II Divisão Distrital da Associação de Futebol do Porto
Campo Fernando Pedrosa
GR - 12 - Miguel
DD - 2 - Passos
DC - 3 – Eládio (Capitão)
DC - 4 - Renato
DE - 5 - Rochinha
MC - 6 - Monteiro
ME - 7 - Carvalho
MC - 8 - Cao
MD - 9 - Pedro Teixeira
AC - 10 - Heitor
MC - 11 - Rui Lima
Treinador: Pedro Reis
Subs:
46' 16 - Jean por 11 - Rui Lima
46' 15 - Fernando Almeida por 9 - Pedro Teixeira
64' 18 - Telmo por 6 - Monteiro
Golos:
O jogo era de grande importância e adivinhava-se dos mais difíceis da época. Grande massa adepta acorreu e seguramente só não deixou o campo Fernando Pedrosa a transbordar pelo mau tempo que se sentiu todo o fim-de-semana.
Pedro Reis conseguiu de novo encontrar um 11 original: Miguel de volta na baliza, defesa habitual, meio campo com Cao, Monteiro e Rui Lima, Pedro Teixeira na direita, Carvalho na esquerda e Heitor no centro.
O ambiente inicial no jogo foi verdadeiramente espectacular, com cânticos de apoio de ambas as claques entusiasmantes. Infelizmente para o Salgueiros, o jogo começou a correr mal logo de início e aos 3’ já estava a perder por 1-0 na sequência de um canto, com desvio ao primeiro poste.
A reacção imediata foi boa com o Salgueiros a dar uma óptima resposta nos 20 minutos seguintes, com boas situações de perigo, com alguns cantos e livres perigosos. O destaque a ir para Carvalho muito activo no flanco esquerdo e Heitor muito bem no seu papel habitual de pivot.
Aos 25’ uma situação muito contestada pelo Salgueiros, com Pedro Teixeira a reclamar grande penalidade após entrar na área e receber um encosto do defesa contrário. Mais até do que nesta situação, durante a primeira parte a arbitragem foi fraca e quase sempre a decidir a favor do Atlético em caso de dúvida.
Apesar do Salgueiros conseguir algum ritmo nos seus ataques, o Atlético nunca deixava de atacar e bem, num modelo de jogo que privilegiava a colocação directa dos defesas nos extremos que só depois recebiam o apoio em zonas interiores dos médios. Este modelo permitia-lhes chegar à frente com mais rapidez e eficácia que o futebol de bola transportada do Salgueiros. A par disto em momento defensivo conseguia quase sempre superioridade numérica no meio campo, e ‘abafar’ o médio salgueirista que tentava transportar a bola. Melhor exemplo do futebol atacante do Atlético foi o 2-0, a surgir numa perda de bola do ataque, que apanha Rochinha fora de posição a apoiar Carvalho, como fez quase toda a primeira parte. A bola é colocada muito rapidamente no extremo direito do Atlético que após tabela cruza ao segundo poste, para a finalização de cabeça, na que foi a melhor jogada do desafio.
O Salgueiros ia perdendo a calma, e a reagir muito mal às perdas de tempo da equipa adversária, que começaram logo após o 1-0, e nunca tiveram qualquer advertência do árbitro.
Apostando na entrada de dois avançados esperava-se um Salgueiros a dar tudo por tudo no início da segunda parte, mas que certamente ainda teria dificuldades em dar a volta… Mas a realidade foi pior que estas expectativas… A segunda parte recomeçou com um dilúvio de 10 minutos, que incluiu granizo com fartura, tornaram o terreno ainda mais difícil. A bola apesar de tudo deslizava com rapidez e curiosamente os contra ataques do Atlético ainda se tornaram mais rápidos, mostrando-se à saciedade que dominavam as condições de jogo no seu campo. Aos 57’ após passe longo Rochinha não consegue acompanhar o avançado, Miguel é apanhado a meio caminho da saída da baliza e é batido com tranquilidade. Era o 3-0 e o jogo sentenciado. Aos 63’ num contra ataque semelhante, Passos consegue alcançar o adversário e cortar limpo, mas o árbitro marca penalty, que Miguel defendeu à primeira mas sofreu na recarga.
Até ao final o Salgueiros continuou a tentar lutar, não se podendo apontar nada à entrega dos jogadores, mas sempre com imensas dificuldades, quer para contrariar uma equipa em total ascendente anímico quer para se adaptar a um terreno alagado.
O Atlético com total ascendente insistiu estranhamente nas perdas de tempo e o ambiente geral foi-se deteriorando. Nas bancadas os cânticos de apoio passaram a cânticos de insulto e chegou-se até ao ponto de alguns confrontos físicos que merecem nenhum comentário.
O árbitro ainda teve tempo de expulsar e após uns 2 minutos de insistência obrigar o massagista do Atlético do Rio Tinto a ir para o balneário, para algum tempo depois o chamar da entrada dos balneários para assistir um jogador… estaria expulso ou de castigo?
Descontando esse cenário, o Atlético foi sempre mais equipa em todo jogo e mereceu a vitória, mais golo menos golo. Com seguramente duas das boas equipas do campeonato, fica o sabor amargo do jogo não ser jogado num campo com outras condições, e que o ambiente nas bancadas dos primeiros 20 minutos não se tivesse mantido durante o jogo todo.
Em termos de campeonato a margem de erro reduz-se, mas há que levantar a cabeça, e se o Atlético só ganhou 3 pontos, o Salgueiros só deixou de ganhar esses mesmos 3. Com um terço do campeonato decorrido há que agregar forças e partir com novo ânimo para os jogos que se aproximam.
O "velhinho" Salgueiros, que surgiu à luz de um candeeiro de rua, chama-se agora Salgueiros 08, devido à impossibilidade de inscrever jogadores seniores e formar equipas profissionais com a anterior designação. Como qualquer clube que está a nascer, o Salgueiros 08 joga na II divisão da Associação de Futebol do Porto (AFP), o escalão mais baixo da competição de futebol, estando, à nona jornada, no primeiro lugar do campeonato, com os mesmos 21 pontos do Pedroso, após uma série de sete vitórias consecutivas.
A adaptação ao novo escalão foi a parte mais difícil do projecto, sobretudo para os jogadores históricos, que acompanham o treinador e também ex-jogador nesta nova etapa do clube. "Obrigar um atleta que fez um percurso em alta competição a jogar na distrital é complicado. Mas é um desafio bonito, no fundo motivador, tanto mais que estamos a fazer surgir um novo clube", salientou o treinador, um dos principais responsáveis pelo renascimento da equipa.
A colaboração de alguns dos jogadores mais marcantes da última década do clube, como Renato, Cao, ou Fernando Almeida tem-se revelado de extrema importância. Essa experiência, misturada com a irreverência da juventude parecem ser os segredos do êxito do Salgueiros. "O sucesso é fruto do trabalho que temos desenvolvido e da mistura da juventude com a experiência", referiu à Lusa Cao, jogador do Salgueiros entre 1997 e 1999 e que agora regressa pela "satisfação de jogar futebol" numa casa que bem conhece.
A equipa joga no campo emprestado do Senhora da Hora, uma vez que o estádio do Salgueiros foi vendido em hasta pública como consequência da grave crise financeira em que o clube está mergulhado desde a segunda metade da década de 90. No entanto, a alma permanece a mesma e, por isso, a velha claque "Alma Salgueirista" continua a dizer presente em cada domingo. "Sinto-me em casa quando vejo as bancadas cheias", revelou Renato, outro dos históricos que regressa nesta nova etapa, lembrando as cerca de 2000 mil pessoas que cada domingo se deslocam até Matosinhos para ver a sua equipa do coração a jogar.
O novo símbolo apresenta uma Fénix, sinal do renascimento, sinal da vida nova que os dirigentes querem dar a um clube que já participou nas competições europeias e que agora tem que ultrapassar várias etapas até chegar às divisões nacionais. A cor continua, no entanto, a ser a mesma, o vermelho, que em tempos serviu para os distanciar do então rival, FC Porto.
in Agência Lusa 28/11/08, Sónia Mendes (texto) e João Abreu Miranda (Fotos)
Porto, 28 Nov (Lusa) - O futebol profissional do Salgueiros "morreu" há quatro anos envolto numa grave crise financeira, agora três dos atletas mais marcantes do clube regressam para impulsionar um novo projecto, o Salgueiros 08, que marca o renascimento do futebol sénior.
Uma década separa os dois momentos em que Pedro Reis, Renato e Cao foram colegas no Sport Comércio e Salgueiros. O primeiro aconteceu em plena década de noventa do século passado, quando o clube já enfrentava uma grave crise financeira, o segundo está ainda a desenrolar-se. Convertido no jogador com mais jogos no clube, e depois de ter sido adjunto de Vítor Manuel e Carlos Manuel, Pedro Reis é agora administrador de condomínios e "mister" do Salgueiros 08. "Já conhecia os jovens da formação e os jogadores de referência estão aqui para ajudar a motivar e para cativar os sócios adormecidos", revelou à Lusa o treinador.
Renato, defesa-central, é um desses "jogadores de referência" que aceitou regressar, muito por culpa do treinador e das pessoas que dirigem o clube. "Eu voltei pelo prazer de jogar futebol, é um clube que me diz muito, o presidente é o mesmo de quando eu subi à categoria de sénior e o treinador foi um grande colega de campo", afirmou Renato. Durante os onze anos em que esteve longe do clube de Paranhos passou pelo futebol ao mais alto nível, jogando no Sporting, Vitória de Setúbal e posteriormente na União de Leiria, onde acabou a carreira como profissional. Aos 35 anos regressa à casa que o deu a conhecer ao mundo do futebol e o catapultou para voos mais altos. O campeonato que disputa é amador e o futebol é um hobbie e não uma profissão. Esse lugar agora é ocupado pelos negócios que foi montando na sua época de jogador profissional. Do futebol guarda as lembranças da alma salgueirista, ainda "muito viva" nos dias de hoje. "Tenho a lembrança de um clube muito acarinhado pelas gentes do Porto", salientou o defesa-central.
Cao, médio defensivo e campeão do mundo sub-20 em 1991, juntamente com Figo, Rui Costa e companhia, esteve uma década ausente e forma também parte do lote de regressados. "É com muita satisfação que regresso a uma casa que bem conheço", referiu Cao, à Agência Lusa. Da anterior etapa lembra particularmente o treinador Carlos Manuel e o carinho dos adeptos. Mas, foi Pedro Reis, o actual treinador o principal responsável pelo regresso. Em tempos foram colegas de campo e agora um trabalha às ordens do outro. "O treinador teve muito a ver. Foi um grande colega, um grande profissional, um símbolo do Salgueiros", salientou o médio. Para o futuro guarda a esperança de ver a equipa numa categoria diferente, sem o seu talento, mas com a presença do filho. "Sentimos que o Salgueiros vai voltar a ocupar o lugar que merece. Eu não estarei nessa etapa, mas o meu filho acho que vai estar", revelou Cao. O futebol não vai, no entanto, deixar de fazer parte da sua vida. O presente já dita a continuidade da actividade desportiva com uma escola de futebol. "Sou patrono de uma escola de futebol na Junta de Freguesia de Ramalde (Porto) e colaboro com uma associação ao nível da formação", referiu o antigo campeão do mundo sub-20.
Estes jogadores regressam trazendo consigo a experiência de mais de dez anos de carreira e a vontade de vencer que um dia levou a equipa de Paranhos até aos palcos da Europa, caindo aos pés do Cannes, da estrela ainda a despertar, Zinedine Zidane.
No final do ano verificamos quem acertou mais nos prognósticos.
O Campeão é apurado em 2 jogos (ou 3 se necessário), entre os 1.ºs classificados das 2 séries.
Será então interessante verificar, em média, o que é necessário para ficar em 1.º da Série e garantir presença na final.
O que se tem verificado este ano é um grande equilibrio no campeonato, com 4/5 equipas sempre bem posicionadas, a perder muito poucos poutos.
Vamos atentar ao que aconteceu nas últimas duas épocas:

Nota também para verificar que em ambos os anos só o 2.º classificado ficou relativamente perto, a 4 ou 10 pontos. Os 3.ºs ficaram já a 14 e a 20 pontos do 1.º.
Para este ano se conseguir a mesma percentagem de conquista de pontos (84%) são necessários 70 pontos, ou seja, perder apenas 14 pontos. Por outro prisma, restam ao Salgueiros 08 8 pontos 'perdíveis', equivalentes a 2 derrotas e 1 empate ou 4 empates por exemplo.
Para se ver a outra luz as duas primeiras jornadas deste ano, o Salgueiros 08 nessas 2 jornadas, que apenas significam 7% do campeonato, desperdiçou quase metade, mais precisamente 43%, dos pontos que teoricamente pode perder para ser 1.º.
À luz destes números, infelizmente só disponíveis para as duas épocas anteriores, verificamos um campeonato que se torna 'curto' para qualquer recuperação, dada a pouca frequência de falhas das equipas principais.
Por outro lado as boas noticias... Na última época por exemplo, subiram duas equipas de cada Série.
Este factor da subida das equipas necessárias a prefazerem 2 séries de 18 equipas na I Divisão Distrital, fica sempre dependente do número de equipas da A.F. Porto que desce do Campeonato Nacional da III Divisão, que devido à especificidade da sua organização por zonas, nem sempre é o mesmo. Portanto, as subidas adicionais só são conhecidas no final da época.
PS: dados classificativos obtidos em http://fut-porto-distrital.blogspot.com/ e fica um agradecimento ao Artur Moreira pelo esclarecimentos regulamentares.
Sábado às 15:00h no Campo G.D.C.Armil (Fafe)
Nacionalidade: Portuguesa
Naturalidade: Porto
Data de nascimento: 11/03/1989
Posição: Médio centro
Altura: 1.70 m
Peso: 67 kg
Jogador favorito / de referência: Deco e Messi
Número favorito: 20
Títulos/Troféus:
07/08 Campeão Distrital de Juniores
Carreira:
07/08 S.C.Salgueiros – Campeonato Distrital de Juniores
06/07 S.C.Salgueiros - Campeonato Distrital de Juniores
05/06 S.C.Salgueiros - Campeonato Distrital de Juvenis
04/05 S.C.Salgueiros - Campeonato Distrital de Juvenis
03/04 S.C.Salgueiros - Campeonato Nacional de Iniciados
02/03 S.C.Salgueiros - Campeonato Nacional de Iniciados
01/02 S.C.Salgueiros - Infantis
00/01 F. C. Lapa - Infantis
99/00 F.C. Lapa - Escolas
98/99 F.C. Lapa - Escolas




























































