mas com brio e sempre com a sua fiel legião de seguidores. Na verdade, o Salgueiros tem tido uma média de espectadores na ordem dos dois milhares, algo de que muitos clubes da primeira Liga nem sequer se aproximam.
No último Domingo, dois históricos da cidade do Porto encontraram-se no Estádio do Bessa, promovendo uma festa a que os cameponatos distritais raramente têm acesso, provando que há clubes, como o Salgueiros ou o Leixões, que têm uma mística para a qual é muito difícil encontrar explicação. Pela minha parte, apenas posso desejar que um clube tão querido e apoiado como o Salgueiros recupere rapidamente o seu lugar entre os grandes, mas sem se esquecer de evitar os erros que quase lhe custaram a ruína."
No último Domingo, dois históricos da cidade do Porto encontraram-se no Estádio do Bessa, promovendo uma festa a que os cameponatos distritais raramente têm acesso, provando que há clubes, como o Salgueiros ou o Leixões, que têm uma mística para a qual é muito difícil encontrar explicação. Pela minha parte, apenas posso desejar que um clube tão querido e apoiado como o Salgueiros recupere rapidamente o seu lugar entre os grandes, mas sem se esquecer de evitar os erros que quase lhe custaram a ruína."
Após uma semana electrizante em termos mediáticos, tempo de voltar à terra e concentrar esforços no que é essencial: ganhar o jogo seguinte e atenuar a desvantagem pontual para os dois primeiros.
Previsão do tempo para a cidade do Porto: 8º a 12º com aguaceiros fortes e vento moderado.
Na primeira volta o I. Milheirós alterou o local do jogo para o Estádio da Maia, e proporcionou a segunda vitória da época, por 3-0 (crónica desse jogo). Foi o primeiro momento de alguma cobertura mediática dada a enchente de adeptos salgueiristas, numa linda tarde de Sol. O jogo foi de superioridade do Salgueiros, com futebol apoiado e muitas oportunidades de golo, salientando-se também a superioridade física no meio campo.
O I. Milheirós está abaixo do meio da tabela, em 10.º classificado com 18 (35% dos pontos disputados), contra os 34 pontos do Salgueiros 08 (66% dos pontos disputados). A equipa destaca-se por ser aquela com mais empates, um total de 9, que contribuiriam para 50% dos pontos conquistados.
Tem passado o campeonato no último terço da tabela, sempre muito estável entre o 10.º e o 14.º lugar.
É o quarto pior ataque com 18 golos marcados (o Salgueiros tem quase o triplo!) e um registo médio em termos de golos sofridos: 28..
Conquistou 11 pontos em casa (duas vitórias e 5 empates) e 7 fora (1 vitória e 4 empates).
Vem de uma vitória pela margem mínima em casa contra o Atlético de Vilar e mais notório que isso é verificar que não perde há 7 jornadas, desde a deslocação ao terreno do S. Romão na 12.ª jornada.. Na primeira volta conseguiu empatar fora com o Paradela e em casa com o Vilar Pinheiro, sendo que na segunda conseguiu roubar pontos ao 1.º classificado CART, jogando em casa.
Últimos resultados:
Jornada 18: I. Milheirós 1 x Atl. Vilar 0
Jornada 17: Vila Chã 2 x I. Milheirós 2
Jornada 16: I. Milheirós 2 x CART 2
Jornada 15: I. Milheirós 1 x Foz 1
Destaque ainda para:
Jornada 7: Paradela 1 x I. Milheirós
Jornada 8: I. Milheirós 0 x Vilar Pinheiro 0
Ausências e regressos:
Poderá ser esta semana o regresso de Olávo à competição.
Passos está em dúvida após lesão no treino de Quinta-Feira.
Eládio e Nandinho continuam indisponíveis a recuperar das suas lesões.
Pelo jogo da primeira mão, pelos números do campeonato, pelo elan criado na última semana, pela ambição e objectivos das equipas e por jogar em casa a vantagem teórica está toda do lado do Salgueiros. Será preciso assumir esse favoritismo com responsabilidade e competência conseguindo somar mais três pontos sem sobressaltos, de preferências com bancadas cheias.
Previsão do tempo para a cidade do Porto: 8º a 12º com aguaceiros fortes e vento moderado.
Na primeira volta o I. Milheirós alterou o local do jogo para o Estádio da Maia, e proporcionou a segunda vitória da época, por 3-0 (crónica desse jogo). Foi o primeiro momento de alguma cobertura mediática dada a enchente de adeptos salgueiristas, numa linda tarde de Sol. O jogo foi de superioridade do Salgueiros, com futebol apoiado e muitas oportunidades de golo, salientando-se também a superioridade física no meio campo.
O I. Milheirós está abaixo do meio da tabela, em 10.º classificado com 18 (35% dos pontos disputados), contra os 34 pontos do Salgueiros 08 (66% dos pontos disputados). A equipa destaca-se por ser aquela com mais empates, um total de 9, que contribuiriam para 50% dos pontos conquistados.
Tem passado o campeonato no último terço da tabela, sempre muito estável entre o 10.º e o 14.º lugar.
É o quarto pior ataque com 18 golos marcados (o Salgueiros tem quase o triplo!) e um registo médio em termos de golos sofridos: 28..
Conquistou 11 pontos em casa (duas vitórias e 5 empates) e 7 fora (1 vitória e 4 empates).
Vem de uma vitória pela margem mínima em casa contra o Atlético de Vilar e mais notório que isso é verificar que não perde há 7 jornadas, desde a deslocação ao terreno do S. Romão na 12.ª jornada.. Na primeira volta conseguiu empatar fora com o Paradela e em casa com o Vilar Pinheiro, sendo que na segunda conseguiu roubar pontos ao 1.º classificado CART, jogando em casa.
Últimos resultados:
Jornada 18: I. Milheirós 1 x Atl. Vilar 0
Jornada 17: Vila Chã 2 x I. Milheirós 2
Jornada 16: I. Milheirós 2 x CART 2
Jornada 15: I. Milheirós 1 x Foz 1
Destaque ainda para:
Jornada 7: Paradela 1 x I. Milheirós
Jornada 8: I. Milheirós 0 x Vilar Pinheiro 0
Ausências e regressos:
Poderá ser esta semana o regresso de Olávo à competição.
Passos está em dúvida após lesão no treino de Quinta-Feira.
Eládio e Nandinho continuam indisponíveis a recuperar das suas lesões.
Pelo jogo da primeira mão, pelos números do campeonato, pelo elan criado na última semana, pela ambição e objectivos das equipas e por jogar em casa a vantagem teórica está toda do lado do Salgueiros. Será preciso assumir esse favoritismo com responsabilidade e competência conseguindo somar mais três pontos sem sobressaltos, de preferências com bancadas cheias.
in O Norte Desportivo 30/01/09, Andreia Cavaleiro
Eduardo Silva garante que não há pressão
Eduardo Silva garante que não há pressão
Discurso diferente do adversário de Rio Tinto, tem o treinador do Vilar Pinheiro. Eduardo Silva não esconde que, depois do sexto lugar da época passada, o emblema de Vila do Conde “gostava de regressar à I Divisão”, porque agora estão “reunidas as condições” para que isso possa acontecer. No entanto, garante que no balneário “não existe qualquer tipo de pressão”. “O grupo de trabalho está tranquilo. Trabalhámos nesse sentido, mas sem pressão até porque os jogadores estão preparados”, frisa, a O NORTE DESPORTIVO. O treinador do Vilar Pinheiro admite que há agora mais condições para lutar por esse objectivo desde logo o facto de o plantel ser “mais equilibrado” e de a própria Direcção ser “mais experiente”. Mas para que a subida se possa com concretizar há outros factores a ter em conta. “É preciso também ter sorte”, defende. Eduardo Silva recorda ainda que este Campeonato é “muito equilibrado” e que há várias equipas com as mesmas pretensões. Porém, para o treinador, é o “Atlético de Rio Tinto o mais candidato”. “O Salgueiros tem boa equipa e muita festa nas bancadas… para subir, se calhar é preciso mais. E é uma equipa pouco regular. O Rio Tinto não. Não acho que sejam superiores ao Vilar Pinheiro, mas antes porque tem uma equipa com experiência”, defende o treinador. Entretanto, o plantel sofreu algumas mudanças depois das saídas de Hilário, para o Gondim, e de Marco, por razões pessoais e profissionais, a Direcção assegurou o concurso de Pedro Machado que regressa, assim, ao emblema de Vila do Conde.
in O Norte Desportivo 30/01/09, Andreia Cavaleiro
António Taveira e os objectivos do Atlético de Rio Tinto na II Divisão
Líder isolado da Série 1 da II Divisão, o Atlético de Rio Tinto não é candidato à subida. Quem o diz é o presidente António Taveira.
Líder isolado da Série 1 da II Divisão, o Atlético de Rio Tinto não é candidato à subida. Quem o diz é o presidente António Taveira.
“Não somos candidatos à subida”. A afirmação é de António Taveira, presidente e treinador do Atlético de Rio Tinto, líder isolado da Série 1 do Campeonato da II Divisão – a vantagem para o segundo classificado, Vilar Pinheiro, é de dois pontos. As razões da afirmação são facilmente explicadas pelo dirigente, a O NORTE DESPORTIVO, que, sublinha, no entanto, que daqui a “cinco jornadas já poderemos ter outra visão acerca disso”. “Para subir é preciso que estejam reunidas todas as condições. Claro que se continuarmos na liderança, teremos que repensar os objectivos. Daqui a algum tempo, poderemos ser candidatos. Mas para já, não somos”, reitera. O também treinador garante ainda, ao ND, que no arranque da temporada as metas traçadas pela Direcção do emblema de Gondomar foram apenas as de “fazer melhor do que na época passada”, em que o Rio Tinto acabou o Campeonato no quinto lugar. Contudo, depois de terem “reunido um lote razoável de jogadores”, os resultados positivos “foram surgindo” e o clube acabou por andar sempre nos lugares cimeiros da classificação. Para António Taveira o segredo do sucesso do Rio Tinto está apenas e só “na união dos jogadores da equipa técnica e dos associados”. O presidente do Atlético defende ainda que os principais candidatos à subida são “o Salgueiros, o Vilar Pinheiro, o Paradela e o Pedroso”, equipas que “têm toda as condições para poder chegar ao primeiro lugar”. Porém, não deixa de assumir que a sua equipa também “tem qualidade” para se manter no comando da II Divisão e quem sabe regressar ao escalão superior. Mas, reafirma, “ainda não temos condições para o assumir”. Para além disso, António Taveira recorda que terminar no primeiro lugar pode não garantir o acesso à I Divisão: “Há um jogo para disputar com o primeiro da Série 2 e se subir apenas uma equipa, podemos não ser nós…”, sublinha. Presidente da Direcção há três anos – vai no segundo mandato – António Taveira sublinha ainda que todo o elenco directivo está empenhado em tratar da situação financeira, garantindo que o clube está “recuperar” e admite que até final do mandato gostaria de ver o Atlético de Rio Tinto “com as contas saldadas e a disputar o Campeonato da Primeira Divisão”, já que o emblema de Gondomar está já há quatro temporadas a jogar no escalão secundário.

Domingo, 25/01/09:
4158 pageviews
1188 visitas
740 visitantes
Segunda-Feira, 26/01/09:
3710 pageviews
1177 visitas
775 visitantes
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Segunda-Feira, 26/01/09:
3710 pageviews
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Com números de visitas nunca antes atingidos, percebe-se bem o impacto mediático do jogo de Domingo e a procura de informação referente ao Salgueiros 08 que o mesmo gerou.
Praça Castellane

Porto velho de Marselha

Porto velho de Marselha
EVOLUÇÃO CLASSIFICATIVA

JOGADORES MAIS UTILIZADOS

MELHORES MARCADORES

JOGADORES MAIS UTILIZADOS

MELHORES MARCADORES
Reportagem sobre o Ramaldense - Salgueiros, no programa Liga dos Últimos emitida na RTP em 27/01/09.
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Parte 1
Parte2
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Parte 1
Parte2
in SportCanal 26/01/09, Bruno Leite
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Apesar do frio e da chuva, o Ramaldense-Salgueiros de ontem, a contar para 2ª Divisão Distrital da AF Porto, foi presenciado por mais de 5 mil pessoas, um registo de fazer inveja a muitos clubes da Liga Sagres e da Liga Vitalis.
O “velho Salgueiral”, com 98 anos de história, 24 presenças no principal escalão do futebol nacional e uma ida à Taça UEFA, em 1991/92, procura reerguer-se de uma queda abrupta, e não será por falta de apoio da sua massa adepta, que continua a demonstrar uma enorme paixão por aquele que ainda muitos consideram o terceiro maior clube da cidade do Porto.
Num jogo entre dois históricos do futebol nacional, o Salgueiros venceu por 5-0 e subiu ao 3º lugar da tabela classificativa, atrás de Atl. Rio Tinto e Vilar do Pinheiro, enquanto o Ramaldense continua a lutar para subir umas posições.
O “velho Salgueiral”, com 98 anos de história, 24 presenças no principal escalão do futebol nacional e uma ida à Taça UEFA, em 1991/92, procura reerguer-se de uma queda abrupta, e não será por falta de apoio da sua massa adepta, que continua a demonstrar uma enorme paixão por aquele que ainda muitos consideram o terceiro maior clube da cidade do Porto.
Num jogo entre dois históricos do futebol nacional, o Salgueiros venceu por 5-0 e subiu ao 3º lugar da tabela classificativa, atrás de Atl. Rio Tinto e Vilar do Pinheiro, enquanto o Ramaldense continua a lutar para subir umas posições.
in O Jogo 27/01/09, Jorge Fonseca
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De carácter regional, o jogo de domingo Ramaldense-Salgueiros, a contar para a 18ª jornada da II Divisão Distrital da AF Porto, transformou-se num evento com importância à escala nacional, não apenas por estar em campo uma das equipas históricas do futebol nacional mas, sobretudo, por ter sido capaz de arrastar uma plateia ao nível da Liga Sagres. Os números, apesar de não serem rigorosos, oscilam entre os 3500 e 5000 espectadores nas bancadas do Estádio do Bessa, diz bem do interesse que os dois clubes continuam a suscitar apesar de andarem pelas divisões distritais. É que feita a comparação com alguns clubes do Top 20 da Liga Sagres em assistências, constatam-se números muito interessantes, desde logo quando se verifica que cinco deles, todos a militar na Liga Sagres, nunca nos jogos disputados em casa esta temporada, atingiram a marca das cinco mil presenças nas respectivas bancadas, concretamente Trofense, Setúbal, Nacional, Naval e Paços de Ferreira. Mais: são clubes que já tiveram nos seus recintos os adversários que mais adeptos costumam levar atrás de si mas, com a excepção do Rio Ave, que na jornada inaugural conseguiu ter 10.426 pessoas a ver o jogo com o Benfica, nunca mais nenhum deles conseguiu ter uma plateia tão elevada. O registo do Trofense, contudo, é o que mais se aproxima do que se viu domingo, no Estádio do Bessa, tendo registado uma assistência de 4997 pessoas diante do Benfica, enquanto o Setúbal não foi além das 4404 entradas na recepção ao Sporting, ainda assim bem mais que o Nacional, no passado fim de semana (3800) com igual adversário. Na Figueira da Foz as bancadas pouco frequentadas são um hábito de há muito tempo e o melhor registo foi com os "leões" (4421) enquanto na "Mata Real" o jogo com o Benfica não conseguiu atrair mais do 3784 adeptos. A "alma" continua bem viva.
Reportagem sobre o jogo Ramaldense-Salgueiros 08 do Porto Canal RTP, emitida em 26/01/09.
Notícia sobre o jogo Ramaldense-Salgueiros 08 no noticiário da TVI, emitida em 25/01/09.
Reportagem sobre o jogo Ramaldense-Salgueiros 08 no programa Domingo Desportivo da RTP, emitida em 25/01/09.
Após o 'passo ao lado' da semana passada, esta jornada só pode ser considerada um enorme passo em frente na curta vida deste Salgueiros 08. Senão vejamos:
- afluência histórica ao Bessa para o jogo de Domingo;
- vitória expressiva e motivadora por 5-0;
- subida ao 3.º lugar, ultrapassando o Pedroso pela segunda vez no campeonato (estivemos em igualdade pontual na 4.ª jornada);
- derrota do Paradela em casa;
- imensa cobertura mediática de manifesto apoio ao clube e de desejo que rapidamente esteja em divisões bem superiores;
Verdade que o Vilar do Pinheiro e o CART venceram mantendo-se a 3 e 5 pontos de distancia... mas nem tudo podia ser perfeito.
O Salgueiros 08 tornou-se este Domingo um acontecimento nacional e a sua existência finalmente pública em larga escala. Já poucos que sigam com um mínimo de atenção a realidade desportiva nacional podem desconhecer a sua existência, a sua campanha desportiva e especialmente a grande quantidade de adeptos que movimenta.
Tendo em conta tudo isto este tem que ser um momento de início de superação. A equipa e o clube têm que dar um salto qualitativo importante alavancado no imenso carinho que recebeu esta semana. Não terá melhor oportunidade para o fazer do que agora.
Está também na hora de sermos mais exigentes e assumirmos a grandeza e a diferença do clube (em termos relativos para a Divisão que disputa e em termos absolutos) até às suas últimas consequências. Se Pedro Reis fez declarações cautelosas lembrando "um longo caminho a percorrer" e apenas "6 meses de vida do Salgueiros 08", o Presidente Carlos Abreu foi taxativo nas declarações ao jornal O Jogo: "Queremos subir todos os anos de divisão e chegar ao escalão principal".
Se há tempos se discutia neste espaço qual o objectivo da Direcção para o Salgueiros 08, a discussão está encerrada e deixaram de existir dúvidas.
Este objectivo assim enunciado apesar da sua dificuldade inerente, terá que ser mobilizador para todos, e dar o empurrão necessário para a superação atrás referida.
O clube tem que arranjar mais apoios, mais sócios e mais adeptos.
A equipa terá que acumular vitórias e apontar ao 1.º lugar com a autoridade de quem o merece não por direito histórico, mas porque em campo manifesta um superioridade tão grande como manifesta nas bancadas.
Em termos de envolvimento em torno do clube esperemos que haja um antes e depois deste jogo no Bessa.
O nosso futuro vem já aí... vamos conquistá-lo!
- afluência histórica ao Bessa para o jogo de Domingo;
- vitória expressiva e motivadora por 5-0;
- subida ao 3.º lugar, ultrapassando o Pedroso pela segunda vez no campeonato (estivemos em igualdade pontual na 4.ª jornada);
- derrota do Paradela em casa;
- imensa cobertura mediática de manifesto apoio ao clube e de desejo que rapidamente esteja em divisões bem superiores;
Verdade que o Vilar do Pinheiro e o CART venceram mantendo-se a 3 e 5 pontos de distancia... mas nem tudo podia ser perfeito.
O Salgueiros 08 tornou-se este Domingo um acontecimento nacional e a sua existência finalmente pública em larga escala. Já poucos que sigam com um mínimo de atenção a realidade desportiva nacional podem desconhecer a sua existência, a sua campanha desportiva e especialmente a grande quantidade de adeptos que movimenta.
Tendo em conta tudo isto este tem que ser um momento de início de superação. A equipa e o clube têm que dar um salto qualitativo importante alavancado no imenso carinho que recebeu esta semana. Não terá melhor oportunidade para o fazer do que agora.
Está também na hora de sermos mais exigentes e assumirmos a grandeza e a diferença do clube (em termos relativos para a Divisão que disputa e em termos absolutos) até às suas últimas consequências. Se Pedro Reis fez declarações cautelosas lembrando "um longo caminho a percorrer" e apenas "6 meses de vida do Salgueiros 08", o Presidente Carlos Abreu foi taxativo nas declarações ao jornal O Jogo: "Queremos subir todos os anos de divisão e chegar ao escalão principal".
Se há tempos se discutia neste espaço qual o objectivo da Direcção para o Salgueiros 08, a discussão está encerrada e deixaram de existir dúvidas.
Este objectivo assim enunciado apesar da sua dificuldade inerente, terá que ser mobilizador para todos, e dar o empurrão necessário para a superação atrás referida.
O clube tem que arranjar mais apoios, mais sócios e mais adeptos.
A equipa terá que acumular vitórias e apontar ao 1.º lugar com a autoridade de quem o merece não por direito histórico, mas porque em campo manifesta um superioridade tão grande como manifesta nas bancadas.
Em termos de envolvimento em torno do clube esperemos que haja um antes e depois deste jogo no Bessa.
O nosso futuro vem já aí... vamos conquistá-lo!
Pelo excelente trabalho e ajuda que já deu a este espaço ficam os parabéns ao Artur Moreira pelo 1.º aniversário do seu blog, sobre futebol de 11 e futsal distrital:
fut-porto-distrital.blogspot.com

in O Norte Desportivo 26/01/09
A jornada 18 da Série 1 da II Divisão fica marcada pelo encontro entre dois históricos da cidade do Porto e que levou ao Estádio do Bessa quatro mil pessoas. O Salgueiros08 acabou por levar a melhor sobre o Ramaldense, vencendo com uma goleada (0-5), num jogo que marcou ainda o regresso aos triunfos da equipa orientada por Pedro Reis, que não vencia desde a ronda 15. O treinador, outrora «estrela» nos relvados também ao serviço do emblema da cidade do Porto, congratulou-se com a iniciativa e mostrou-se esperançado num regresso rápido aos grandes palcos: “Um clube como este não é para andar nos distritais. O Salgueiros tem uma vitalidade e uma dinâmica incríveis”, defendeu. Os três pontos conquistados ontem permitiram ainda ao Salgueiros08 subir ao terceiro lugar da classificação, por troca com o Pedroso, derrotado em casa do Vilar de Pinheiro, que, por sua vez, manteve o estatuto de vice-líder. No comando da competição, continua o Atlético de Rio Tinto, que goleou o S. Romão e manteve ainda os mesmos dois pontos de vantagem para o segundo classificado. Realce ainda nesta ronda para a estreia vitoriosa de Manuel Cordeiro no comando técnico do Foz, ao conquistar três pontos na deslocação ao recinto do Águas Santas.
in O Jogo 26/01/09, B.C.
O estádio que recebeu uma meia-final da Taça UEFA em 2003 (Boavista-Celtic), jogos do Euro'2004 e a festa do título do Benfica em 2005, entre outros momentos apoteóticos, foi mais uma vez o palco de um encontro que ficará para a história. Cerca de 3500 portuenses não quiseram saber do mau tempo e foram ao Bessa abrilhantar um dérbi impensável há uns anos. Ramaldense e Salgueiros 08 mediram forças para a 18ª jornada da II Divisão Distrital do Porto - o último de todos os escalões -, mas o resultado era secundário. O mais importante (a festa) foi conseguido, pelo que pode dizer-se que ambos saíram a vencer. De tal modo que até Pedro Chousal, treinador do Ramaldense, considerou a "festa fantástica", apesar da goleada sofrida. A Alma Salgueirista fez-se notar com grande força e entusiasmo, entoando um eco potente das cinco vezes que a bola entrou na baliza adversária. Ainda houve lenços brancos para o técnico do Ramaldense - pura brincadeira - numa festa da cidade e do futebol que terminou com a Pronúncia do Norte, dos GNR.
Chegar ao escalão maior o mais rápido possível
Após a queda no deserto do Sport Comércio e Salgueiros, um grupo de sócios do clube criou, há meio ano, o Salgueiros 08 e o objectivo é retomar os caminhos áureos do passado. Carlos Abreu, presidente do Salgueiros 08, não esconde a sua ambição. "Queremos subir todos os anos de divisão e chegar ao escalão principal", afirmou a O JOGO, ciente das dificuldades. "Neste momento, não temos muitos apoios financeiros, mas contamos com o apoio fundamental que é o da fiel massa associativa", asseverou. A escalada vai ainda no início, mas está a correr bem. O Salgueiros 08 ocupa o terceiro lugar, a cinco pontos do primeiro, e segue claramente na luta pela subida à I Divisão Distrital. Sobre a festa de ontem, Carlos Abreu defendeu que se tratou de "mais uma prova da força do Salgueiros", o que foi "gratificante" para quem está à frente dos destinos do clube. "Esteve mais público do que em alguns jogos da Liga Sagres", concluiu.
Pedro Reis lembra Cannes
Se ontem voltou ao Bessa para um jogo da Distrital, há 18 anos o Salgueiros jogou ali para a 1.ª eliminatória da Taça UEFA, diante dos franceses do Cannes, onde jogava Zidane. Jorge Plácido marcou o golo da vitória (1-0) salgueirista, numa partida em que Pedro Reis, agora treinador do Salgueiros 08, participou. "Foi o momento mais alto da minha carreira", recordou. "O jogo de hoje [ontem], num estádio com história, fez-nos lembrar o passado", sublinhou.
Senhoras do apito
No Estádio do Bessa, os homens tiveram de obedecer às mulheres, pois o trio de arbitragem era cem por cento feminino e mostrou-se destemido. Que o diga o experiente Renato, que viu um amarelo na primeira vez que pisou o risco. A árbitra Ana Sofia Aguiar e as auxiliares Vânia Pinto e Patrícia Azevedo nunca tinham dirigido um jogo num estádio tão grande e com tantos espectadores, pelo que no final estavam radiantes elegendo este momento como o mais alto que viveram na arbitragem.
Chegar ao escalão maior o mais rápido possível
Após a queda no deserto do Sport Comércio e Salgueiros, um grupo de sócios do clube criou, há meio ano, o Salgueiros 08 e o objectivo é retomar os caminhos áureos do passado. Carlos Abreu, presidente do Salgueiros 08, não esconde a sua ambição. "Queremos subir todos os anos de divisão e chegar ao escalão principal", afirmou a O JOGO, ciente das dificuldades. "Neste momento, não temos muitos apoios financeiros, mas contamos com o apoio fundamental que é o da fiel massa associativa", asseverou. A escalada vai ainda no início, mas está a correr bem. O Salgueiros 08 ocupa o terceiro lugar, a cinco pontos do primeiro, e segue claramente na luta pela subida à I Divisão Distrital. Sobre a festa de ontem, Carlos Abreu defendeu que se tratou de "mais uma prova da força do Salgueiros", o que foi "gratificante" para quem está à frente dos destinos do clube. "Esteve mais público do que em alguns jogos da Liga Sagres", concluiu.
Pedro Reis lembra Cannes
Se ontem voltou ao Bessa para um jogo da Distrital, há 18 anos o Salgueiros jogou ali para a 1.ª eliminatória da Taça UEFA, diante dos franceses do Cannes, onde jogava Zidane. Jorge Plácido marcou o golo da vitória (1-0) salgueirista, numa partida em que Pedro Reis, agora treinador do Salgueiros 08, participou. "Foi o momento mais alto da minha carreira", recordou. "O jogo de hoje [ontem], num estádio com história, fez-nos lembrar o passado", sublinhou.
Senhoras do apito
No Estádio do Bessa, os homens tiveram de obedecer às mulheres, pois o trio de arbitragem era cem por cento feminino e mostrou-se destemido. Que o diga o experiente Renato, que viu um amarelo na primeira vez que pisou o risco. A árbitra Ana Sofia Aguiar e as auxiliares Vânia Pinto e Patrícia Azevedo nunca tinham dirigido um jogo num estádio tão grande e com tantos espectadores, pelo que no final estavam radiantes elegendo este momento como o mais alto que viveram na arbitragem.
in MaisFutebol 25/01/09
Domingo, 25 de Janeiro de 2009, Estádio do Bessa. Dia histórico para o futebol distrital: mais de quatro mil pessoas assistiram ao frio e à chuva ao derby entre o Ramaldense e o Salgueiros 08, dois dos emblemas mais populares da cidade do Porto.
Bancadas axadrezadas pinceladas de verde e vermelho, cânticos de fé, apoio de corações vibrantes e nostálgicos. Por um dia, duas equipas da 2ª divisão da A.F. Porto saborearam a textura do futebol profissional. Numa procissão de fé sem precedentes numa partida deste nível competitivo, falou mais alto a paixão. E o grande vencedor da tarde foi o desporto-rei.
O resultado final acaba por ser o que menos interessa. De qualquer forma, nunca é de mais sublinhar a qualidade dos pupilos à ordem de Pedro Reis. O velho Salgueiral goleou o Ramaldense por 0-5 e subiu ao terceiro lugar da classificação, atrás do Atl. Rio Tinto e do Vilar Pinheiro.
Os de Ramalde, por outro lado, continuam na cauda da tabela. Mas que importa isso? Durante 90 minutos, todos os seus elementos vivenciaram sensações que nunca antes ousariam sonhar.
O peso da Alma
Se cada alma pesar «21 gramas», como estipula o realizador Alejandro González-Iñárritu no seu filme de 2003, a Alma Salgueirista esmaga qualquer observador atento. Mesmo depois de dois anos de hibernação da equipa de futebol sénior, a fidelidade dos seguidores do Salgueiros espanta.
98 anos de História, 24 presenças na primeira divisão nacional, uma ida à Taça UEFA em 1991/92 sustentam todo o fervor entre o clube e a massa adepta. E nem mesmo os momentos negros dos últimos anos conseguiram atirar para o baú do esquecimento o terceiro maior clube da cidade do Porto.
«Vamos com o Salgueiros para todo o lado», atiraram ao Maisfutebol Júlio Silva e António Costa, dois dos adeptos presentes nas bancadas do Bessa. Já Pedro Reis, antigo jogador do clube e actual técnico, considera haver ainda «um longo caminho a percorrer» até a agremiação de Paranhos retomar o lugar que lhe pertence «por direito próprio» no futebol português.
Um campo que estrangula o futuro
Fundado a 5 de Abril de 1922, o Ramaldense recolhe a simpatia de grande parte dos portuenses que habitam as freguesias de Aldoar e de Ramalde. 12 títulos regionais sugerem uma dimensão interessante do velho clube tricolor, nomeadamente até meados da década de 80.
Mas o Campo Alberto Araujo, casa do Ramaldense, foi engolido pelo boom imobiliário das zonas circundantes e o clube ficou restrito a um espaço que não é minimamente compatível com a sua grandeza.
E enquanto a situação não for desbloqueada, o emblema que mostrou ao futebol português Humberto Coelho, por exemplo, estará condenado a competir e a sobreviver nos mais baixos escalões do futebol regional.
«A autarquia não dá o apoio que merecíamos», lamenta Pedro Mateus, Secretário da Mesa da Assembleia Geral do Ramaldense e adepto apaixonado. «Temos 200 jovens nos escalões de formação e só podemos crescer e ter mais qualidade quando tivermos um relvado», completou.
Pedro Chousal, treinador principal, lamentou a derrota pesada diante do Salgueiros mas salientou «o dia especial» vivido por todos. «Nas últimas duas semanas, desde que soubemos qual o palco para o jogo de hoje, os nossos níveis de motivação aumentaram bastante.»
Ficha de jogo:
Estádio do Bessa, no Porto, com cerca de 4500 espectadores
Árbitro: Ana Sofia (AF Porto)
RAMALDENSE: Carvalhais; Lino, Teixeira, Guimarães, Nandinho, Borges, Tó, João Pinto, Pedro, Derlei e Ricardo.
Suplentes: Meireles, Ivan, Sérgio, Osvaldo e Nuno.
Treinador: Pedro Chousal.
SALGUEIROS 08: Igor, Passos, Renato, Figueiredo, Rocha, Monteiro, Ruben, Rui Lima, Heitor, Fernando Almeida e Carminé.
Suplentes: Miguel, Almeida, Mário, Telmo, Carvalho, Alex e Pedro Teixeira.
Treinador: Pedro Reis.



































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